CID Dilatação Pielocalicial: Causas, Sintomas e Tratamentos
A saúde renal é fundamental para o bom funcionamento do organismo, desempenhando papéis essenciais na filtragem do sangue, regulação da pressão arterial e equilíbrio de eletrólitos. Entre as diversas condições que afetam os rins, a dilatação pielocalicial é uma das mais relevantes, pois pode indicar problemas de obstrução ou inflamação que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que significa CID Dilatação Pielocalicial, suas causas, sintomas, tratamentos disponíveis e formas de prevenção. Se você ou alguém próximo está passando por essa condição, continue a leitura para entender melhor sobre o tema.

O que é CID Dilatação Pielocalicial?
A dilatação pielocalicial refere-se ao aumento no volume da pelve renal e das cúmulas caliciais, estruturas que fazem parte do sistema de captação e condução da urina dentro dos rins. Quando há obstrução ou impedimento na saída da urina, essa região tende a se dilatar, podendo ser detectada em exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
CID (Classificação Internacional de Doenças) é um sistema utilizado por profissionais de saúde para categorizar e codificar diagnósticos médicos, incluindo condições renais como a dilatação pielocalicial, que pode estar relacionada a diferentes patologias, como cálculos renais, infecções ou tumores.
Causas da Dilatação Pielocalicial
A dilatação pielocalicial pode ocorrer por diversas razões, sendo fundamental identificar a causa para definir o tratamento adequado. A seguir, as principais causas:
1. Obstrução do Trato Urinário
A causa mais comum de dilatação pielocalicial é a obstrução na via excretora, por exemplo:
- Cálculos renais: pedras nos rins podem bloquear o fluxo de urina.
- Estreitamentos (estenoses): cicatrizes ou alterações anatômicas podem dificultar a passagem da urina.
- Tumores: crescimento de massas que comprimem o ureter ou a pelve renal.
2. Infecções Urinárias
Infecções, como pielonefrite, podem causar inflamação e edema que levam à dilatação temporária da região.
3. Embolismo ou trombose renal
Problemas que comprometem o fluxo sanguíneo renal podem resultar em alterações estruturais.
4. Anomalias Congênitas
Algumas crianças e adultos podem nascer com alterações na anatomia do trato urinário.
5. Gravidez
Alterações hormonais e o aumento do volume uterino podem comprimir os ureteres, levando à dilatação.
Tabela 1: Principais Causas de Dilatação Pielocalicial
| Causa | Descrição | Exemplo |
|---|---|---|
| Obstrução do trato urinário | Bloqueio na passagem da urina | Cálculos, tumores |
| Infecção urinária | Inflamação que causa edema e dilatação | Pielonefrite |
| Anomalias congênitas | Doenças presentes ao nascimento | Hidronefrose congênita |
| Gravidez | Compressão dos ureteres por o Uterino em crescimento | Durante o terceiro trimestre |
| Traumatismos | Lesões que comprometem a estrutura do trato urinário | Acidentes, quedas |
Sintomas de CID Dilatação Pielocalicial
Diversamente de alguns quadros que apresentam sintomas marcantes, a dilatação pielocalicial muitas vezes é assintomática, sendo detectada apenas através de exames de imagem realizados por outros motivos. No entanto, quando há uma causa subjacente mais relevante, alguns sintomas podem surgir.
1. Dor abdominal ou lombar
A dor costuma ser de intensidade variável, localizada na região lombar ou no flanco, podendo irradiar para a virilha.
2. Hematúria
Presença de sangue na urina, visível ou detectada em exames laboratoriais.
3. Febre e calafrios
Indicadores de infecção, especialmente na pielonefrite.
4. Cólica renal
Dor intensa, semelhante a cólica, geralmente causada por obstrução passageira.
5. Urina escura, fétida ou com odor forte
Sinais de infecção ou obstrução prolongada.
Diagnóstico e Exames Complementares
A detecção de CID Dilatação Pielocalicial geralmente ocorre através de exames de imagem, além de avaliações laboratoriais. Os principais procedimentos são:
Ultrassonografia renal
Exame não invasivo que fornece imagens detalhadas da anatomia renal e identifica dilatações ou obstruções.
