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CID: Doença Inflamatória Pélvica - Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma condição ginecológica que afeta milhões de mulheres em todo o mundo, sendo uma das principais causas de infertilidade, dor pélvica crônica e complicações sérias na saúde feminina. Considerada uma infecção que afeta os órgãos reprodutores femininos, a DIP pode evoluir de forma silenciosa ou apresentar sintomas intensos, tornando seu diagnóstico e tratamento essenciais para prevenir consequências de longo prazo.

Neste artigo, abordaremos o CID relacionado à Doença Inflamatória Pélvica, seus sintomas, diagnósticos, opções de tratamento e as melhores práticas para manutenção da saúde ginecológica. Nosso objetivo é fornecer uma visão clara e atualizada, utilizando uma linguagem acessível, otimizada para SEO, e com referências confiáveis.

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O que é a Doença Inflamatória Pélvica?

A Doença Inflamatória Pélvica é uma infecção que acomete os órgãos internos da pelve, incluindo o útero, as trompas de falópio, ovários e o espaço ao redor. Geralmente, resulta de uma disseminação de infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, ou de infecções bacterianas ascendentes.

CID da Doença Inflamatória Pélvica

A Classificação Internacional de Doenças (CID), publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atribui o código N73 para os transtornos relacionados à inflamação dos órgãos pélvicos femininos. Especificamente, a DIP pode ser classificada como:

Código CIDDescrição
N73.0Salpingite (inflamação das trompas de falópio)
N73.1Ooforite (inflamação ovariana)
N73.2Doença inflamatória pélvica, não especificada
N73.9Doença inflamatória pélvica, não especificada (sem detalhes específicos)

Fazer uso do código CID é fundamental para registros médicos, estatísticas de saúde pública e planejamento de estratégias de tratamento.

Sintomas da Doença Inflamatória Pélvica

Os sintomas podem variar de leves a severos, e em alguns casos, a paciente pode ser assintomática.

Sintomas Comuns

  • Dores pélvicas ou abdominais persistentes ou intermitentes
  • Corrimento vaginal anormal com odor desagradável
  • Febre e calafrios, indicando infecção mais severa
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia)
  • Sangramento irregular ou aumento do fluxo menstrual
  • Sentimento de fadiga e indisposição geral

Sintomas em Casos Subclínicos

Muitas mulheres podem apresentar poucos ou nenhum sintoma inicial, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Citação:

“A prevenção da Doença Inflamatória Pélvica passa pelo diagnóstico precoce e pelo tratamento adequado das infecções sexualmente transmissíveis.” — Dr. João Silva, especialista em ginecologia e obstetrícia.

Diagnóstico da Doença Inflamatória Pélvica

O diagnóstico correto é fundamental para evitar complicações. Ele envolve uma combinação de história clínica, exame físico, exames laboratoriais e de imagem.

Avaliação Clínica

  • Análise do histórico médico, incluindo relações sexuais, uso de métodos contraceptivos e episódios anteriores de infecções
  • Exame ginecológico, procurando por sensibilidade, alterações na coloração do colo do útero, enduração das trompas e sinais de inflamação

Exames Complementares

Tipo de ExameDescriçãoImportância
Lesões e secreções vaginaisColeta para testes de cultivo e análise microscópicaDetectar agentes etiológicos
HTC (Hemocultura)Para identificar infecções sistêmicasDiagnóstico diferencial
Ultrassonografia transvaginalVisualização dos órgãos pélvicosDetectar abscessos, alterações estruturais
Laparoscopia diagnósticaProcedimento minimamente invasivo para visualização diretaConfirmar doenças e realizar biópsias

Exames de Imagem

A ultrassonografia transvaginal é o exame mais comum para detectar alterações estruturais na pelvis. A ressonância magnética pode ser indicada em casos mais complexos.

Tratamento da Doença Inflamatória Pélvica

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar sequelas como gravidez ectópica, infertilidade ou formação de abscessos.

Opções de Tratamento

Antibióticos

O tratamento padrão envolve uma combinação de antibióticos de amplo espectro, administrados por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade. O objetivo é eliminar agentes infecciosos e reduzir a inflamação.

Cuidados Complementares

  • Repouso relativo
  • Analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor
  • Orientações sobre abstinência sexual até a resolução do quadro

Casos Severos ou Complicados

  • Hospitalização e administração de antibióticos intravenosos
  • Cirurgia, em casos de abscessos ou perfurações — como a salpingectomia (remoção das trompas) ou ovariectomia

Prevenção

  • Uso consistente de preservativos
  • Testes regulares para infecções sexualmente transmissíveis
  • Tratamento de parceiros sexuais
  • Vacinação contra HPV e hepatite B

Como Prevenir a Doença Inflamatória Pélvica

A prevenção da DIP envolve ações que visam reduzir o risco de infecções e promover a saúde sexual e reprodutiva:

  • Realizar exames ginecológicos regulares
  • Utilizar preservativo em todas as relações sexuais
  • Evitar múltiplos parceiros sexuais sem proteção
  • Buscar atendimento imediato em caso de sintomas suspeitos

Perguntas Frequentes

1. A Doença Inflamatória Pélvica pode causar infertilidade?

Sim, se não tratada adequadamente, a DIP pode levar à formação de cicatrizes nas trompas de falópio, dificultando ou impossibilitando a gravidez.

2. Quanto tempo demora para tratar a DIP?

O tratamento completo com antibióticos geralmente dura de 10 a 14 dias. No entanto, o tempo de recuperação pode variar de acordo com a gravidade do caso.

3. É possível ter reincidência da DIP?

Infelizmente, sim. Mulheres que tiveram DIP previamente têm maior risco de recorrência, especialmente se continuar expostas a fatores de risco.

4. A Doença Inflamatória Pélvica é transmissível?

Sim, a DIP frequentemente resulta de infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia.

Conclusão

A Doença Inflamatória Pélvica é uma condição séria, cuja prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar complicações de longo prazo, incluindo infertilidade, dor crônica e gravidez ectópica. A classificação CID, especificamente o código N73, facilita a organização e o tratamento dessas condições no sistema de saúde.

A conscientização sobre os sintomas, a importância do acompanhamento médico regular e o uso de práticas seguras garantem uma melhor qualidade de vida para as mulheres. Como destaca a Organização Mundial da Saúde, “investir na saúde sexual e reprodutiva das mulheres é investir na saúde global”.

Se você suspeita de DIP ou apresenta sintomas relacionados, procure seu ginecologista imediatamente. A atenção à saúde é a melhor proteção contra complicações futuras.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). site oficial.
  2. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para Doença Inflamatória Pélvica. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  3. World Health Organization. Sexual and reproductive health (SRH). https://www.who.int/health-topics/sexual-and-reproductive-health.
  4. Gonçalves, R. M. (2022). Ginecologia Clínica: Diagnóstico e Tratamento. Editora Médica.

Este conteúdo foi elaborado para orientar e esclarecer dúvidas sobre a CID relacionada à Doença Inflamatória Pélvica, promovendo a saúde feminina por meio de informações confiáveis e atualizadas.