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CID Diástase: Entenda Causes, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A diástase do reto abdominal, popularmente conhecida como diástase, é uma condição que afeta muitas mulheres, especialmente após gestação, mas também pode ocorrer em homens e indivíduos que passaram por mudanças corporais extremas. Apesar de ser uma condição muitas vezes subdiagnosticada, ela pode ocasionar desconfortos eimpactos na qualidade de vida. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a CID de diástase, suas causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos eficazes para essa condição dominante em saúde muscular e estética.

Introdução

A diástase do reto abdominal ocorre quando há uma separação anormal entre os músculos retos do abdômen, que são os principais responsáveis pela sustentação do tronco. Essa separação leva à fragilidade da parede abdominal, podendo causar dificuldades na realização de atividades cotidianas e até problemas estéticos. Para compreender melhor essa condição, é importante conhecer sua classificação, fatores de risco, sinais claros e as melhores terapias disponíveis atualmente.

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Vamos explorar cada aspecto dessa condição para que você possa entender melhor, identificar possíveis sintomas e buscar o tratamento adequado.

O que é a CID de Diástase?

A CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padrão utilizado por profissionais de saúde para categorizar doenças e condições de maneira uniforme. No caso da diástase, ela é identificada principalmente pelo código Q78.4 — que corresponde à diástase do reto abdominal.

Tabela de Códigos CID relacionados à Diástase

Código CIDCondiçãoDescrição
Q78.4Diástase do reto abdominalSeparação dos músculos retos do abdômen
M78.0Tendinite do manguito rotadorPode coexistir com problemas musculares abdominais
F43.2Transtorno de adaptaçãoEstresse emocional relacionado à condição

Causas da Diástase

A diástase abdominal pode surgir por diversos fatores, seja devido às mudanças físicas provocadas pela gestação ou outros motivos que esticam ou enfraquecem a parede abdominal.

Principais causas e fatores de risco

1. Gestação

Durante a gravidez, o crescimento do útero provoca alongamento da parede abdominal, levando ao estiramento dos músculos retos. Em algumas mulheres, essa separação persiste após o parto.

2. Obesidade e ganho de peso excessivo

Acúmulo de gordura na região abdominal aumenta a tensão sobre os músculos, facilitando ou agravando a diástase.

3. Prática inadequada de exercícios físicos

Exercícios de alto impacto ou mal executados podem gerar esforço excessivo na parede abdominal, causando ou agravando a diástase.

4. Condições genéticas

Algumas pessoas possuem fibras musculares mais frágeis, predispondo-se a essa condição.

5. Enfraquecimento muscular devido a fatores neurológicos ou doenças

Algumas doenças neuromusculares ou cirurgias abdominais podem levar ao enfraquecimento da parede abdominal, contribuindo para a diástase.

Citação: Como diz a especialista em fisioterapia pélvica, Dra. Lara Silva, "O fortalecimento muscular e a orientação adequada são essenciais na prevenção e tratamento da diástase, especialmente em pós-parto."

Sintomas da Diástase

Identificar a diástase não é difícil; porém, muitas mulheres e homens podem ignorar os sinais iniciais.

Sintomas mais comuns

  • Proeminência ou abaulamento no centro do abdômen, especialmente ao esforço ou esforço abdominal.
  • Sensação de fraqueza ou peso na região abdominal.
  • Dificuldade ao realizar atividades físicas, como levantar objetos ou praticar exercícios.
  • Dores nas costas, devido à instabilidade do núcleo muscular.
  • Dificuldade na higiene ou uso de roupas ajustadas, sobretudo na região do quadril.
  • Problemas de postura, como lordose ou cifose.
  • Alterações estéticas, como aumento do volume abdominal, com aspecto de barriguinha saliente.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é geralmente clínico, realizado por um profissional de saúde, como fisioterapeuta ou cirurgião plástico, mediante inspeção e palpação do abdômen. A seguir, apresentamos uma tabela com os passos comuns na avaliação.

Método de DiagnósticoDescrição
PalpaçãoVerificação da separação muscular na linha média do abdômen
Medição com régua ou fita métricaQuantificação da largura da separação (normal até 2 cm)
UltrassonografiaConfirmação da separação muscular e avaliação da condição dos tecidos

Como medir a diástase manualmente

Coloque-se deitado de costas, com os joelhos dobrados. Com um dedo, meça a distância entre os músculos retos, palpando na linha média do abdômen. Uma separação superior a 2,5 cm é considerada patológica.

