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CID E 108: O Que Significa e Como Usar Corretaamente

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No universo da saúde e da medicina, o uso correto dos códigos de Classificação Internacional de Doenças (CID) é fundamental para garantir uma comunicação eficiente entre profissionais de saúde, assegurando diagnósticos precisos, tratamentos adequados e registros administrativos confiáveis. Entre os diversos códigos existentes, o CID E 108 tem seu papel importante, embora seja um pouco menos conhecido do que outros. Este artigo foi elaborado para esclarecer tudo o que você precisa saber sobre o CID E 108, incluindo seu significado, aplicações e dicas para utilizá-lo de forma correta.

Se você deseja entender melhor como os códigos CID funcionam e como eles facilitam o trabalho do profissional de saúde, continue a leitura.

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O que é o CID E 108?

Significado do código CID E 108

O código CID E 108 é uma classificação utilizada dentro da Categoria E, que trata de transtornos e doenças relacionados ao humor, comportamento e emoções. Especificamente, ele refere-se a um diagnóstico psiquiátrico ou psicológico.

De acordo com a classificação internacional, o CID E 108 corresponde a:

"Outros transtornos do humor, não especificados"

Este código é utilizado quando o profissional de saúde identifica um transtorno do humor que não se encaixa exatamente em categorias específicas, mas que ainda assim necessita de registro clínico.

Por que o código CID E 108 é importante?

O uso adequado do código CID E 108 possibilita uma comunicação padronizada e clara entre médicos, hospitais, planos de saúde e órgãos governamentais. Ele também contribui para:

  • Monitoramento epidemiológico;
  • Planejamento de políticas públicas de saúde mental;
  • Gestão de recursos e tratamentos;
  • Facilitação na emissão de documentos médicos.

Como compreender corretamente o CID E 108

Características do diagnóstico

Diferente de outros códigos do CID que indicam episódios ou diagnósticos específicos, o CID E 108 é utilizado como um diagnóstico de exclusão ou quando há uma condição que ainda não foi classificada de forma mais específica.

Algumas características:

  • Diagnóstico geral para transtornos do humor.
  • Geralmente utilizado em fases iniciais de avaliação.
  • Pode indicar situações de humor instável, tristeza prolongada ou alterações de humor sem uma causa claramente definida.

Quando utilizar o CID E 108?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o código E 108 deve ser usado em casos onde:

  • O transtorno do humor não possui uma classificação mais específica disponível.
  • O profissional quer registrar um quadro clínico que já foi avaliado, mas sem uma denominação definitiva ainda estabelecida.
  • O paciente apresenta alterações de humor que não se enquadram em transtornos de humor específicos, como depressão maior ou transtorno bipolar.

Como usar corretamente o CID E 108

Procedimentos para a correta utilização do código

  1. Avaliação clínica detalhada: Antes de atribuir algum código, é fundamental realizar uma avaliação completa do paciente.
  2. Seguir as diretrizes do CID-10: Para garantir o uso adequado, consulte a versão mais recente da classificação.
  3. Registrar com precisão as características do transtorno: Descreva claramente os sintomas e o quadro apresentado.
  4. Atualizar o diagnóstico sempre que possível: Caso o quadro evolua ou seja melhor delimitado, utilize um código mais específico.

Dicas importantes

  • Nunca utilize o CID E 108 de forma indiscriminada; ele deve servir como um diagnóstico provisório ou de última opção.
  • Consulte sempre um especialista em saúde mental para confirmação do diagnóstico.
  • No prontuário, registre também uma descrição narrativa do quadro clínico para maior clareza.

Tabela de classificação do CID E 108

Código CIDDescriçãoCategoriaUso recomendado
CID E 108Outros transtornos do humor, não especificadosCategoria E (Psíquico)Diagnóstico provisório ou específico não definido

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que diferencia o CID E 108 de outros códigos de transtornos do humor?

Resposta: O CID E 108 é utilizado quando o transtorno do humor não se encaixa em categorias específicas, servindo muitas vezes como um diagnóstico provisório ou de exclusão. Outros códigos, como F32 (depressão maior) ou F31 (transtorno bipolar), têm definições mais precisas.

2. Posso usar o CID E 108 para fins administrativos e de seguro saúde?

Resposta: Sim. O código é válido para registros clínicos e administrativos, mas recomenda-se que seja atualizado assim que o diagnóstico mais específico for estabelecido.

3. Existem riscos ao usar o CID E 108 de forma incorreta?

Resposta: Sim. O uso inadequado pode levar a diagnósticos imprecisos, tratamentos inadequados e problemas na comprovação clínica ou administrativa.

4. Como posso saber qual código CID usar em caso de dúvidas?

Resposta: Consulte a última versão da CID-10, busque orientação de um profissional de saúde ou de uma equipe especializada em saúde mental.

Conclusão

O entendimento e o uso correto do CID E 108 são essenciais para garantir uma comunicação eficiente e fidedigna no âmbito da saúde mental. Como um diagnóstico que indica "outros transtornos do humor não especificados", sua aplicação deve ser feita com responsabilidade e sempre visando a melhor assistência ao paciente.

Lembre-se de que a classificação CID é uma ferramenta que auxilia na organização dos registros clínicos e na elaboração de estratégias de tratamento e saúde pública. Portanto, usar o código adequado reflete um comprometimento com a qualidade do cuidado.

Se desejar aprofundar-se mais sobre a classificação CID e suas aplicações, recomendados acessar recursos como o site oficial da Organização Mundial da Saúde ou consultar um profissional especializado.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. (2019). Classificação Internacional de Doenças - CID-10. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  • Ministério da Saúde. (2020). Guia de Classificação Internacional de Doenças. Brasília: Ministério da Saúde.
  • Associação Brasileira de Psiquiatria. (2021). Manual de Diagnósticos. Rio de Janeiro: ABP.

Nota: Este artigo foi elaborado para fins informativos e não substitui aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um especialista em saúde mental para diagnóstico e tratamento adequado.