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CID Da Doença Arterial Coronariana: Guia Completo e Atualizado

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A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma das principais causas de mortalidade mundial, representando um grave problema de saúde pública. Sua identificação correta, classificação e entendimento são essenciais para profissionais de saúde, pacientes e familiares. Neste artigo, apresentaremos um guia completo sobre o CID da Doença Arterial Coronariana, incluindo aspectos atualizados, classificação, perguntas frequentes, referências e dicas importantes para um melhor entendimento.

Introdução

A Doença Arterial Coronariana é caracterizada pela formação de placas de aterosclerose nas artérias coronárias, responsáveis pelo fornecimento de sangue ao músculo cardíaco. Essas placas podem limitar o fluxo sanguíneo, levando a angina, infarto do miocárdio e, em casos graves, à morte súbita. A correta codificação dessa condição no Sistema Internacional de Classificação de Doenças (CID) é fundamental para padronizar registros médicos, facilitar estudos epidemiológicos e orientar políticas públicas de saúde.

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O que é CID e por que é importante?

O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que categoriza doenças, sintomas, causas externas e condições de saúde. Sua utilização visa uniformizar o registro de diagnósticos, melhorar a comunicação entre profissionais de saúde e contribuir com dados para estudos internacionais.

Ao tratar da Doença Arterial Coronariana, compreender o CID adequado garante maior precisão na documentação clínica, possibilitando uma análise epidemiológica mais precisa e auxiliando na formulação de estratégias de prevenção e tratamento.

Classificação da Doença Arterial Coronariana no CID

A classificação da DAC no CID está relacionada à sua organização dentro dos capítulos que tratam de doenças do sistema circulatório. A seguir, apresentamos os principais códigos e suas especificidades.

CID-10: Classificação Atualizada

Na versão do CID-10, a Doença Arterial Coronariana está principalmente classificada sob:

CódigoDescriçãoObservações
I20Angina pectorisInclui várias formas de angina, sintomas de isquemia
I21Infarto agudo do miocárdioDiferentes subtipos e sequelas do infarto
I22Reinfarction (reinfarção) após o infarto agudo do miocárdioGeralmente usado em reinfartos
I23Sequelas de infarto do miocárdioComplicações residuais
I25Doença crônica pela placa aterosclerótica do sistema coronarianoForma mais persistente e degenerativa

Detalhamento das categorias (H3)

I20 - Angina Pectoris

A angina é a manifestação mais comum de DAC e se traduz por dor ou desconforto no peito, muitas vezes irradiando para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula.

I21 - Infarto do Miocárdio

O infarto ocorre quando há uma obstrução súbita nas artérias coronárias, levando à necrose do tecido cardíaco.

I25 - Doença Crônica pela Placa Aterosclerótica do Sistema Coronariano

Refere-se a casos mais estáveis, com obstrução lenta e progressiva, muitas vezes assintomáticos.

Para uma consulta detalhada, o site oficial do Ministério da Saúde fornece orientações completas sobre a classificação CID.

A importância da atualização das classificações

As versões do CID são periodicamente revisadas para refletir avanços científicos e epidemiológicos. Recentemente, a OMS lançou a CID-11, incluindo novas categorias e códigos mais específicos para doenças cardiovasculares, o que impacta diretamente na codificação de DAC.

CID-11 e seu impacto na classificação da DAC

Embora a versão CID-10 seja ainda amplamente utilizada no Brasil, a migração para o CID-11 permitirá maior detalhamento nos diagnósticos, incluindo aspectos genéticos, de risco e manifestações clínicas.

Como o CID impacta na prática clínica e epidemiológica

A codificação correta de DAC possibilita:

  • Identificação de populações de risco
  • Planejamento de estratégias de saúde pública
  • Registro preciso para estatísticas de mortalidade
  • Gestão de recursos hospitalares e tratamentos
  • Estudos científicos e comparativos globais

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o código CID mais utilizado para Doença Arterial Coronariana?

O código I20, para angina pectoris, é amplamente utilizado, mas o mais específico para infarto do miocárdio é o I21.

2. Como saber qual código CID usar para uma condição específica de DAC?

A escolha do código deve basear-se na manifestação clínica e no diagnóstico definido pelo profissional de saúde, preferencialmente usando diretrizes atualizadas da OMS e do Ministério da Saúde.

3. A CID-10 ainda será substituída pelo CID-11 no Brasil?

O Brasil, assim como outros países, está em processo de adaptação ao CID-11, mas a implementação completa ainda leva tempo, mantendo o uso da CID-10 como padrão atual.

4. Como a codificação influencia no tratamento do paciente?

Embora o código em si não altere o tratamento, uma classificação precisa garante uma abordagem mais adequada e direcionada, além de facilitar o acesso a tratamentos e recursos de saúde.

Conclusão

A correta compreensão do CID da Doença Arterial Coronariana é fundamental para profissionais de saúde, gestores e pesquisadores que atuam na área cardiovascular. A classificação detalhada e atualizada permite uma melhor compreensão da doença, contribuindo para o monitoramento epidemiológico, planejamento de ações de prevenção e otimização do tratamento.

Manter-se atualizado com as versões do CID, especialmente diante da transição do CID-10 para o CID-11, é essencial para assegurar a precisão nos registros clínicos e nos estudos de saúde pública.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. 1994. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  2. Ministério da Saúde. Guia de codificação do CID para doenças cardiovasculares. 2023. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
  3. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção e tratamento da doença arterial coronariana. 2022.
  4. World Health Organization. ICD-11 for mortality and morbidity statistics. 2023. Disponível em: https://icd.who.int/

“A prevenção é o melhor remédio, e a codificação correta é o primeiro passo para entender a extensão do problema.”