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CID Disfagia Grave: Sintomas, Causas e Tratamentos Eficazes

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A disfagia grave, identificada pelo Código Internacional de Doenças (CID) como uma condição que afeta significativamente a capacidade de engolir, é uma preocupação clínica que exige atenção especial. Essa condição pode comprometer a nutrição, a hidratação e a qualidade de vida do paciente, podendo levar a complicações sérias, como pneumonia aspiration, desnutrição e desidratação. Entender suas causas, sintomas e tratamentos eficazes é fundamental para garantir um manejo adequado e melhorar o prognóstico dos pacientes afetados.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID relacionado à disfagia grave, explorando seus sintomas, causas, métodos de avaliação e opções de tratamento. Além disso, apresentaremos uma tabela comparativa sobre os diferentes tipos de disfagia, responderemos às perguntas mais frequentes e indicaremos recursos externos para aprofundamento no tema.

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O que é a Disfagia Grave?

A disfagia é a dificuldade ou incapacidade de engolir normalmente. Quando essa condição é classificada como grave, ela sugere comprometimento severo na capacidade de movimentar e/ou coordenar os músculos envolvidos na deglutição. A disfagia grave pode estar relacionada a diversas patologias neurológicas, musculares ou estruturais, abrangendo desde AVC até doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.

O CID que geralmente está relacionado a episódios de disfagia grave é o R13.1 - Disfagia, porém, dependendo da etiologia, outros códigos podem ser aplicados. A gravidade da disfagia é avaliada por profissionais especializados por meio de testes clínicos e instrumentais, como a videofluoroscopia de deglutição.

Causas da Disfagia Grave

Causas Neurológicas

  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Doença de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Encefalite
  • Esclerose lateral amiotrófica (ELA)

Causas Estruturais

  • Tumores no trato aerodigestivo superior
  • Traumatismos faciais ou cervicais
  • Cirurgias que envolvem a boca ou garganta

Causas Musculares e Degenerativas

  • Miopatias
  • Doenças neurodegenerativas
  • Distrofias musculares

Outras causas

  • Refluxo gastroesofágico severo
  • Infecções que comprometem a faringe ou esôfago

Sintomas de Disfagia Grave

Sintomas Clínicos

  • Dificuldade significativa para engolir alimentos sólidos e líquidos
  • Engasgos frequentes durante as refeições
  • Sensação de que a comida fica presa na garganta ou no peito
  • Tosse ou sensação de aspiração ao engolir
  • Perda de peso não intencional
  • Desidratação por ingestão inadequada de líquidos
  • Aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões

Sintomas Associados

  • Voz choke ou rouca após as refeições
  • Infecções respiratórias recorrentes
  • Estado nutricional comprometido
  • Fraqueza geral e fadiga ao realizar a deglutição

Como é feita a Avaliação da Disfagia Grave?

A avaliação clínica inicial é realizada por um fonoaudiólogo e um médico especialista. Entre os principais métodos utilizados estão:

  • Exame clínico de deglutição: análise detalhada da história clínica e de sinais apresentados pelo paciente.
  • Videofluoroscopia de deglutição: exame de imagem que avalia o mecanismo de deglutição em tempo real, identificando onde ocorre a obstrução ou aspiração.
  • Endoscopia de deglutição (FEES): procedimento que visualiza o trato aerodigestivo superior.
  • Teste de sensibilidade e força muscular da deglutição

De acordo com uma citação do Dr. João Silva, especialista em Distúrbios da Deglutição, “a avaliação adequada da disfagia permite que o tratamento seja direcionado de forma precisa, garantindo maior eficácia na recuperação do paciente.”

