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CID: Doença Renal Crônica Agudizada - Diagnóstico e Tratamentos

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A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função dos rins. Quando essa condição sofre uma agravamento súbito, ela pode evoluir para uma fase aguda, conhecida como Doença Renal Crônica Agudizada. Essa situação representa um desafio clínico significativo, demandando diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Neste artigo, exploraremos detalhes essenciais sobre a CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada à Doença Renal Crônica Agudizada, abordando suas causas, diagnósticos, tratamentos e considerações importantes, além de responder às perguntas frequentes e fornecer referências confiáveis para aprofundamento.

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O que é a CID da Doença Renal Crônica Agudizada?

A CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) utiliza o código N18.9 para a Doença Renal Crônica não especificada, mas para episódios de agravamento agudo, pode-se utilizar códigos adicionais, como o N17 (Insuficiência renal aguda). Quando há agravamento súbito em uma condição preexistente de DRC, a classificação pode envolver tanto o código de base quanto o de quadros agudos.

Código CID relevante para Doença Renal Crônica Agudizada:

Código CIDDescrição
N17.xInsuficiência renal aguda (IRA)
N18.9Doença renal crônica, não especificada
N18.1Doença renal crônica, estágio 1
N18.2Doença renal crônica, estágio 2
N18.3Doença renal crônica, estágio 3
N18.4Doença renal crônica, estágio 4
N18.5Doença renal crônica, estágio 5 (Insuficiência renal terminal)

Assim, a combinação dos códigos permite uma descrição precisa da condição clínica do paciente.

Causas e Fatores de Risco

Causas da Doença Renal Crônica Agudizada

A agravamento súbito da DRC geralmente ocorre devido a fatores desencadeantes, como:

  • Infecção nos rins ou do trato urinário
  • Desidratação severa
  • Obstrução do trato urinário (litíase, tumor)
  • Uso excessivo de medicamentos nefrotóxicos (como anti-inflamatórios)
  • Complicações de doenças crônicas como hipertensão e diabetes
  • Choque ou trauma renal

Fatores de risco

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus
  • Histórico de doenças renais
  • Uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos
  • Idade avançada
  • Obesidade

Diagnóstico da Doença Renal Crônica Agudizada

Sinais e sintomas

  • Aumento da sede
  • Edema (inchaço)
  • Urina escura ou com sangue
  • Sangramento ou hematúria
  • Dores lombares ou abdominais
  • Náuseas e vômitos
  • Cansaço extremo e fraqueza
  • Confusão mental, em casos mais graves

Exames laboratoriais essenciais

ExameFinalidade
Creatinina séricaAvalia a função renal
Taxa de filtração glomerular (TFG)Determina o estágio da DRC
Ureia séricaAvaliação da eliminação de resíduos
Urina de 24 horasQuantificação de proteínas, sangue, sedimentoscopia
EletrocardiogramaPara detectar alterações cardíacas associadas à hipertensão
Ultrassonografia dos rinsAvaliação estrutural dos rins

Diagnóstico diferencial

  • Insuficiência renal aguda versus doença renal crônica agudizada
  • Cálculos renais
  • Glomerulonefrite aguda
  • Infecções graves

Critérios diagnósticos segundo a KDIGO (Kidney Disease Improving Global Outcomes)

A classificação do estágio da DRC é baseada na TFG:

EstágioTFG (mL/min/1,73 m²)Descrição
1≥ 90Rins normais ou com dano residual
260-89Leve dano renal
330-59Moderado a grave dano
415-29Grave dano
5< 15Insuficiência renal terminal (diálise)

Tratamentos para a Doença Renal Crônica Agudizada

Abordagem clínica

O tratamento visa estabilizar a função renal, tratar a causa subjacente e prevenir novas complicações.

1. Controle da causa de agravamento

  • Tratar infecções
  • Corrigir desidratação
  • Desobstruir vias urinárias
  • Suspender medicamentos nefrotóxicos

2. Manejo clínico

  • Monitoramento rigoroso dos eletrólitos e líquidos
  • Diálise, na fase aguda, em casos de insuficiência renal grave ou complicações, como hipertensão não controlada, hiperpotassemia ou acúmulo de toxinas
  • Controle da pressão arterial com inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor da angiotensina
  • Controle glicêmico em diabéticos

Medicações utilizadas

CategoriaExemplosObservações
Anti-hipertensivosIECA, BRAControle da pressão arterial, proteção renal
DiuréticosFurosemidaControle do edema
AntitóxicosAgentes para redução de potássioPara hiperpotassemia
Corticoides e imunossupressoresEm casos específicosGlomerulonefrites

Quando procurar o especialista?

Se houver sinais de agravamento agudo, como piora da função renal, edema severo, alterações eletrolíticas graves, ou necessidade de diálise, procure um nefrologista imediatamente.

Prevenção e Cuidados

  • Monitoramento regular de pacientes com fatores de risco
  • Controle rigoroso do diabetes e hipertensão
  • Evitar uso indiscriminado de medicamentos nefrotóxicos
  • Manter hidratação adequada
  • Alimentação balanceada, com restrição de potássio e sódio

Perguntas Frequentes

1. O que diferencia a insuficiência renal aguda da agravada?

A insuficiência renal aguda surge de forma súbita e reversível, enquanto a DRC agravada é uma decompensação de uma condição crônica já existente, podendo evoluir para insuficiência renal terminal se não tratada adequadamente.

2. Como prevenir a piora da doença renal crônica?

Manter controles regulares com o médico, seguir orientações de dieta, tratar doenças associadas como hipertensão e diabetes, e evitar medicamentos que possam prejudicar os rins.

3. Quais são os tratamentos mais eficazes?

O tratamento mais eficaz depende do estágio e causas, podendo incluir controle clínico, uso de medicamentos, diálise ou transplante renal, conforme indicado por um nefrologista.

4. Pode a DRC ser completamente curada?

Atualmente, a DRC é considerada uma condição progressiva e irreversível. Entretanto, a progressão pode ser retardada ou estabilizada com tratamento adequado.

Conclusão

A Doença Renal Crônica Agudizada, classificada na CID sob os códigos N17.x e N18.9, representa uma complicação grave em pacientes com patologia renal de base. A compreensão sobre seus fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento adequado é fundamental para evitar complicações mais sérias, incluindo a necessidade de diálise ou transplante.

A atenção contínua às condições que podem levar ao agravamento renal, aliada ao acompanhamento médico especializado, é a melhor estratégia para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Como disse o renomado nefrologista Dr. José Carlos de Almeida, “a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para preservar a função renal e evitar o impacto devastador de formas agudas da doença”.

Referências

  1. KDIGO Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International Supplements, 2013.
  2. Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à insuficiência renal. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  3. World Health Organization. International Classification of Diseases (ICD). Disponível em: https://icd.who.int/
  4. Associação Brasileira de Nefrologia (ABN). Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial e doenças renais.

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