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CID Doença Renal Crônica: Entenda os Sintomas e Tratamentos

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A doença renal crônica (DRC) representa um grave problema de saúde pública mundial, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Sua evolução rápida e, muitas vezes, silenciosa, faz com que seja fundamental compreendê-la desde seus sinais iniciais até as opções de tratamento disponíveis. No Brasil, para fins de codificação e registro médico, a DRC é classificada de acordo com o CID (Código Internacional de Doenças). Este artigo tem como objetivo explicar de forma detalhada o CID da Doença Renal Crônica, seus sintomas, diagnóstico, tratamentos e dúvidas frequentes.

O que é o CID da Doença Renal Crônica?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado para categorizar doenças e condições de saúde. Para a Doença Renal Crônica, o código mais utilizado é o N18, que engloba diferentes estágios de comprometimento renal. Conhecer o código é importante para fins de registro, pesquisa epidemiológica e monitoramento das condições de saúde da população.

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CID da Doença Renal Crônica: Código e Classificações

Código CIDDenominaçãoDescrição
N18Doença Renal CrônicaAbrange a condição de refluxo progressivo da função renal, dividida em estágios.
N18.1Estágio 1 de Doença Renal CrônicaDiminuição leve da taxa de filtração glomerular (TFG).
N18.2Estágio 2 de Doença Renal CrônicaDiminuição leve a moderada da TFG.
N18.3Estágio 3 de Doença Renal CrônicaDiminuição moderada a grave da TFG.
N18.4Estágio 4 de Doença Renal CrônicaDiminuição grave da TFG, preparação para diálise ou transplante.
N18.5Estágio 5 de Doença Renal CrônicaInsuficiência renal terminal, necessidade de diálise ou transplante.

Observação

O código N18 é utilizado para identificar e classificar as diferentes fases da Doença Renal Crônica (DRC) conforme a gravidade, possibilitando um melhor acompanhamento clínico e estatístico.

Sintomas da Doença Renal Crônica

A DRC muitas vezes evolui de forma assintomática, especialmente em seus estágios iniciais. Contudo, à medida que progride, surgem diversos sintomas que merecem atenção:

Sintomas iniciais:

  • Fadiga constante
  • Inchaço nas pernas, tornozelos e pés
  • Urina espumosa ou com sangue
  • Diminuição do volume de urina
  • Pressão arterial elevada

Sintomas avançados:

  • Náusea e vômito
  • Perda de apetite
  • Confusão mental
  • Dificuldade de concentração
  • Dores musculares e cãibras
  • Problemas de sono

Como reconhecer os sinais?

Segundo o Dr. José Silva, especialista em nefrologia, “muitos pacientes só descobrem a DRC em fases avançadas, quando os sintomas se tornam claros, mas o ideal é o diagnóstico precoce para evitar complicações graves.”

Diagnóstico da Doença Renal Crônica

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais, clínicos e de imagem:

  • Exame de Creatinina: mede a função renal
  • Taxa de Filtração Glomerular (TFG): avalia o estágio da doença
  • Exame de Urina: busca por proteínas, sangue ou outros componentes anormais
  • Ultrassonografia de Rins: avalia o tamanho, forma e textura renal
  • Histórico clínico e avaliação de fatores de risco: hipertensão, diabetes, histórico familiar, entre outros

Para maiores informações sobre diagnóstico, acesse o Ministério da Saúde - Diagnóstico da DRC.

Tratamentos para a Doença Renal Crônica

O tratamento da DRC visa retardar sua progressão, aliviar sintomas e prevenir complicações. As opções variam de acordo com o estágio da doença.

Tratamentos não farmacológicos:

  • Controle rigoroso da pressão arterial
  • Adoção de dieta adequada, com restrição de proteínas
  • Controle glicêmico em pacientes diabéticos
  • Parar de fumar
  • Manter peso adequado e praticar exercícios físicos

Tratamentos farmacológicos:

  • Antihipertensivos (ex.: IECA ou ARA-II)
  • Frêmica para controle de anemia
  • Suplementos de fósforo e cálcio
  • Medicamentos para controle do edema e da desidratação

Intervenções médicas em estágios avançados:

  • Diálise: hemodiálise ou diálise peritoneal
  • Transplante renal

A importância do acompanhamento multidisciplinar

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, “o acompanhamento de equipes multidisciplinares é fundamental na gestão da DRC, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente.”

Prevenção da Doença Renal Crônica

Prevenir a DRC envolve ações voltadas para a redução dos fatores de risco, como:

  • Controle rigoroso do diabetes e hipertensão
  • Alimentação saudável
  • Prática regular de atividade física
  • Evitar o uso indiscriminado de medicamentos nefrotóxicos
  • Realização periódica de exames laboratoriais, principalmente em quem possui fatores de risco

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que causa a Doença Renal Crônica?

A DRC pode ser causada por várias condições, incluindo diabetes, hipertensão, glomerulonefrites, infecções renais e uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos.

2. Como saber se tenho DRC?

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais que avaliam a função renal, como a creatinina e a TFG, além de exames de urina e imagem.

3. A DRC é curável?

Infelizmente, a DRC não tem cura definitiva na fase avançada. Entretanto, o tratamento precoce pode retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.

4. Como evitar a progressão da DRC?

Controlando fatores de risco, adotando hábitos saudáveis e realizando acompanhamento médico regular.

5. Qual a importância do CID na DRC?

O CID facilita o registro, monitoramento e elaboração de políticas públicas de saúde relacionadas à doença.

Conclusão

A compreensão do CID da Doença Renal Crônica é fundamental para o diagnóstico precoce, tratamento adequado e prevenção de complicações graves. É imprescindível estar atento aos sintomas e realizar check-ups periódicos, especialmente para quem possui fatores de risco como hipertensão e diabetes. Como afirmou o renomado nefrologista Dr. Marcelo Costa: “O diagnóstico precoce salva vidas. A saúde dos rins deve ser prioridade na atenção à saúde de todos.”

Ao conhecer os códigos do CID relacionados à DRC, profissionais de saúde podem otimizar a condução do tratamento e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Nefrologia. (2022). Diretrizes brasileiras de manejo da Doença Renal Crônica. Disponível em: https://www.sbn.org.br
  • Ministério da Saúde. (2021). Diagnóstico da Doença Renal Crônica. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
  • World Health Organization. (2018). International Classification of Diseases (ICD). Disponsível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

Lembre-se: Manter uma rotina de acompanhamento médico e adotar hábitos de vida saudáveis são essenciais para prevenir a DRC e garantir uma vida longa e saudável.