Quando buscar um especialista?

Procure um profissional se você notar um abaulamento ou sentir desconforto na região abdominal, especialmente após gestação ou ganho de peso. O diagnóstico precoce melhora o prognóstico do tratamento.

Tratamentos Efetivos para a Diástase

Diversas abordagens podem ser adotadas, desde exercícios específicos até cirurgias, dependendo da gravidade e das necessidades de cada paciente.

Tratamento conservador: fisioterapia

A fisioterapia é fundamental na reabilitação da parede abdominal. Os exercícios de fortalecimento, quando conduzidos por profissionais qualificados, auxiliam na aproximação dos músculos e melhora da estabilidade corporal.

Exercícios recomendados

ExercícioObjetivoObservação
Contração abdominal isométricaFortalecer o transverso abdominalIniciar deitado, respiração controlada
Elevação de tronco (semi-sit-up)Reforçar músculos retos e oblíquosEvitar esforço excessivo
Exercícios de core (core stability)Melhorar o suporte muscular geralSempre sob orientação profissional

Veja mais sobre fisioterapia para diástase

Tratamento cirúrgico

Nos casos em que os métodos conservadores não surtiram efeito ou a diástase é extensa, a cirurgia pode ser indicada.

Tipos de cirurgia

  • Plicatura da linha alba: Costura ou reforço da linha média abdominal para fechar a espaço.
  • Abdominoplastia: Remove excesso de pele e reforça a parede abdominal.
  • Lipoabdominoplastia: Combina abdominoplastia com lipoaspiração para melhor resultado estético.

Considerações importantes

Converse sempre com um cirurgião plástico ou cirurgião geral qualificado para determinar a melhor abordagem para seu caso.

Mudanças no estilo de vida

Além de tratamentos específicos, hábitos saudáveis como a manutenção de uma alimentação equilibrada, controle do peso, prática de exercícios físicos adequados e evitar esforços desnecessários são essenciais na prevenção e melhora da condição.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A diástase pode desaparecer sozinha?

Sim, especialmente após gestação, alguns casos de diástase podem melhorar com exercícios corretos e mudanças de estilo de vida. Contudo, em casos mais graves, a intervenção profissional é recomendada.

2. A diástase causa dor ou problemas graves de saúde?

Em alguns casos, sim. Pode gerar dores nas costas, dificuldade de postura e até disfunções de continência urinária, dependendo da gravidade.

3. É possível evitar a diástase durante a gravidez?

Embora nem todos os fatores sejam controláveis, práticas de exercícios abdominais seguros e evitar esforço excessivo podem ajudar na prevenção ou diminuição da sua intensidade.

4. Quanto tempo leva para recuperar a musculatura após o tratamento?

O tempo varia conforme o método adotado e o comprometimento do paciente, podendo os resultados serem visíveis em 3 a 6 meses de fisioterapia ou após cirurgia.

Conclusão

A diástase do reto abdominal, identificada pelo código CID Q78.4, é uma condição que exige atenção e cuidados específicos. Com o diagnóstico precoce e uma abordagem que combine fisioterapia e, em casos mais extremos, cirurgia, é possível recuperar a força da parede abdominal, melhorar a estética e a qualidade de vida. Como diz a fisioterapeuta Dra. Lara Silva, "O fortalecimento modular e a orientação adequada são essenciais para a plena recuperação e prevenção de futuras complicações."

Se você suspeita de diástase ou deseja melhorar sua condição, consulte profissionais especializados e inicie um programa de reabilitação adequado.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2019.
  2. Silva, L. et al. Fisioterapia na Diástase do Reto Abdominal: Reabilitação e Prevenção. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 25, n. 4, 2023.
  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Manual de Cirurgia Abdominal. 2022.
  4. Fisioterapia e Reabilitação da Diástase Abdominal

Lembre-se: Para um tratamento eficaz, procure sempre um profissional qualificado. Prevenir é melhor do que remediar, e a abordagem interdisciplinar garante resultados duradouros.