CID Diástase de Reto Abdominal: Causas, Tratamentos e Diagnóstico
A diástase de reto abdominal é uma condição que afeta principalmente mulheres após a gestação, mas também pode acometer homens e mulheres em outras fases da vida. Ela ocorre quando há um afastamento dos músculos retoabdominais, que compõem o "six-pack" abdominal, resultando em um risco potencial para a funcionalidade do core, estética e saúde lombar. Este artigo busca aprofundar o entendimento sobre o CID relacionado a essa condição, abordando suas causas, formas de diagnóstico, opções de tratamento e dúvidas frequentes.
Introdução
A importância de manter uma parede abdominal forte e saudável é muitas vezes subestimada. A diástase de reto abdominal, identificada pelo Código Internacional de Doenças (CID) como M53.9 (desconhecido específico para diástase, mas relacionada à dor na coluna e alterações musculares do tronco), é uma condição que merece atenção, especialmente devido às suas implicações na qualidade de vida.

Segundo a fisioterapeuta especializada em saúde da mulher, Dra. Ana Paula Souza, "a diástase pode comprometer a estabilidade do core, favorecer dores nas costas e interferir na estética corporal, sendo fundamental um diagnóstico precoce e um tratamento adequado."
O que é a Diástase de Reto Abdominal?
A diástase de reto abdominal caracteriza-se pelo afastamento dos músculos retos do abdômen, que se separam ao longo da linha média, formando um espaço que pode variar de alguns milímetros a vários centímetros. Essa separação ocorre por uma fraqueza ou alongamento da linha alba, tecido que une os músculos retos.
Anatomia do Reto Abdominal
Os músculos retos abdominais são responsáveis pela flexão do tronco e por estabilizar o core. Eles se encontram na linha central do abdômen, e sua integridade é essencial para a força e estabilidade do tronco.
CID Relacionado
Apesar de não haver um código específico para diástase de reto abdominal no CID-10, ela pode estar relacionada a códigos de desordens musculares ou de alterações na parede do abdômen:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| M53.9 | Dor na coluna, dor na região lombar (relacionado) |
| Q79.8 | Outras malformações congênitas de músculos e tecido conjuntivo |
| Z68 | Estado de saúde relacionado ao peso (quando há relação com obesidade) |
⚠️ Para fins diagnósticos e documentação clínica, muitas vezes o procedimento realizado pelo profissional é detalhado na prescrição médica, mesmo quando um código específico não existe.
Causas da Diástase de Reto Abdominal
A diástase de reto abdominal pode ser causada por diversos fatores, incluindo:
1. Gravidez
O principal fator de risco, especialmente após o terceiro trimestre, devido ao peso e ao estiramento do tecido conjuntivo.
2. Obesidade
O excesso de peso aumenta a pressão intra-abdominal, contribuindo para o afastamento muscular.
3. Pós-parto
A recuperação inadequada do fortalecimento do core após a gestação pode contribuir para a persistência da diástase.
4. Levantamento de peso excessivo
Práticas de musculação sem orientação adequada podem gerar estresse na parede abdominal.
5. Condições congênitas
Algumas pessoas já nascem com uma linha alba mais fraca ou com predisposição ao afastamento muscular.
6. Enfraquecimento muscular
Por sedentarismo ou doenças que comprometem o tônus muscular.
Como é Feito o Diagnóstico?
O diagnóstico da diástase de reto abdominal envolve avaliação clínica e, em alguns casos, exames de imagem.
Avaliação Clínica
O método mais comum e acessível é o teste manual, realizado pelo fisioterapeuta ou médico:
Procedimento:- A pessoa deita de costas, com os joelhos dobrados.- O profissional posiciona os dedos na linha média do abdômen, logo acima do umbigo.- A pessoa realiza um movimento de contração abdominal, elevando a cabeça e ombros do chão.- Se houver um afastamento maior que 2,7 cm (ou cerca de 2 dedos), indica diástase.
Exames de Imagem
- Ultrassonografia abdominal: avalia a linha alba e mede o espaço entre os músculos.
- Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM): indicadas em casos complexos ou que requerem planejamento cirúrgico.
