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CID Dislalia: Definição, Sintomas e Tratamento Eficaz

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A fala é uma das principais ferramentas de comunicação do ser humano, permitindo expressar pensamentos, emoções e necessidades. Quando esse processo apresenta dificuldades, como na dislalia, a compreensão, socialização e desenvolvimento infantil podem ser prejudicados. Neste artigo, exploraremos tudo o que você precisa saber sobre a CID dislalia, incluindo sua definição, sintomas, diagnósticos, tratamentos e dicas importantes para pais e profissionais da saúde.

Introdução

A dislalia é uma das questões linguísticas mais comuns na infância, caracterizada por dificuldades na pronúncia de determinados sons ou palavras. Apesar de ser frequente na fase de desenvolvimento, ela requer atenção e acompanhamento adequado para evitar prejuízos na comunicação futura. Além disso, entender a classificação pelo Código Internacional de Doenças (CID) é essencial para um diagnóstico preciso e tratamento eficaz.

cid-dislalia

Segundo o renomado fonoaudiólogo Dr. Carlos Pereira, "identificar e tratar a dislalia precocemente garante uma integração social mais saudável e o desenvolvimento linguístico pleno na infância."

O que é a CID Dislalia?

Definição de Dislalia

Dislalia é um transtorno de fala que se manifesta na dificuldade de pronunciar corretamente certos sons, podendo envolver substituições, omissões, distorções ou inversões fonéticas.

De acordo com a classificação da CID-10 (Código F80.0), a dislalia é considerada um transtorno da fala de desenvolvimento, frequentemente observado em crianças pequenas e que, na maior parte das vezes, melhora com o tempo ou após intervenção especializada.

Classificação pelo CID

CIDCódigoDescrição
F80.0DislaliaDificuldade na pronúncia dos sons da fala

Sintomas de Dislalia

Reconhecer os sinais da dislalia é fundamental para procurar uma avaliação especializada o quanto antes. Os principais sintomas incluem:

  • Substituições fonéticas, como trocar o som "r" por "l" (exemplo: "lato" ao invés de "rato").
  • Omissões de sons, especialmente nas sílabas finais ou iniciais.
  • Distorções na pronúncia de determinados sons, como o "s" ou "z".
  • Inversões de sons, que leva à troca de posições fonéticas dentro de palavras.
  • Dificuldade em pronunciar palavras longas ou complexas.
  • Falta de clareza ao falar, dificultando a compreensão.
  • Resistência ou relutância em falar em situações sociais.

Fatores de risco

  • Histórico familiar de problemas de fala.
  • Gagueira ou dificuldades auditivas.
  • Problemas neurológicos ou neuromusculares.
  • Ambiente de vaie estímulo ao desenvolvimento da linguagem.

Diagnóstico e Avaliação

O diagnóstico da dislalia é feito por profissionais especializados como fonoaudiólogos, que realizam uma avaliação detalhada, incluindo:

  • Testes de produção de sons.
  • Avaliações do desenvolvimento da fala.
  • Análise do padrão de fala da criança ou adulto.
  • Consideração de fatores neurológicos ou audiológicos.

A seguir, uma tabela resumindo etapas do diagnóstico:

EtapasDescrição
AnamneseColeta de informações sobre o histórico do paciente.
Avaliação clínicaObservação direta na produção de sons e ritmo da fala.
Testes fonológicosAvaliações específicas para identificar dificuldades fonéticas.
Complementação diagnósticaAudiometria, exames neurológicos, se necessário.

Tratamento Eficaz para Dislalia

Intervenção Fonoaudiológica

O tratamento da dislalia geralmente envolve sessões de fonoaudiologia voltadas para:

  • Trabalho com a fonologia (sonoridade).
  • Exercícios de articulação e fortalecimento dos músculos orofaciais.
  • Jogos e atividades lúdicas para estimular a fala.
  • Orientação aos pais para ajudar no reforço do aprendizado em casa.

Técnicas e Abordagens Usadas

  • Treinamento de sons específicos.
  • Exercícios de percepção auditiva.
  • Reforço positivo e estímulo à fala espontânea.
  • Uso de recursos multimídia e jogos educativos.

Quanto tempo leva o tratamento?

O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade do transtorno, mas, em geral, os resultados podem ser observados em cerca de 6 a 12 meses, com sessões regulares. A participação dos pais é essencial para consolidar o aprendizado.

Dicas para Pais e Educadores

  • Incentive a criança a falar, sem forçar ou corrigir excessivamente.
  • Crie um ambiente estimulante para o desenvolvimento da linguagem.
  • Leia histórias e incentive a repetição de palavras.
  • Procure um fonoaudiólogo assim que perceber sinais de dificuldades.
  • Mantenha contato contínuo com os profissionais envolvidos.

Recursos úteis

Para quem deseja entender melhor sobre estratégias de estímulo à fala, recomendamos visitar o site maiseducacao.com.br, que oferece diversas dicas educativas.

Confira mais dicas de desenvolvimento infantil aqui.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A dislalia desaparece com o tempo?

Em muitos casos, especialmente com intervenção precoce, a dislalia pode ser superada até os 7 anos de idade. No entanto, em alguns casos mais complexos, pode persistir sem tratamento adequado.

2. A dislalia está relacionada à gagueira?

Não necessariamente. A dislalia refere-se a dificuldades na pronúncia de sons, enquanto a gagueira está relacionada ao fluxo da fala e à fluência. Apesar de serem transtornos diferentes, ambos requerem avaliação e intervenção especializada.

3. Existe alguma prevenção para a dislalia?

Embora não haja uma forma de prevenir totalmente a dislalia, estimular a comunicação, evitar exposição excessiva a ruídos e oferecer um ambiente de linguagem enriquecido contribuem para um desenvolvimento oral saudável.

Conclusão

A dislalia, quando identificada precocemente e tratada por profissionais capacitados, tem altas chances de resolução, promovendo o desenvolvimento de uma comunicação clara e segura. A atenção aos sinais, o acompanhamento com fonoaudiólogos e o envolvimento dos pais e educadores são essenciais para garantir o sucesso do tratamento.

Lembre-se: uma intervenção adequada não só melhora a pronúncia, mas também contribui para a autoestima e inclusão social da criança. Por isso, esteja atento e busque ajuda especializada sempre que necessário.

Referências

  • Associação Brasileira de Fonoaudiologia. (2020). Manual de Diagnóstico e Tratamento da Dislalia.
  • World Health Organization. (2018). CID-10: Classificação Internacional de Doenças.
  • Pereira, C. (2021). Dislalia e Intervenção Fonoaudiológica. Revista de Fonoaudiologia.
  • Sociedade Brasileira de Pediatria. (2019). Desenvolvimento da fala na infância: sinais de alerta.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a CID Dislalia, auxiliando pais, educadores e profissionais de saúde na compreensão e abordagem do transtorno.