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Diverticulite: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A diverticulite é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma preocupação crescente na saúde pública, especialmente entre adultos mais velhos. Apesar de muitas vezes ser subdiagnosticada, ela pode levar a complicações graves se não for tratada adequadamente. Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada o que é a diverticulite, suas causas, sintomas, formas de diagnóstico e tratamentos disponíveis, além de apresentar dicas essenciais de prevenção. Para quem busca entender melhor essa condição, este conteúdo oferece informações atualizadas e embasadas na medicina moderna, além de responder às dúvidas mais frequentes.

O que é a diverticulite?

Definição

A diverticulite é uma inflamação ou infecção dos divertículos — pequenas bolsas ou bolsas que se formam na parede do intestino, especialmente no cólon. Esses divertículos, que podem parecer pequenas sacolas salientes, geralmente se formam na região do colon sigmoide, mas podem ocorrer em outras partes do intestino grosso.

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Diferença entre diverticulose e diverticulite

TermoDescrição
DiverticulosePresença de divertículos no intestino, muitas vezes assintomática.
DiverticuliteInflamação ou infecção desses divertículos, causando sintomas e complicações.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia, a maioria das pessoas com diverticulose não apresenta sintomas, sendo o diagnóstico geralmente incidental durante exames de rotina. Porém, quando há inflamação, o quadro afeta a qualidade de vida e exige tratamento específico.

Causas da diverticulite

A formação de divertículos e seu possível inflamação envolvem uma combinação de fatores, incluindo:

Fatores de risco e causas principais

  • Idade avançada: A incidência aumenta a partir dos 40 anos, devido à fragilidade da parede intestinal.
  • Dieta pobre em fibras: O consumo inadequado de fibras alimentares favorece a constipação e o aumento da pressão no cólon.
  • Histórico familiar: Pessoas com familiares que tiveram diverticulite têm maior risco.
  • Obesidade: O excesso de peso contribui para a pressão elevada no intestino delgado.
  • Sedentarismo: A falta de atividade física diminui a motilidade intestinal.
  • Fumar: O tabagismo está relacionado ao aumento do risco de inflamação e complicações.

Como os divertículos se formam?

Acredita-se que a formação de divertículos esteja relacionada à fraqueza na parede do intestino, que permite a protrusão de bolsas quando há aumento da pressão interna. Fatores que aumentam essa pressão, como constipação crônica e dietas pobre em fibras, tornam-se determinantes.

Sintomas da diverticulite

Sinais e sintomas mais comuns

  • Dor abdominal no quadrante inferior esquerdo
  • Febre moderada a alta
  • Alterações no ritmo intestinal (constipação ou diarreia)
  • Náuseas e vômitos
  • Sensibilidade ao toque na região abdominal
  • Perda de apetite
  • Sangramento retal (menos comum na diverticulite, mas possível)

Sintomas em casos graves

Na fase mais aguda ou em casos de complicações, os sintomas podem se intensificar, incluindo dor intensa, sinais de peritonite, febre elevada e quadros de sepse.

Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da diverticulite é baseado em avaliação clínica, exames de imagem e exames laboratoriais. Os principais métodos incluem:

  • Exame físico: Palpação abdominal sensível na região do quadrante inferior esquerdo.
  • Exames de sangue: Leucocitose e sinais de inflamação.
  • Tomografia computadorizada (TC): Considerada o exame padrão-ouro para confirmação da inflamação, identificação de complicações como abscessos ou perfurações.
  • Colonoscopia: Geralmente evitada durante crises agudas, mas importante para avaliação após a resolução do quadro.

Tabela: Diagnóstico da diverticulite

ExameFunçãoIndicaçãoObservação
Exame físicoAvaliar sensibilidade abdominalSempre no atendimento inicialPode indicar suspeita, mas não confirma
Exames de sangueDetectar sinais de inflamaçãoDurante crise agudaLeucócitos elevados, proteína C-reativa
Tomografia computadorizada (TC)Visualizar inflamação e complicaçõesConfirmar diagnósticoExame de escolha na rotina

Tratamentos eficazes para a diverticulite

Abordagem inicial

O tratamento varia conforme a gravidade do quadro:

  • Casos leves a moderados: Geralmente, usam-se medicamentos, uma dieta controlada e repouso. Antibióticos podem estar indicados, além de analgésicos.
  • Casos graves ou complicados: Podem necessitar de hospitalização, drenagem de abscessos ou até cirurgia.

Tratamento farmacológico

  • Antibióticos: Rifampicina, ciprofloxacino e metronidazol são comummente utilizados.
  • Analgésicos: Paracetamol ou outros analgésicos leves, evitando anti-inflamatórios que podem agravar o quadro.
  • Probióticos: Em alguns casos, podem auxiliar na recuperação intestinal.

Tratamento cirúrgico

Quando há complicações como perfuração, abscesso maior, obstrução ou hemorragia severa, a intervenção cirúrgica é necessária, podendo envolver:

  • Retirada de parte do cólon (colectomia)
  • Reconstituição do trânsito intestinal por cirurgia reconstrutiva

Cuidados e orientações pós-tratamento

  • Dieta rica em fibras após a recuperação
  • Controle da constipação
  • Manutenção de hábitos saudáveis, como exercícios físicos e abandono do tabaco

Medidas preventivas

Como evitar a diverticulite?

Para reduzir o risco de desenvolver diverticulite, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis:

  • Alimentação rica em fibras (frutas, verduras, cereais integrais)
  • Hidratação adequada
  • Prática regular de atividades físicas
  • Manutenção de peso corporal saudável
  • Evitar o tabagismo
  • Controle de doenças associadas, como hipertensão e diabetes

Perguntas Frequentes

1. Quem tem maior risco de desenvolver diverticulite?

Adultos com mais de 40 anos, pessoas com dieta pobre em fibras, obesidade, histórico familiar e estilo de vida sedentário estão mais propensos.

2. A diverticulite é hereditária?

Embora a condição não seja estritamente hereditária, fatores genéticos podem influenciar a prevalência de diverticulose, além de fatores ambientais e de dieta.

3. Como prevenir uma nova crise de diverticulite?

Adotar uma dieta rica em fibras, hidratar-se bem, praticar exercícios físicos e seguir as orientações médicas ao recuperar-se de um episódio agudo.

4. Quanto tempo leva para se recuperar de uma crise de diverticulite?

O tempo de recuperação varia, geralmente entre uma a duas semanas, dependendo da gravidade e do tratamento realizado.

5. Quando procurar atendimento médico urgente?

Se houver dor abdominal intensa, febre alta, vômitos persistentes, sangramento ou sinais de infecção grave, deve-se procurar assistência médica imediata.

Conclusão

A diverticulite é uma condição que, apesar de comum, exige atenção cuidadosa e acompanhamento médico adequado. Prevê-se que com uma dieta equilibrada, hábitos de vida saudáveis e o tratamento precoce de sintomas, é possível evitar complicações graves e preservar a qualidade de vida. Caso haja suspeita de diverticulite, procurar um profissional de saúde para avaliação é fundamental.

Para informações adicionais e atualizadas, consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cirurgia. Diverticulite: Diagnóstico e Tratamento. Disponível em: https://sbc.org.br
  2. Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Guia de Conduta em Doenças do Cólon, Reto e Ano. 2021.
  3. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). Diverticulitis. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov

Diagnosticar e tratar adequadamente a diverticulite é fundamental para evitar complicações. Adote hábitos saudáveis e consulte sempre um profissional de saúde.