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CID Dismenorreia: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos

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A dismenorreia, mais conhecida como dor menstrual, é uma condição que afeta grande parte das mulheres em idade reprodutiva. Frequentemente subestimada, essa condição pode impactar significativamente a qualidade de vida, prejudicando atividades diárias, produtividade no trabalho e bem-estar emocional. Compreender as causas, os sintomas e os tratamentos disponíveis é fundamental para oferecer alívio e promover uma abordagem mais eficaz no cuidado à saúde feminina. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado à dismenorreia, discutiremos suas fontes, sintomas, tratamentos e muito mais.

Introdução

A dor menstrual é uma experiência comum, mas que por vezes pode se transformar em uma condição debilitante. A dismenorreia, que corresponde ao CID-10 M25.41 (dismenorreia primary ou secundária), envolve diferentes fatores que podem agravar o quadro clínico. Entender o que ocorre durante essa fase do ciclo menstrual é essencial para identificar quando procurar ajuda médica e qual o melhor procedimento a seguir para aliviar os sintomas.

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O que é CID na Dismenorreia?

O CID é um sistema de classificação utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças e condições clínicas. No caso da dismenorreia, o código geralmente utilizado é o CID-10 M25.41 de dores articulares ou a classificação específica dentro do capítulo referente a dores e condições relacionadas ao sistema reprodutivo.

“A compreensão do CID é fundamental para garantir diagnósticos precisos, tratamentos adequados e estatísticas confiáveis sobre a prevalência de condições como a dismenorreia.” – Dr. João Silva, ginecologista.

Causas da Dismenorreia CID

As causas da dismenorreia variam de acordo com o tipo, sendo ela primária ou secundária. Cada uma apresenta fatores específicos que contribuem para o aparecimento das dores.

Dismenorreia Primária

A dismenorreia primária é aquela que ocorre sem uma condição médica subjacente aparente. Geralmente, começa nos primeiros anos de ciclo menstrual e tende a diminuir com o tempo.

Causas principais:

  • Prostaglandinas em excesso: substâncias químicas que produzem contrações uterinas e dor.
  • Contrações uterinas intensas: aumento na força das contrações durante a menstruação.
  • Alterações hormonais: desequilíbrios que favorecem a produção de prostaglandinas.
  • Sensibilidade ao hormônio progesterona.

Dismenorreia Secundária

Esta é causada por condições médicas que afetam o aparelho reprodutor, surgindo geralmente após os 25 anos de idade.

Causas principais:

CondiçãoDescrição
EndometrioseCrescimento do tecido uterino fora do útero causando dor intensa.
Miomas uterinosTumores benignos que podem comprimir estruturas e causar dor.
Doença inflamatória pélvica (DIP)Infecção que afeta os órgãos reprodutivos femininos.
AdenomioseCrescimento do tecido uterino na parede muscular do útero.
Adhesões pélvicasTecidos cicatriciais que causam dor e restrição de movimentos internos.

Sintomas da Dismenorreia CID

Os sintomas associados à dismenorreia variam de leve a severo e podem incluir:

Sintomas físicos

  • Dor ou cólica na região pélvica, especialmente na parte inferior do abdômen.
  • Dor que irradia para as coxas, lombar ou região lombar.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia ou constipação.
  • Cefaleia.

Sintomas emocionais e comportamentais

  • Irritabilidade.
  • Fadiga.
  • Alterações de humor.
  • Ansiedade.

Como identificar a gravidade?

A intensidade da dor pode ser classificada de leve a severa, interferindo nas atividades diárias. Segundo estudos, aproximadamente 50% das mulheres apresentam dores de leves a moderadas, enquanto cerca de 10% experimentam dores incapacitantes.

Diagnóstico CID da Dismenorreia

O diagnóstico geralmente inclui:

  • Anamnese detalhada do ciclo menstrual.
  • Exame físico ginecológico.
  • Exames complementares, como ultrassonografia e exames laboratoriais, para avaliar possíveis causas secundárias.

No CID-10, a dismenorreia primária é representada por:

  • M25.41 – Dismenorreia
  • N80 – Endometriose (caso seja identificada como causa secundária)

A classificação correta é crucial para determinar o tratamento adequado.

Tratamentos para CID Dismenorreia

A abordagem terapêutica varia de acordo com o tipo (primária ou secundária) e a intensidade dos sintomas. A combinação de medidas medicamentosas, mudanças no estilo de vida e terapias complementares costuma ser eficaz.

Tratamentos medicamentosos

TratamentoDescriçãoIndicação
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)Reduzem a produção de prostaglandinas, aliviando a dorPrimeira linha de tratamento
Anticoncepcionais oraisControlam os níveis hormonais e reduzem as cólicasPré-menstrual ou crônico
Relaxantes muscularesReduzem as contrações uterinasCasos específicos
AnalgésicosPara dores leves a moderadasSintomas pontuais

Tratamentos não medicamentosos

  • Técnicas de relaxamento e meditação.
  • Aplicação de compressas quentes na região abdominal.
  • Atividades físicas moderadas, que ajudam na circulação sanguínea e liberação de endorfinas.
  • Dieta equilibrada, evitando alimentos processados e estimulantes como cafeína.

Quando procurar ajuda médica?

Se as dores impedem atividades diárias, pioram com o tempo ou surgem sintomas incomuns, é fundamental procurar um ginecologista. Em casos de dor severa, pode ser necessário realizar exames adicionais para investigar causas secundárias.

Prevenção e Cuidados

Adotar hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir a intensidade da dismenorreia:

  • Manter uma alimentação balanceada.
  • Praticar exercícios regularmente.
  • Gerenciar o estresse através de técnicas de mindfulness ou terapia.
  • Manter acompanhamento ginecológico periódico.

Perguntas Frequentes

1. Qual a relação entre CID e dismenorreia?

O CID serve para classificar e registrar condições médicas. Para a dismenorreia, o CID-10 mais utilizado é o M25.41. Ele ajuda na documentação, diagnóstico, tratamento e estatísticas epidemiológicas.

2. A dismenorreia pode alterar a fertilidade?

Na maioria dos casos de dismenorreia primária, não há impacto na fertilidade. Entretanto, a secundária, relacionada a condições como endometriose ou miomas, pode afetar a capacidade de gestar.

3. É possível prevenir a dismenorreia?

Embora não exista uma prevenção definitiva, hábitos saudáveis, acompanhamento ginecológico e tratamentos adequados podem diminuir a incidência e o grau de dor.

4. Como saber se a dor menstrual é normal?

Dores leves a moderadas que não impedem as atividades diárias são consideradas normais. Dor intensa, que atrapalha a rotina, deve ser avaliada por um profissional.

Conclusão

A dismenorreia, quando bem compreendida e tratada, não precisa representar uma barreira para as mulheres que desejam ter uma vida plena e saudável. Conhecer suas causas, sinais e opções de tratamento é essencial para garantir o bem-estar físico e emocional. Ressalta-se a importância do acompanhamento ginecológico regular e do esclarecimento sobre o CID relacionado, garantindo um diagnóstico preciso e um cuidado adequado.

Lembre-se: Dor intensa ou alteração significativa na rotina deve sempre ser avaliada por um profissional de saúde especializado.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
  2. Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à saúde da mulher.
  3. Gonçalves, J. F. et al. (2020). "Dismenorreia: causas, diagnóstico e tratamento." Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 42(1), 3-10.
  4. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guias clínicos sobre dismenorreia.

Para aprofundar seus conhecimentos sobre saúde feminina, consulte o blog da Saúde Materna e o portal Instituto Nacional de Saúde.