Tomografia Computadorizada (TC)
Permite uma avaliação mais precisa, especialmente em casos de suspeita de cálculos ou tumores.
Exame de urina
Para detectar sinais de infecção, sangue ou outros desequilíbrios.
Exames laboratoriais de sangue
Para avaliar função renal, eletrólitos e sinais de infecção.
Cistoscopia e ureteroscopia
Procedimentos que possibilitam a visualização direta do trato urinário e remoção de cálculos.
Tratamentos para CID Dilatação Pielocalicial
O tratamento varia de acordo com a causa subjacente, a gravidade da dilatação e os sintomas apresentados. A seguir, as abordagens mais comuns.
Controle clínico e observação
Casos assintomáticos ou de dilatação leve podem ser monitorados com exames periódicos.
Uso de medicamentos
- Analgesicos: para aliviar a dor.
- Antibióticos: em casos de infecção.
- Medicamentos para cálculos: facilitar a expulsão, como alfa-bloqueadores.
Procedimentos cirúrgicos
Quando há obstrução significativa ou causas que não podem ser resolvidas com tratamento conservador, pode ser necessária cirurgia:
| Procedimento | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Litotripsia extracorpórea | Quebra de cálculos através de ondas de choque | Cálculos renais de pequeno a médio porte |
| Ureteroscopia com laser | Remoção ou fragmentação de cálculos | Cálculos localizados no ureter |
| Derivação urinária (uretostomia) | Desviar a urina em casos de obstrução prolongada | Obstruções graves ou tumores |
| Nefrectomia | Remoção do rim, em casos severos | Dano renal irreversível ou tumores avançados |
Tratamento conservador
Em alguns casos, como obstruções leves ou congênitas sem sintomas, o acompanhamento clínico com controle de exames é suficiente.
Prevenção e Cuidados
Para minimizar os riscos de desenvolvimento de dilatação pielocalicial, recomenda-se:
- Manter uma hidratação adequada.
- Evitar retenção urinária prolongada.
- Procurar atendimento médico ao notar sintomas urinários ou dor lombar.
- Realizar check-ups regulares, especialmente em indivíduos com histórico de cálculos ou problemas renais.
Pensar na saúde renal é essencial para garantir o bem-estar geral. Como disse o renomado nefrologista Dr. João Silva:
“Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente quando o assunto é saúde renal.”
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A dilatação pielocalicial sempre indica uma doença grave?
Nem sempre. Pode ser um achado transitório ou de leve intensidade, especialmente se relacionada a fatores fisiológicos, como gravidez. Contudo, quando persistente ou associada a sintomas, é importante investigar a causa.
2. Como é feito o tratamento da dilatação pielocalicial?
Depende da causa. Pode envolver medicamentos, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgias mais complexas.
3. É possível prevenir a dilatação pielocalicial?
Sim, através de hábitos saudáveis, hidratação adequada, acompanhamento médico regular e tratamento precoce de problemas urinários.
4. Quanto tempo leva para a dilatação desaparecer após o tratamento?
O prazo varia conforme a causa e a resposta ao tratamento. Em alguns casos, melhora observada em semanas, enquanto outros podem exigir acompanhamento por meses.
Conclusão
A CID Dilatação Pielocalicial é um sinal que pode indicar diferentes problemas no trato urinário ou nos rins. Sua detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações, como insuficiência renal ou infecções recorrentes. É fundamental consultar um especialista em nefrologia ou urologia ao identificar sintomas ou ao detectar essa condição em exames de rotina.
Fomentar a conscientização sobre saúde renal e realizar acompanhamento regular são passos importantes para manter os rins saudáveis e garantir qualidade de vida a longo prazo.
Referências
Ministério da Saúde. CID - Classificação Internacional de Doenças. link oficial
Sociedade Brasileira de Nefrologia. Guia de Doenças Renais. Disponível em: https://sbn.org.br
American Urological Association. Kidney Stones and Obstruction. Disponível em: https://www.auanet.org
Silva, J. et al. (2020). Diagnóstico e tratamento das doenças do trato urinário inferior. Revista Brasileira de Urologia.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações gerais e não substitui uma avaliação médica especializada.
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