MDBF Logo MDBF

CID Displasia Colo Uterino: Entenda os Sintomas e Tratamentos

Artigos

A displasia do colo uterino, mais conhecida como CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada à lesão de alto grau no colo do útero, é uma condição que exige atenção médica especializada. Apesar de muitas vezes ser assintomática, sua descoberta precoce é fundamental para evitar a progressão para câncer cervical. Este artigo busca esclarecer o que é a displasia do colo uterino, seus sintomas, métodos de diagnóstico, tratamentos disponíveis e formas de prevenção, com o objetivo de conscientizar e orientar mulheres sobre essa condição potencialmente grave.

O que é CID Displasia de Colo Uterino?

A CID relacionada à displasia do colo do útero é uma categoria diagnóstica que envolve alterações celulares na região cervical, frequentemente causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV). Essas alterações podem variar de leves (displasia de baixo grau) a severas (displasia de alto grau), podendo evoluir para câncer cervical se não forem devidamente tratadas.

cid-displasia-colo-uterino

Classificação da Displasia do Colo Uterino

A displasia cervical é classificada de acordo com a gravidade das alterações celulares, sendo as principais categorias:

Grau da DisplasiaDescriçãoRisco de Evolução para Câncer
Displasia de Baixo Grau (CIN I)Alterações leves no epitélio cervicalBaixo
Displasia de Alto Grau (CIN II e III)Alterações moderadas a severas, que envolvem mais camadas celularesAlto

CIN: Neoplasia Intraepitelial Cervical

Sintomas da Displasia do Colo Uterino

A maioria das mulheres com displasia cervical não apresenta sintomas visíveis. Por isso, a importância do acompanhamento ginecológico regular. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer sinais como:

  • Sangramento vaginal irregular ou entre ciclos menstruais
  • Dor durante relação sexual (dispareunia)
  • Corrimento vaginal anormal, com odor ou coloração diferente
  • Sensação de desconforto na região pélvica, embora raro nesta fase precursora

Quando procurar um ginecologista?

Sempre que houver qualquer alteração nos sintomas ou ao realizar o exame de Papanicolau, deve-se procurar uma avaliação especializada. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido.

Diagnóstico da Displasia Cervical

O diagnóstico da displasia do colo uterino é realizado através de exames complementares, sendo o principal o

Papanicolau (Pap Test)

Exame de rastreamento que identifica alterações nas células cervicais antes mesmo dos sintomas aparecerem. É recomendado anualmente para mulheres sexualmente ativas.

Colposcopia

Procedimento que permite ao médico analisar o colo do útero com maior detalhe, usando uma lente de aumento. Permite a biópsia de áreas suspeitas.

Biópsia Cervical

Remoção de uma pequena porção de tecido para análise histopatológica, o que fornece o diagnóstico definitivo.

Tratamentos para Displasia do Colo Uterino

O tratamento varia de acordo com o grau da displasia, sua extensão e o risco de evolução para câncer.

Opções de Tratamento

Grau da DisplasiaTratamentoDescriçãoObservação
Baixo Grau (CIN I)Observação e acompanhamentoMuitas vezes regresso espontâneoRevisões periódicas a cada 6-12 meses
Alto Grau (CIN II/III)Excisão ou destruiçãoLeep, conização, cauterizaçãoNecessário acompanhamento pós-tratamento

Procedimentos comuns

  • LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure): Remoção com energia elétrica de lesões suspeitas.
  • Conização: Remoção de uma porção do colo cervical para análise detalhada.
  • Cauterização ou termocoagulação: Destruição de células anormais através de calor ou energia.

Importante: Após o tratamento, é fundamental fazer controle periódico para garantir que as alterações não retornem ou evoluam.

Prevenção da Displasia do Colo Uterino

Prevenir a displasia cervical é possível através de medidas eficientes, principalmente a vacinação e o rastreamento regular.

Vacinação contra HPV

A imunização é eficaz na prevenção das infecções pelo HPV, especialmente os tipos de risco oncogênico (16 e 18), responsáveis pela maioria dos casos de câncer cervical.

Publicação relevante sobre o tema: Vacina HPV: importância e orientações

Exames periódicos

O acompanhamento regular com exames de Papanicolau deve começar aos 25 anos ou após o início da atividade sexual, sendo recomendado anualmente ou conforme orientação médica.

Estilo de vida saudável

Práticas como o uso de preservativos, evitar múltiplos parceiros sexuais, não fumar e fortalecer o sistema imunológico contribuem para reduzir os riscos de infecção pelo HPV.

Tabela: Fatores de Risco para Displasia do Colo Uterino

Fator de RiscoDescrição
Infecção pelo HPVPrincipal fator etiológico
Inicio precoce da atividade sexualAumenta exposição ao vírus
Múltiplos parceiros sexuaisElevado risco de infecção
TabagismoDNA de células é afetada, facilitando alterações
ImunossupressãoReduz a capacidade de combater infecções
História de displasia ou câncer cervicalPredisposição genética ou história clínica

Perguntas Frequentes

1. A displasia do colo uterino sempre evolui para câncer?

Resposta: Nem toda displasia evolui para câncer, especialmente as de baixo grau, que podem regredir espontaneamente. No entanto, as de alto grau têm maior potencial de progressão se não tratadas.

2. O câncer cervical provoca sintomas em suas fases iniciais?

Resposta: Geralmente, o câncer em estágio inicial é assintomático, reforçando a importância de exames periódicos.

3. A vacina contra HPV é eficaz para prevenir displasia cervical?

Resposta: Sim, a vacina protege contra os tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de displasia e câncer cervical.

4. Como é feito o tratamento da displasia de alto grau?

Resposta: Geralmente, é indicado procedimento cirúrgico como conização ou LEEP, que removem as células alteradas.

5. Posso engravidar normalmente após tratamento de displasia?

Resposta: Sim, em geral, o tratamento não compromete a fertilidade, mas deve-se seguir as recomendações médicas e fazer acompanhamento pós-tratamento.

Conclusão

A displasia do colo uterino, quando identificada precocemente, tem altas taxas de cura e possibilidades de reversão, especialmente com o acompanhamento adequado e tratamento oportuno. A prevenção, através da vacinação, exames regulares e hábitos de vida saudáveis, desempenha papel fundamental na redução do risco de desenvolvimento de câncer cervical. As mulheres devem estar conscientes da importância do autocuidado e da consulta ginecológica periódica para garantir a saúde do colo do útero e evitar desfechos mais graves.

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). "Câncer do Colo do Útero". Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero

  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). "Prevenção do câncer cervical". Disponível em: https://www.who.int/health-topics/cervical-cancer#tab=tab_1

Voz do Especialista

"A detecção precoce da displasia cervical é uma das maiores conquistas na prevenção do câncer do colo do útero. As mulheres devem realizar seus exames periódicos e seguir as recomendações médicas para manter a saúde em dia." — Dr. João Silva, ginecologista e especialista em endocrinologia feminina