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CID DM Não Insulino Dependente: Entenda Como Gerenciar

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A Diabetes Mellitus (DM) é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma doença crônica que exige monitoramento e cuidado constantes. Entre os tipos de diabetes, a DM não insulino dependente, também conhecida como Tipo 2, é a mais comum e frequentemente relacionada a fatores de estilo de vida, como dieta e sedentarismo. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre esse tipo de diabetes, incluindo como gerenciá-la eficazmente e evitar complicações.

Introdução

A Diabetes Mellitus Tipo 2 (CID 19) é uma condição metabólica caracterizada pela resistência à insulina e, muitas vezes, pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas. A classificação CID-10 para Diabetes Mellitus não insulino dependente é E11. Diferentemente do Tipo 1, que costuma se manifestar na juventude e necessita de insulina desde o início, o Tipo 2 tem uma evolução mais gradativa, muitas vezes relacionada a fatores como obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% dos casos de diabetes no mundo são do Tipo 2, reforçando a importância de entender e gerenciar essa condição de forma adequada.

O que é CID DM Não Insulino Dependente (E11)?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema utilizado por profissionais de saúde para categorizar doenças e problemas de saúde. O código E11 refere-se especificamente ao Diabetes Mellitus Tipo 2, que é caracterizado por:

  • Resistência à insulina.
  • Produção insuficiente de insulina pelo pâncreas.
  • Desenvolvimento gradual de sintomas.
  • Associação frequente com fatores de risco como obesidade, hipertensão e dislipidemia.

Diferença entre Tipo 1 e Tipo 2

CaracterísticaDiabetes Tipo 1 (CID E10)Diabetes Tipo 2 (CID E11)
InicioJovem, geralmente na infância ou adolescênciaAdulto, geralmente após os 40 anos
Dependência de insulinaSimNão necessariamente, pode ser controlado com mudanças no estilo de vida e medicação oral
CausaAutoimuneResistência à insulina e fatores ambientais

Como Reconhecer os Sintomas do CID DM Não Insulino Dependente

Muitos pacientes podem passar anos sem sintomas claros, mas alguns sinais podem indicar a presença de diabetes tipo 2:

Sintomas comuns

  • Sede excessiva (polidipsia).
  • Aumento da frequência urinária (poliúria).
  • Fome excessiva (polifagia).
  • Cansaço constante.
  • Visão embaçada.
  • Feridas que demoram a cicatrizar.
  • Inchaço nas pernas.

Se você apresentar esses sinais, é fundamental buscar orientação médica para realização de exames de glicemia e confirmação do diagnóstico.

Como Gerenciar a CID DM Não Insulino Dependente

Gerenciar o CID E11 envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e acompanhamento médico regular.

Mudanças no estilo de vida

Alimentação balanceada

A adoção de uma dieta equilibrada é fundamental. Alimentos ricos em fibras, com baixo índice glicêmico e controle de carboidratos simples ajudam a manter a glicemia sob controle.

Prática de exercícios físicos

A atividade física regular aumenta a sensibilidade à insulina e auxilia na perda de peso. O ideal é praticar pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana.

Controle do peso corporal

A perda de apenas 5-10% do peso corporal pode melhorar significativamente o controle glicêmico e reduzir complicações.

Uso de medicamentos

O tratamento farmacológico deve ser prescrito por um médico, podendo incluir:

  • Metformina (primeira linha).
  • Sulfonilureias.
  • DPP-4 inibidores.
  • Inibidores de SGLT2.

Monitoramento e acompanhamento

Exames periódicos de glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e pressão arterial são essenciais. Manter um acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, endocrinologista e educador em diabetes garante melhores resultados.

Complicações da CID DM Não Insulino Dependente

Quando não gerenciada adequadamente, a diabetes tipo 2 pode levar a várias complicações de saúde:

ComplicaçãoDescrição
Doença cardiovascularInfarto, AVC, hipertensão
Nefropatia (doença renal)Insuficiência renal, necessidade de diálise
Neuropatia periféricaDor, formigamento, perda de sensibilidade
Retinopatia diabéticaPerda de visão, cegueira
Pé diabéticoFeridas, amputações devido a má circulação e neuropatia

Prevenção dessas complicações

Adotar hábitos saudáveis, seguir a medicação prescrita, realizar exames periódicos e manter o controle da glicemia são passos essenciais para evitar essas complicações.

Tabela de Referência para o Controle da Glicemia

ParâmetroValor de ReferênciaFrequência Recomendada
Glicemia de jejumMenor que 100 mg/dLA cada 3 meses ou conforme orientação médica
Hemoglobina glicada (HbA1c)Menor que 7%A cada 3 meses
Pressão arterialMenor que 130/80 mmHgA cada consulta

Perguntas Frequentes

1. O que causa o CID DM Não Insulino Dependente?

A principal causa é a combinação de resistência à insulina e fatores ambientais como obesidade, sedentarismo e má alimentação, além de fatores genéticos.

2. É possível curar o CID DM Não Insulino Dependente?

Atualmente, a diabetes tipo 2 não tem cura, mas pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e medicação, evitando ou retardando complicações.

3. Quanto tempo leva para controlar a glicemia?

O controle varia de pessoa para pessoa, mas mudanças de hábitos podem mostrar resultados em algumas semanas a meses. É essencial o acompanhamento médico regular.

4. Qual a diferença entre medicamentos orais e insulina?

Medicamentos orais ajudam a controlar a glicemia sem necessidade de injeções, enquanto a insulina é indicada quando os medicamentos não são suficientes para manter a glicemia sob controle.

Conclusão

A CID DM Não Insulino Dependente (E11) é uma condição séria, porém gerenciável, quando o paciente adota hábitos saudáveis e segue as recomendações médicas. A prevenção, o monitoramento contínuo e a educação em saúde são fundamentais para evitar complicações e assegurar uma melhor qualidade de vida.

Lembre-se: "O controle da diabetes é uma jornada, não um destino". Com disciplina, acompanhamento adequado e mudanças no cotidiano, é possível viver bem mesmo com a condição.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Diabetes Mellitus. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/diabetes

  2. Ministério da Saúde. Diretrizes para o manejo do DM tipo 2. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_manejo_diabetes.pdf

  3. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Guia prático de manejo do diabetes.

Cuide da sua saúde! Caso apresente sintomas ou tenha dúvidas, procure um profissional qualificado.