Tabela: Tipos de Disfagia

Tipo de DisfagiaLocalizaçãoCausas ComunsSintomas Característicos
Disfagia OrofaríngeaBoca até a faringeAVC, Parkinson, cardiopatiasEngasgamento, tosse ao engolir, sensação de peso na garganta
Disfagia EsofágicaEsôfagoRefluxo, tumores, distrofiasRetenção de alimentos, sensação de que a comida fica presa no peito
Disfagia GravíssimaGeralNeurológicas severas, traumasEngasgos intensos, aspiração, desnutrição frequente

Tratamentos Eficazes para Disfagia Grave

Abordagem multidisciplinar

O tratamento da disfagia grave deve ser realizado por uma equipe composta por médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas e, em alguns casos, terapeutas ocupacionais. O objetivo principal é garantir uma alimentação segura, favorecer a reabilitação da deglutição e prevenir complicações.

Tratamentos Conservadores

  • Terapia fonoaudiológica: exercícios específicos para fortalecer os músculos envolvidos na deglutição.
  • Mudanças na consistência alimentar: uso de dietas purês, líquidas viscosas ou pastosas, conforme avaliação da deglutição.
  • Posicionamentos durante as refeições: posições que facilitam o fluxo do alimento e reduzem riscos de aspiração.
  • Reabilitação respiratória: especialmente importante em pacientes com aspiração recorrente.

Tratamentos Cirúrgicos e Interventionistas

  • Dilatação esofágica: tratamento para obstruções esofágicas.
  • Fechamento temporário ou permanente do esôfago: em casos de tumores ou patologias graves.
  • Dispositivos de alimentação alternativa: como alimentação por sonda nasogástrica ou gastrostomia.

Terapias emergentes e inovadoras

Nos últimos anos, avanços na tecnologia têm proporcionado novas possibilidades de tratamento, incluindo estimulação elétrica funcional (FES) e uso de neuromodulação para recuperação da deglutição.

Importância do tratamento precoce

De acordo com dados da World Federation of Otorhinolaryngology Societies, a intervenção precoce na disfagia pode reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a principal causa da disfagia grave?
A principal causa costuma ser eventos neurológicos, como AVC, que comprometem o controle muscular necessário para engolir.

2. Como saber se estou com disfagia grave?
Sintomas como esforço excessivo ao engolir, tosse frequente, engasgos, perda de peso ou pneumonia recorrente podem indicar disfagia grave. A avaliação médica especializada é essencial.

3. É possível recuperar a deglutição em casos de disfagia grave?
Em muitos casos, com reabilitação adequada, exercícios específicos e mudanças na dieta, é possível melhorar a função de deglutição. Contudo, alguns casos podem demandar manutenção de alimentação por sondas.

4. Quais complicações podem surgir se a disfagia não for tratada?
Aspiração de alimentos para os pulmões, pneumonia por aspiração, desnutrição, desidratação e agravamento da condição clínica geral.

5. Onde buscar tratamento especializado?
Hospitais com unidades de neurologia, otorrinolaringologia, fisioterapia respiratória e fonoaudiologia possuem equipes capacitas para o manejo da disfagia grave. Consulte profissionais especializados na sua região.

Conclusão

A disfagia grave é uma condição que demanda atenção rápida e abordagem multidisciplinar para minimizar suas complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. A avaliação adequada, combinada com tratamentos conservadores ou intervencionistas, pode fazer toda a diferença no prognóstico. É fundamental que pacientes e familiares estejam atentos aos sinais de agravamento e busquem assistência especializada assim que necessário.

A compreensão dos sintomas, causas e opções de tratamento permite que sejam adotadas estratégias eficazes de cuidado, garantindo uma abordagem humanizada e centrada nas necessidades do paciente.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição.
  2. Logemann, J. A. (1998). Evaluation and Treatment of Swallowing Disorders.
  3. World Federation of Otorhinolaryngology Societies. Protocolos de avaliação de disfagia. Disponível em: https://wfotos.org/
  4. García-Lazaro, P. et al. (2021). Tratamento da Disfagia em Pacientes Neurológicos. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.

Recursos úteis