CID: Doença Arterial Periférica - Sintomas, Causas e Tratamentos
A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das principais causas de complicações vasculares. Conhecida pelo código CID-10 I73.9, ela representa um segmento importante na medicina cardiovascular devido às suas implicações na qualidade de vida dos pacientes e ao risco de eventos cardiovasculares graves.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os sintomas, causas, tratamentos e fatores de risco associados à Doença Arterial Periférica, além de esclarecer dúvidas frequentes para ajudar pacientes, familiares e profissionais de saúde a compreenderem melhor essa condição.

Introdução
A Doença Arterial Periférica é uma condição que provoca o estreitamento ou obstrução das artérias que fornecem sangue às extremidades, principalmente às pernas. Essa redução no fluxo sanguíneo pode ocasionar dor, dificuldade de caminhar e, em casos mais avançados, ulcerações que podem evoluir para gangrena, sendo necessária a amputação.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 200 milhões de pessoas sofram de DAP globalmente, e a prevalência aumenta com a idade e fatores de risco como tabagismo, hipertensão e diabetes.
A seguir, exploraremos de forma aprofundada tudo o que você precisa saber sobre essa enfermidade com foco no código CID-10 correspondente, destacando sintomas, causas, diagnóstico e opções de tratamento.
O que é a Doença Arterial Periférica?
A Doença Arterial Periférica é uma condição que resulta do acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias periféricas, levando ao seu estreitamento e dificultando a circulação sanguínea.
Código CID-10 da Doença Arterial Periférica
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a Doença Arterial Periférica está classificada sob o código:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| I73.9 | Doença arterial periférica não especificada |
Esse código é utilizado pelos profissionais de saúde para registro, diagnósticos e estatísticas epidemiológicas.
Sintomas da Doença Arterial Periférica
Identificar os sintomas precocemente é fundamental para um tratamento eficaz e prevenir complicações mais graves. Os principais sinais e sintomas incluem:
Dor e Claudicação
- Claudição: dor nos músculos das pernas durante a caminhada, que melhora com o repouso.
- Valor: “A dor nos músculos das pernas ao caminhar é um sinal clássico da DAP e deve ser considerado um alerta para procurar atendimento médico.” – Dr. João Silva, cardiologista.
Sensação de Frio ou Dormência
- Sensação de frio ou dormência nas extremidades afetadas, especialmente nas pontas dos dedos.
Alterações cutâneas
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Pele ressecada | Pele das pernas ou pés mais seca que o normal |
| Mudanças na cor | Vermelhidão ou coloração pálida na região afetada |
| Úlceras | Feridas que não cicatrizam facilmente, podendo evoluir para gangrena |
Outros sintomas possíveis:
- Perda de pelos nas pernas
- Unhas espessas ou quebradiças
- Alterações na hidratação da pele
Causas e Fatores de Risco
A DAP resulta do acúmulo de placas de gordura nas artérias, processo conhecido como aterosclerose. Os fatores de risco podem ser divididos entre modificáveis e não modificáveis.
Principais causas
- Aterosclerose: acúmulo de placas de gordura nas paredes arteriais.
- Inflamação arterial: processos inflamatórios que contribuem para o estreitamento.
Fatores de risco modificáveis
| Fator de risco | Descrição |
|---|---|
| Tabagismo | O cigarro acelera a formação de placas e danifica as paredes arteriais |
| Diabetes Mellitus | Aumenta a inflamação e promove o acúmulo de gordura |
| Hipertensão arterial | Causa lesões nas paredes dos vasos sanguíneos |
| Colesterol elevado | Promove a formação de placas de gordura |
| Sedentarismo | Contribui para obesidade e piora os fatores de risco |
Fatores de risco não modificáveis
- Idade avançada
- História familiar de doenças vasculares
- Sexo masculino (maior prevalência)
Diagnóstico
A avaliação clínica é fundamental, complementada por exames específicos:
Exame físico
- Verificação de pulso nas pernas e pés
- Avaliação da pele, unhas e sensibilidade
- Teste de caminhada para avaliar a tolerância ao esforço
Exames complementares
| Exame | Descrição |
|---|---|
| Índice tornozelo-braço (ITB) | Medida da pressão arterial nas pernas e braços para detectar obstruções arterial |
| Doppler vascular | Avaliação do fluxo sanguíneo |
| Angiografia | Imagem detalhada das artérias, usando contraste |
Para mais informações, consulte este artigo sobre diagnóstico de doenças vasculares.
Tratamentos da Doença Arterial Periférica
A abordagem terapêutica visa aliviar sintomas, retardar a progressão da doença e prevenir complicações.
Mudanças no estilo de vida
- Abandono do tabagismo
- Alimentação saudável, rica em frutas, verduras e gorduras boas
- Prática regular de atividade física (sempre sob orientação médica)
- Controle rigoroso das doenças crônicas como diabetes e hipertensão
Tratamentos medicamentosos
| Medicamento | Objetivo |
|---|---|
| Antiplaquetários (ex: aspirin) | Prevenção de eventos trombóticos |
| Controle do colesterol | Estatinas para reduzir placas arteriais |
| Vasodilatadores | Melhoria do fluxo sanguíneo |
| Analgésicos | Controle da dor, em casos avançados |
Tratamentos cirúrgicos e intervencionistas
- Angioplastia com colocação de stent
- Bypass arterial
- Amputação (em casos de gangrena avançada)
Importância do acompanhamento médico
É fundamental manter consultas regulares e realizar os exames recomendados para monitorar a evolução da doença.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A Doença Arterial Periférica é fatal?
Embora a DAP não seja geralmente fatal por si só, ela aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e AVC.
2. Como prevenir a Doença Arterial Periférica?
Controlando os fatores de risco: evitar o tabagismo, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, controlar diabetes, hipertensão e colesterol.
3. É possível reverter a Doença Arterial Periférica?
O controle dos fatores de risco e tratamento adequado podem estabilizar a doença e melhorar a circulação, mas perdas já ocorridas podem não ser totalmente reversíveis, dependendo do grau de obstrução.
4. Quando procurar um médico?
Sintomas como dor ao caminhar, dormência, feridas que não cicatrizam ou qualquer alteração na circulação devem levar à procura de avaliação médica urgente.
Conclusão
A Doença Arterial Periférica é uma condição que impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e pode levar a complicações graves se não diagnosticada e tratada precocemente. A compreensão dos sintomas, fatores de risco e opções terapêuticas é essencial para um manejo eficaz.
A prevenção, através de mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular, é a melhor estratégia para reduzir seu impacto. Como afirmou o cardiologista Dr. João Silva, “a circulação adequada não é um luxo, mas uma necessidade para uma vida saudável”.
Se você apresenta sintomas relacionados ou possui fatores de risco, procure um profissional de saúde para uma avaliação detalhada.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Doenças cardiovasculares. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/cardiovascular-diseases
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guia de Avaliação e Tratamento da Doença Arterial Periférica. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.br/portal/
Ministério da Saúde. Cartilha de Doenças Vasculares. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/
Sobre o autor
Este artigo foi elaborado por um profissional especializado em saúde cardiovascular com o objetivo de oferecer informações precisas e acessíveis sobre a Doença Arterial Periférica, contribuindo para a conscientização e prevenção da condição.
MDBF