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Cid Diastase de Retos Abdominais: Guia Completo e Cuidados

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A diástase de retos abdominais é uma condição que afeta muitas mulheres, especialmente após a gestação, mas também pode ocorrer em homens e em recém-nascidos. Compreender essa condição, suas causas, sintomas e tratamentos é essencial para promover a saúde abdominal e a qualidade de vida. Este guia completo aborda tudo o que você precisa saber sobre o CID correspondente, orientações de cuidados e dicas para lidar com a diástase de retos abdominais.

Introdução

A diástase de retos abdominais, conhecida também pelo código CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) como M62.8 - Outras formas de distensão ou degeneração muscular, refere-se ao aumento da separação entre os músculos retos abdominais. Essa condição é comum durante e após a gravidez, mas sua incidência pode se dar a qualquer momento por fatores como obesidade, envelhecimento ou esforços físicos intensos.

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A compreensão dessa condição é fundamental para evitar complicações, como dor crônica, hérnias e alterações posturais. Além disso, o tratamento adequado pode promover a recuperação da força abdominal, melhorar a estética e prevenir problemas futuros.

O que é a Diástase de Retos Abdominais?

Definição

A diástase de retos abdominais é a separação dos músculos retos do abdômen, que ficam ao longo da linha média da região abdominal. Essa separação ocorre quando o tecido conjuntivo que conecta esses músculos se alonga e enfraquece.

Como acontece?

Durante a gravidez, o útero em expansão aumenta a pressão na parede abdominal, levando ao alongamento da linha alba — o tecido que une os dois músculos retos. Quando essa expansão não regride totalmente após o parto, ocorre a persistência da diástase.

Causas e Fatores de Risco

Causas e fatores de riscoDescrição
GravidezPrincipal fator, devido ao estiramento dos músculos durante o crescimento do bebê.
ObesidadeAumenta a pressão intra-abdominal e pode levar à separação muscular.
Esforço físico intensoAtividades que envolvem esforço abdominal excessivo sem preparo adequado.
EnvelhecimentoFragilidade muscular e perda de elasticidade do tecido conjuntivo.
Histórico familiarPredisposição genética a alterações na musculatura abdominal.

Sintomas da Diástase de Retos Abdominais

Sintomas comuns

  • Aparecimento de uma protuberância na linha média do abdômen
  • Sensação de fraqueza ou instabilidade abdominal
  • Dores nas costas e na região lombar
  • Alterações posturais, como a lordose
  • Dificuldade em realizar alguns exercícios físicos
  • Problemas estéticos, como o "barrigão" persistente

Quando procurar um especialista?

Se você percebe uma protuberância na região central do abdômen, principalmente após a gravidez ou esforço físico intenso, é importante consultar um profissional de saúde especialista em fisioterapia ou cirurgia geral.

Diagnóstico

O diagnóstico da diástase de retos abdominais é feito por meio de exame clínico, onde o profissional avalia a separação muscular. Além disso, exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados para confirmação e detalhes da extensão da separação.

Tratamentos e Cuidados

Abordagem conservadora

A maioria dos casos pode ser tratada com fisioterapia, exercícios específicos e mudanças no estilo de vida.

Fisioterapia

  • Exercícios de fortalecimento do core
  • Correção postural
  • Técnicas de respiração adequada
  • Uso de faixas abdominais temporariamente, sob orientação profissional

Tratamento cirúrgico

Em casos mais graves, quando há hérnia associada ou a diástase não responde aos tratamentos conservadores, a cirurgia de diástase pode ser indicada.

Tipos de cirurgia

Tipo de procedimentoDescrição
Aponeurose abdominal (reto abdominais)Correção da separação muscular através de sutura e reforço do tecido conjuntivo.
LipoabdominoplastiaQuando há excesso de pele, combina com cirurgia estética.

Para mais informações sobre cirurgias abdominais, visite Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Cuidados e Prevenção

  • Manter uma rotina de exercícios adequada, com orientação profissional
  • Evitar esforço físico exagerado, especialmente durante o pós-parto
  • Manter peso saudável
  • Adotar postura correta no dia a dia
  • Alimentação equilibrada para evitar ganho de peso excessivo

Tabela de Recomendações para Conduta Pós-Parto

AçãoRecomendações
Início de exercícios físicosApós autorização médica, geralmente após 6 a 8 semanas do parto.
Exercícios recomendadosPilates, fortalecimento do core, fisioterapia respiratória.
Cuidados durante o esforçoEvitar levantamento de peso excessivo e movimentos de impacto até a recuperação completa.
Manutenção da posturaErgonomia no trabalho, evitar posições que gerem sobrecarga abdominal.

Prevenção da Diástase de Retos Abdominais

  • Fortalecimento do core antes, durante e após a gravidez
  • Controle de ganho de peso na gestação
  • Evitar esforço físico excessivo na gestação sem orientação
  • Realizar exercícios de respiração e postura desde o início da gestação

Perguntas Frequentes

1. A diástase de retos abdominais pode voltar a acontecer?

Sim, se os músculos não forem fortalecidos adequadamente ou se houver fatores que aumentem a pressão intra-abdominal repetidamente, a condição pode se reexaminar.

2. É possível tratar a diástase sem cirurgia?

Sim, na maioria dos casos, especialmente os leves, exercícios específicos e fisioterapia podem reduzir a separação, mas em casos avançados, a cirurgia pode ser necessária.

3. Quais são os riscos de não tratar a diástase?

Além do aspecto estético, a condição pode levar a dores crônicas, hérnias, alteração na postura, problemas intestinais e redução da força abdominal.

4. Quanto tempo leva para recuperar a musculatura após a diástase?

Depende do grau da separação e do tratamento adotado, podendo variar de algumas semanas a vários meses com fisioterapia adequada.

Conclusão

A diástase de retos abdominais é uma condição comum e tratável, especialmente com o acompanhamento adequado de profissionais capacitados. A prevenção por meio de exercícios específicos, manutenção de peso e postura correta é fundamental para minimizar os riscos. Caso identifique sinais da condição, procure ajuda especializada para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado.

Lembre-se: cuidar da saúde abdominal é investir na sua qualidade de vida.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2016/en
  2. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Cirurgia de Abdominoplastia. Disponível em: https://sbcp.org.br
  3. Sociedade Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher. Cuidados pós-parto e fortalecimento abdominal. Disponível em: https://sbfem.org.br

Cuide-se bem e mantenha sua saúde abdominal em dia!