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CID Displasia de Colo Uterino: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A displasia de colo uterino, frequentemente relacionada ao código CID 613, é uma condição que afeta muitas mulheres em todo o mundo. Apesar de ser muitas vezes assintomática nos estágios iniciais, ela pode evoluir para câncer do colo do útero se não for diagnosticada e tratada precocemente. A compreensão dos sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento são essenciais para garantir a saúde feminina. Neste artigo, exploraremos de forma detalhada todos esses aspectos, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é a Displasia de Colo Uterino?

A displasia de colo uterino é uma alteração nas células da parte inferior do útero (colo uterino). Essas alterações são geralmente causadas pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano), que infecta a região e provoca alterações celulares. Nem toda displasia progride para câncer, mas ela é considerada uma lesão precursoras do câncer cervical.

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Códigos CID relacionados à Displasia de Colo Uterino

Código CIDDescrição
CID 613Displasia de colo do útero
CID 614Neoplasia intraepitelial do colo do útero

Fonte: Tabela CID – Classificação Internacional de Doenças

Sintomas da Displasia de Colo Uterino

É comum a displasia de colo uterino apresentar sintomas?

Na maior parte dos casos, a displasia cervical é assintomática, especialmente nos estágios iniciais. Muitas mulheres só descobrem a condição durante exames de rotina, como o Papanicolau. No entanto, quando há evolução para lesões mais graves, alguns sintomas podem surgir:

  • Sangramento irregular ou vespertino
  • Corrimento vaginal anormal, com odor desagradável
  • Dor pélvica ou desconforto durante o relacionamento sexual
  • Desconforto ou dor durante a micção

É importante destacar que esses sintomas também podem estar associados a outras condições ginecológicas, assim sendo, a confirmação diagnóstica é fundamental.

Diagnóstico da Displasia de Colo Uterino

Exames utilizados para identificar a displasia

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão para câncer. Os principais exames incluem:

Papanicolau (Teste de Pap)

Realizado em clínicas e hospitais, o exame coleta células do colo do útero para análise laboratorial. Identifica alterações celulares suspeitas de displasia ou neoplasia intraepitelial.

Colposcopia

Procedimento realizado por um ginecologista após o Papanicolau anormal, no qual é inspecionada visualmente a região com auxílio de um colposcópio, permitindo biópsias de áreas suspeitas.

Biópsia de Colo Uterino

A amostra de tecido coletada durante a colposcopia é analisada para confirmar o grau de displasia (leve, moderada ou grave).

ExameObjetivoFrequência recomendada
PapanicolauDetectar alterações celularesA cada 3 anos para mulheres de 25 a 64 anos
ColposcopiaAvaliar áreas suspeitas identificadas no exame de PapanicolauConforme indicação médica
BiópsiaConfirmar diagnóstico e grau de displasiaQuando indicado durante colposcopia

Importância do acompanhamento médico

Segundo a ginecologista Dra. Maria Silva, “o exame periódico de Papanicolau é uma das ferramentas mais eficazes na prevenção do câncer do colo do útero”.

Tratamento da Displasia de Colo Uterino

O tratamento varia de acordo com o grau de displasia e a idade da paciente. As principais opções incluem:

Observação

Para displasias leves, muitas vezes recomenda-se um acompanhamento regular com exames de Papanicolau em intervalos menores, pois algumas lesões podem regredir espontaneamente.

Procedimentos Cirúrgicos

  • Vaporização (conização): remoção de tecido anormal através de cauterização ou laser.
  • Crioterapia: uso de frio extremo para destruir as células anormais.
  • Cioterapia: remoção do tecido com aspiração ou curetagem.

Tratamento medicamentoso

Não há medicamentos específicos para a displasia, sendo a cirurgia a principal opção em casos mais avançados.

Prevenção da Displasia de Colo Uterino

  • Vacinação contra o HPV: previne as principais cepas do vírus relacionadas ao câncer cervical.
  • Exames regulares de Papanicolau: essenciais para detectar alterações cedo.
  • Práticas sexuais seguras: uso de preservativos e limitar o número de parceiros.

Para mais informações sobre a vacina, acesse o Ministério da Saúde ou consulte seu ginecologista.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A displasia de colo uterino é a mesma coisa que câncer?

Não, a displasia é uma alteração pré-cancerosa que pode evoluir para câncer se não tratada, mas nem todas as displasias evoluem para câncer.

2. A displasia de colo uterino pode desaparecer sozinha?

Sim, especialmente as formas leves, que podem regredir espontaneamente com o tempo.

3. Como é feito o acompanhamento após o tratamento?

Normalmente, após o tratamento, a paciente realiza exames de Papanicolau periódicos, geralmente a cada 6 meses, por pelo menos dois anos.

4. A vacina contra HPV previne todas as formas de displasia?

A vacina cobre as cepas de HPV mais relacionadas ao câncer cervical, prevenindo grande parte das displasias causadas por esses vírus.

Conclusão

A displasia de colo uterino, embora muitas vezes assintomática, representa uma condição que exige atenção e acompanhamento médico adequado. O diagnóstico precoce, por meio de exames de rotina como o Papanicolau, pode evitar a evolução para câncer do colo do útero. A prevenção, combinada com ações educativas e vacinação, é a melhor estratégia para reduzir a incidência dessa doença na população feminina.

Lembre-se: a saúde feminina é uma prioridade e cuidar-se é um ato de amor próprio.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Homologação da Vacina contra HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Prevenção do câncer do colo do útero. Disponível em: https://www.who.int/whr/2018
  3. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Diretrizes para o rastreamento do câncer cervical.

Referência de citação

“A prevenção do câncer do colo do útero passa por exames periódicos e vacinação, estratégias acessíveis que salvam vidas.” — Dra. Maria Silva, ginecologista e obstetra.

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