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CID DO AUTISMO: Entenda o Código e Diagnóstico Precisos

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica e de desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e as interações sociais. Desde o reconhecimento de sua complexidade, a classificação e o código do autismo no sistema de saúde têm sido fundamentais para garantir diagnóstico correto, tratamentos adequados e benefícios sociais aos indivíduos autistas. Este artigo aborda de maneira detalhada o CID do autismo, explicando seu significado, como é utilizado na prática clínica, suas classificações e a importância de um diagnóstico preciso.

O que é o CID?

O Código Internacional de Doenças (CID) é um sistema de classificação de doenças adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é utilizado mundialmente para padronizar diagnósticos médicos, registros estatísticos, pesquisas e tratamentos. Cada condição ou doença recebe um código alfanumérico que permite uma comunicação clara e uniforme entre profissionais de saúde, órgãos governamentais e instituições de pesquisa.

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O Código do Autismo no CID

No sistema CID-10, o autismo está classificado na seção F84, que corresponde aos Transtornos do desenvolvimento psicológico. O código exato para o autismo é:

CódigoDescriçãoClassificação
F84.0Transtorno clássico do autismoAutismo infantil, clássico ou de Kanner
F84.1Autismo atípicoAutismo de padrão atípico
F84.2Síndrome de RettDescartada na maioria dos casos atuais
F84.3Transtorno desintegrativo da infânciaPerda de habilidades após desenvolvimento
F84.4Outras formas de transtorno do espectro autistaVariadas formas de TEA
F84.5AspergerAutismo de alto funcionamento

Note: Com a atualização do CID-11, uma nova classificação para os transtornos do espectro autista foi implementada, trazendo melhorias na precisão do diagnóstico.

CID-11 e a Nova Classificação do Autismo

A CID-11, adotada oficialmente em 2022 por diversos países, incluindo o Brasil, passou a oferecer uma classificação mais detalhada e alinhada às últimas pesquisas científicas. Nesse novo sistema, o autismo é incluído na categoria 6A02 - Transtornos do espectro autista.

Diferenças entre CID-10 e CID-11

AspectoCID-10CID-11
Classificação geralF84 - Transtornos do desenvolvimento psicológico6A02 - Transtornos do espectro autista
Precisão diagnósticaLimitadaMais detalhada e alinhada às pesquisas atuais
Reconhecimento de subtiposInclusão de subcategorias específicasClassificação mais integrada e criteriosa

Segundo a OMS, a CID-11 visa refletir a compreensão contemporânea do autismo, facilitando diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes.

Diagnóstico do Autismo e Códigos CID

O diagnóstico do autismo envolve uma avaliação multidisciplinar, incluindo psicólogos, psiquiatras, neurologistas e pediatras. O código CID é utilizado para registrar oficialmente esses diagnósticos em prontuários, laudos e relatórios médicos.

Procedimentos para Diagnóstico

  • Avaliação clinica detalhada: incluindo histórico do desenvolvimento, comportamento e comunicação.
  • Aplicação de escalas padronizadas: como ADOS (Autism Diagnostic Observation Schedule) e CARS (Childhood Autism Rating Scale).
  • Entrevistas com familiares: para entender o padrão de desenvolvimento e comportamento.

Importância do Código CID no Diagnóstico

O código CID do autismo é fundamental para:

  • Permitir acesso a benefícios sociais e educacionais;
  • Garantir a inclusão de pacientes em programas especializados;
  • Facilitar a pesquisa e políticas públicas de saúde.

Como o CID do Autismo Impacta na Vida do Paciente

Ter o código correto e um diagnóstico preciso é vital para oferecer suporte adequado ao indivíduo autista. Entre os principais impactos estão:

  • Acesso a tratamentos especializados;
  • Participação em programas de reabilitação;
  • Entrada precocemente na educação inclusiva;
  • Direito a benefícios previdenciários, como aposentadorias especiais, em alguns casos.

Autismo e Legislação no Brasil

No Brasil, a Lei nº 12.764/2012 garante o direito de acesso a tratamentos específicos às pessoas com transtorno do espectro autista. O reconhecimento legal muitas vezes depende do diagnóstico formal, que será registrado com o código CID adequado.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Qual é o código CID mais utilizado atualmente para autismo?

Atualmente, o código mais utilizado na prática clínica é o F84.0 na CID-10. Com a implementação do CID-11, o código mudou para 6A02, refletindo uma classificação mais moderna.

2. Como saber se meu filho tem autismo pelo código CID?

O diagnóstico só pode ser realizado por profissionais qualificados. A identificação do código CID é um passo após a confirmação do diagnóstico clínico, muitas vezes em laudos médicos ou prontuários.

3. O código CID do autismo pode mudar ao longo do tempo?

Sim. Novas pesquisas, atualizações das classificações e evolução do entendimento científico podem alterar os códigos utilizados. Por isso, é importante seguir as orientações do sistema de saúde vigente.

4. Crianças com autismo podem receber benefícios sociais com o código CID?

Sim. Com o diagnóstico formal e o código CID, as famílias podem solicitar benefícios como o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e acesso à educação inclusiva.

Conclusão

O entendimento do CID do autismo é imprescindível para garantir um diagnóstico preciso, acesso a tratamentos e reconhecimento social. A evolução das classificações, do CID-10 ao CID-11, reflete o avanço do conhecimento científico e a necessidade de uma abordagem mais detalhada e humanizada para o espectro autista.

Ao compreender o código e sua importância, profissionais e familiares podem atuar de forma mais efetiva, proporcionando uma melhor qualidade de vida às pessoas com TEA.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). 10ª revisão, 2019.
  2. Organização Mundial da Saúde. ** CID-11 - Classificação Internacional de Doenças.** Disponível em: https://icd.who.int/
  3. Brasil. Lei nº 12.764/2012 – Proteção e Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12764.htm

Para mais informações sobre o diagnóstico e tratamento do TEA, consulte sempre um profissional de saúde especializada.