CID Doença do Refluxo: Sintomas, Tratamentos e Diagnóstico
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Conhecida por causar desconforto no esôfago e no estômago, ela pode impactar significativamente a qualidade de vida do indivíduo se não for corretamente diagnosticada e tratada. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID da Doença do Refluxo, seus sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e algumas perguntas frequentes, fornecendo informações essenciais para quem busca entender melhor essa condição.
Introdução
A Refluxo Gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago, incluindo ácido gástrico, retorna ao esôfago, causando uma série de sintomas que variam em intensidade. O CID (Classificação Internacional de Doenças) identifica essa condição sob o código K21, sendo fundamental para fins de diagnóstico, registros médicos e pesquisas epidemiológicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das maiores dificuldades é que muitas pessoas não reconhecem os sinais iniciais da doença ou evitam procurar ajuda especializada, agravando o quadro clínico.

O que é a Doença do Refluxo?
A doença do refluxo é uma condição crônica que envolve o aumento do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, devido a uma disfunção do esfíncter esofágico inferior. Essa alteração pode ocorrer por múltiplos fatores, incluindo hábitos alimentares, obesidade, tabagismo, entre outros.
CID da Doença do Refluxo: Código e Classificação
Código CID-10 para Doença do Refluxo
- K21 – Refluxo gastroesofágico.
Classificação do CID K21
| Código CID | Descrição | Situação |
|---|---|---|
| K21.0 | Refluxo gastroesofágico, com esofagite | Inflamação do esôfago devido ao refluxo |
| K21.9 | Refluxo gastroesofágico sem esofagite | Presença de refluxo, sem inflamação |
Nota: É importante destacar que o CID pode ser atualizado, por isso, recomenda-se consultar fontes oficiais como o Portal de Diagnósticos do Ministério da Saúde para informações atuais.
Sintomas da Doença do Refluxo
Sintomas Mais Comuns
Queimação (pirose)
A sensação de queimação no centro do tórax, após refeições ou ao deitar, é um dos sintomas mais característicos da DRGE.
Regurgitação
Retorno do conteúdo do estômago para a boca, com sabor amargo ou ácido.
Dor no Peito
Dada pela irritação da mucosa do esôfago pela acidez.
Dificuldade para engolir
Sensação de que o alimento está preso ou dificuldade ao engolir.
Sintomas Menos Frequentes
- Tosse crônica
- Rouquidão
- Ardência na garganta
- Náusea e vômito ocasional
“A Doença do Refluxo pode parecer simples, mas suas implicações vão além do desconforto; ela pode afetar a saúde pulmonar e até mesmo contribuir para o desenvolvimento de certas doenças esofagianas,” afirma o Dr. João Silva, gastroenterologista renomado.
Diagnóstico da Doença do Refluxo
Exames Clínicos
O diagnóstico inicial geralmente baseia na anamnese detalhada e exame físico realizado pelo médico gastroenterologista.
Exames Complementares
24h pH Metria
Útil para medir o nível de ácido no esôfago ao longo de um dia.
Manometria Esofágica
Avalia a função do esfíncter esofágico inferior e os movimentos do esôfago.
Endoscopia Digestiva Alta
Permite visualizar possíveis lesões ou inflamações no esôfago e estômago.
Bário Contrastado
Realiza-se uma radiografia para detectar alterações na estrutura esofágica e estômago.
Como Interpretar os Resultados?
Os resultados desses exames orientam o médico na confirmação do diagnóstico e na definição do tratamento mais adequado, levando em consideração a gravidade, frequência dos sintomas e presença de complicações.
Tratamento da Doença do Refluxo
Mudanças no Estilo de Vida
Dieta Balanceada
Evitar alimentos que aumentam a produção de ácido, como alimentos gordurosos, chocolates, cafeína, bebidas alcoólicas e alimentos condimentados.
Postura
Manter-se na posição ereta após as refeições e evitar deitar-se logo após comer.
Perda de Peso
Obesidade é um fator de risco importante; a redução de peso melhora significativamente os sintomas.
Parar de fumar
O tabagismo compromete a eficácia do esfíncter esofágico inferior.
Tratamento Farmacológico
| Classe | Exemplos | Funcionamento |
|---|---|---|
| Inibidores da bomba de prótons (IBPs) | Omeprazol, Esomeprazol | Reduzem a produção de ácido gástrico |
| Antagonistas de receptores H2 | Ranitidina, Famotidina | Diminuem a secreção ácida no estômago |
| Antiácidos | Hidróxido de magnésio, alumínio | Neutralizam o ácido do estômago |
Tratamentos Avançados
- Cirurgia de fundoplicatura (Nissen): indicada em casos de sintomas severos e resistência aos medicamentos.
- Terapias complementares e Reabilitação músculo-esquelética.
Considerações importantes
O tratamento deve ser sempre acompanhado por um profissional de saúde, evitando automedicação que pode mascarar sintomas ou agravar a condição.
Como Prevenir a Doença do Refluxo?
A prevenção envolve práticas de vida saudável, como:
- Alimentação equilibrada e controlada
- Manutenção do peso corporal adequado
- Evitar o consumo excessivo de comidas gordurosas ou irritantes
- Não fumar
- Controlar o estresse
- Praticar exercícios físicos regularmente
Perguntas Frequentes
Como saber se tenho refluxo?
Os sintomas mais comuns incluem queimação no peito, regurgitação e dor ao engolir. Se você apresenta esses sinais frequentemente, procure um gastroenterologista.
O refluxo é sempre grave?
Nem todos os casos são graves, mas o refluxo persistente pode levar a complicações, como esofagite, úlceras ou alteração no esfíncter esofágico.
Quanto tempo leva para tratar o refluxo?
Depende da gravidade da condição. Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, melhora significativa pode ocorrer em poucas semanas.
O refluxo pode levar a câncer de esôfago?
Se não tratado, o refluxo crônico pode evoluir para alterações celulares que aumentam o risco de câncer, sendo importante acompanhamento regular.
Conclusão
A Doença do Refluxo representa uma condição de saúde que, apesar de comum, requer atenção e cuidado. Com o diagnóstico precoce, mudanças no estilo de vida e o uso adequado de medicamentos, é possível controlar os sintomas e evitar complicações mais sérias. O entendimento do CID K21 é fundamental para profissionais e pacientes, uma vez que facilita o reconhecimento, o registro e a condução do tratamento.
Manter-se informado, consultar profissionais qualificados e adotar hábitos saudáveis são as principais estratégias para viver bem, mesmo diante do desafio do refluxo gastroesofágico.
Referências
- Ministério da Saúde. Portal de Diagnósticos
- Sociedade Brasileira de Gastroenterologia. Guia de Práticas em Doença do Refluxo.
- Organização Mundial da Saúde. CID-10.
Quer saber mais? Para aprofundar seu conhecimento sobre cuidados do refluxo, acesse recursos adicionais no Site da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia e no Hospitals do Brasil.
MDBF