Tabela: Características do Diagnóstico
| Método | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| exame manual | Simples, barato, imediato | Pode ser subjetivo, variação entre profissionais |
| Ultrassonografia | Quantificável, visualização clara | Requer equipamento específico |
| Ressonância Magnética | Alta precisão, detalhamento | Custo elevado, disponibilidade limitada |
Tratamentos Disponíveis para Diástase de Reto Abdominal
O tratamento varia de acordo com o grau da diástase, sintomas e objetivos do paciente: estética, funcionalidade ou ambos.
1. Fisioterapia e Exercícios específicos
O método mais conservador e indicado inicialmente:
- Fortalecimento do assoalho pélvico.
- Exercícios isométricos que promovam o fortalecimento da linha alba.
- Técnicas de mobilização e fortalecimento do core.
- Evitar exercícios que aumentem a pressão intra-abdominal de forma inadequada, como abdominais tradicionais.
"A reabilitação adequada pode reduzir significativamente o afastamento e melhorar a função muscular" — Dra. Ana Paula Souza.
2. Uso de Cinta Abdominal
Quando em fase inicial ou pós-cirúrgica, a cinta pode ajudar a estabilizar a parede abdominal.
3. Cirurgia de Correção
Indicada em casos severos, que não respondem às abordagens conservadoras ou que apresentam instabilidade funcional:
- Plicatura da linha alba: cirurgia para aproximar os músculos separados.
- Lipoaspiração: muitas vezes associada para melhora estética.
- Abdominoplastia: procedimento mais completo, indicado em casos de excesso de pele e musculatura fraca.
4. Tratamentos Complementares
- Terapias manuais.
- Orientação nutricional.
- Mudanças no estilo de vida.
Tabela: Opções de Tratamento
| Opção | Indicação | Benefícios |
|---|---|---|
| Fisioterapia | Leve a moderada, focada na reabilitação muscular | Melhora funcional e estética |
| Uso de cinta | Pós-operatório ou prevenção | Estabilização e suporte |
| Cirurgia | Severidade alta, resistência ao tratamento conservador | Correção definitiva, estética |
| Alimentação saudável | Para controle de peso, facilitar recuperação | Redução de fatores de risco |
Como Prevenir a Diástase de Reto Abdominal?
- Manter uma rotina de exercícios físicos orientados por um profissional.
- Evitar o excesso de peso.
- Realizar fortalecimento abdominal pós-parto conforme recomendação médica.
- Evitar esforços excessivos e levantamento de peso sem orientação adequada.
Perguntas Frequentes
1. A diástase de reto abdominal desaparece sozinha?
Em alguns casos leves, especialmente em fases iniciais pós-parto, ela pode melhorar com exercícios corretos. No entanto, muitas vezes exige intervenção específica.
2. A diástase causa dores nas costas?
Sim, a perda de estabilidade do core pode levar a sobrecarga na coluna lombar, causando dores.
3. É possível fazer exercícios abdominais tradicionais com diástase?
Geralmente não recomendado. O foco deve ser em exercícios que promovam fortalecimento controlado do músculo transversal e do core sem aumentar a pressão intra-abdominal.
4. Quando procurar um especialista?
Se após o parto ou em outras fases da vida, você perceber um afastamento visível na parede abdominal ou sentir dores, o ideal é procurar uma avaliação com fisioterapeuta ou médico especialista.
Conclusão
A diástase de reto abdominal é uma condição comum, especialmente em mulheres após a gestação. O correto diagnóstico, aliado a um planejamento de tratamento adequado, seja fisioterapêutico ou cirúrgico, pode melhorar significativamente aspectos funcionais e estéticos. A prevenção e o acompanhamento precoce fazem toda a diferença para garantir uma melhor recuperação e qualidade de vida.
Referências
- Corrêa, R. E. et al. "Reabilitação da diástase de reto abdominal: revisão de literatura." Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 26, n. 6, 2020.
- Ministério da Saúde. Guidelines for Postpartum Rehabilitation
- Silva, M. S., & Oliveira, M. (2019). Fisioterapia na diástase do reto abdominal. Editora Atheneu.
- American College of Obstetricians and Gynecologists. "Physical Therapy and Exercises After Pregnancy", 2021.
Este conteúdo é uma abordagem completa sobre o CID relacionado à diástase de reto abdominal, promovendo conhecimento atualizado e confiável para profissionais e pacientes.
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