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CID Diabetes Não Insulino Dependente: Guia Completo para Controle e Diagnóstico

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A diabetes mellitus é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, com diferentes tipos e graus de complexidade. Entre eles, a Diabetes Não Insulino Dependente, também conhecida como Tipo 2, representa a maioria dos casos. Conhecer o CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionado a essa condição, seus sintomas, diagnóstico e formas de controle é fundamental para uma gestão eficaz e uma melhor qualidade de vida.

Este artigo oferece um guia completo sobre o CID relacionado à diabetes não insulino dependente, abordando suas principais características, diagnósticos, tratamentos e dicas para o controle adequado.

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O que é CID para Diabetes Não Insulino Dependente?

O CID-10 para Diabetes Mellitus Tipo 2 é E11. Essa classificação é usada mundialmente para padronizar a codificação de diagnósticos médicos e facilitar o tratamento e a pesquisa clínica.

CID E11 - Diabetes Mellitus Tipo 2

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a categoria E11 é destinada às formas de diabetes que não requerem insulina desde o início, sendo classificada como não insulino dependente.

A seguir, apresentamos uma visão geral sobre essa condição, seus fatores de risco, sintomas e estratégias de controle.

O que é Diabetes Não Insulino Dependente?

A Diabetes Tipo 2 é uma condição crônica que afeta a forma como o corpo processa a glicose, principal fonte de energia para as células do organismo. Diferentemente do Tipo 1, essa forma de diabetes não necessita de insulina injetável desde o início, pois o corpo ainda produz alguma quantidade do hormônio, embora de forma insuficiente ou com resistência à sua ação.

Fatores de risco

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da Diabetes Tipo 2:

Fatores de RiscoDescrição
IdadePrincipalmente após os 45 anos
ObesidadePrincipal fator associado
SedentarismoFalta de atividade física
Alimentação inadequadaDieta rica em açúcar e gordura
Histórico familiarPresença de parentes com Diabetes
Hipertensão arterialPressão alta pode estar relacionada
DislipidemiaAlterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos
Síndrome metabólicaConjunto de fatores de risco inter-relacionados

Sintomas mais comuns

  • Aumento da sede e da vontade de urinar
  • Fome excessiva
  • Fadiga e fraqueza
  • Visão turva
  • Feridas que demoram a cicatrizar
  • Perda de peso involuntária (em alguns casos)

Diagnóstico da Diabetes Não Insulino Dependente

Para confirmar o diagnóstico de Diabetes Tipo 2, o médico geralmente realiza exames específicos, incluindo:

  • Glicemia de jejum (> 126 mg/dL)
  • Teste de tolerância oral à glicose (> 200 mg/dL após ingestão de glicose)
  • Hemoglobina glicada (HbA1c) (> 6,5%)

Tabela: Critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus (OMS/ADA)

ExameValor de referênciaDiagnóstico
Glicemia de jejum≥ 126 mg/dLDiabetes confirmado
Teste de tolerância à glicose (2h)≥ 200 mg/dL
Hemoglobina glicada (HbA1c)≥ 6,5%
Glicemia aleatória≥ 200 mg/dL com sintomas de hiperglicemiaPode indicar diabetes, confirmação necessária

Importante: Para uma avaliação definitiva, o médico pode solicitar mais de um exame em dias diferentes.

Tratamento e Controle do CID E11

Embora a Diabetes Tipo 2 seja uma condição crônica, ela pode ser controlada e até revertida com mudanças de estilo de vida, medicamentos e acompanhamento médico regular.

Mudanças no estilo de vida

  • Alimentação balanceada, controlando a ingestão de açúcar, carboidratos refinados e gorduras saturadas
  • Prática regular de exercícios físicos (pelo menos 150 minutos por semana)
  • Perda de peso, se necessário
  • Controle do estresse e sono adequado
  • Evitar o consumo de álcool e tabaco

Medicamentos

Na maioria dos casos, o tratamento envolve o uso de medicamentos orais, como:

  • Metformina
  • Sulfonilureias
  • Inibidores de DPP-4
  • Inibidores de SGLT2

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de insulina ou terapias combinadas, especialmente em estágios mais avançados ou com resistência ao tratamento.

Citação:
"A prevenção e o manejo adequado do diabetes dependem de uma abordagem multidisciplinar, que envolva paciente, médico e equipe de saúde." — Dr. João Silva, endocrinologista.

Tabela: Opções de tratamento para Diabetes Tipo 2

Tipo de tratamentoDescrição
Mudanças no estilo de vidaAlimentação, atividade física e controle de peso
Medicamentos oraisControlam a glicemia e outros fatores de risco
InsulinaQuando necessário, para controle mais rígido
Monitoramento contínuoControle da glicemia por dispositivos específicos

Como prevenir a Diabetes Não Insulino Dependente?

Algumas ações podem ajudar a prevenir ou retardar o aparecimento do CID E11:

  • Manter uma alimentação equilibrada
  • Praticar atividade física regularmente
  • Manter o peso corporal adequado
  • Controlar a pressão arterial e o colesterol
  • Realizar exames periódicos de glicemia

Para mais informações, visite o site do Ministério da Saúde aqui.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a diferença entre Diabetes Tipo 1 e Tipo 2?

A principal diferença é que o Tipo 1 é uma condição autoimune que destrói as células produtoras de insulina, exigindo insulina injetável desde o início. Já o Tipo 2 ocorre por resistência à insulina e deficiência relativa, podendo ser controlada inicialmente com mudanças no estilo de vida e medicamentos orais.

2. Como sei se tenho diabetes tipo 2?

Se apresentar sintomas como sede excessiva, aumento da frequência urinária, visão turva ou fadiga, consulte um médico para realizar exames específicos de glicemia e HbA1c.

3. A diabetes tipo 2 pode ser revertida?

Em alguns casos, especialmente com perda de peso significativa e mudanças de estilo de vida, é possível reverter a condição ou mantê-la sob controle efetivo, evitando a necessidade de medicamentos.

4. Quais são os riscos de não tratar a diabetes tipo 2?

Se não for tratada, pode levar a complicações graves como doenças cardíacas, AVC, problemas nos rins, cegueira, amputações e neuropatia periférica.

Conclusão

O CID E11 representa a classificação oficial para a Diabetes Não Insulino Dependente ou Tipo 2, uma condição que exige atenção constante para evitar complicações graves. A combinação de uma alimentação equilibrada, exercícios físicos, monitoramento regular e, quando necessário, medicamentos, é fundamental para um controle eficaz.

A prevenção, diagnóstico precoce e uma abordagem multidisciplinar podem transformar a vida de quem convive com essa condição, promovendo uma maior qualidade de vida e bem-estar.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10)
  2. American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes—2023. Diabetes Care, 46(Suppl 1), S1–S147.
  3. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. Acessado em 2023

Considerações finais

Gerenciar a Diabetes Não Insulino Dependente exige compromisso, acompanhamento médico constante e adesão às recomendações de saúde. Quanto mais cedo se detectar a condição e iniciar o tratamento, maiores são as chances de uma vida saudável e livre de complicações.