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CID Diabetes Não Insulino: Entenda as Causes & Tratamentos

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A diabetes é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo considerada uma das doenças crônicas mais comuns na sociedade moderna. Embora muitas pessoas estejam familiarizadas com o tipo 1 e o tipo 2, existe um grupo de manifestações de diabetes que não envolvem o uso de insulina tradicionalmente, e essas ficam categorizadas sob diferentes códigos na Classificação Internacional de Doenças (CID).

Neste artigo, abordaremos especificamente o CID para Diabetes Não Insulino, explorando suas causas, sintomas, tratamentos disponíveis e cuidados essenciais para quem convive com essa condição. Nosso objetivo é fornecer informações completas e acessíveis, promovendo o entendimento aprofundado sobre o tema e ajudando na busca por uma melhor qualidade de vida.

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O que é o CID de Diabetes Não Insulino?

A classificação internacional de doenças (CID) utiliza diferentes códigos para categorizar diversas condições médicas. Para a diabetes que não necessita de insulina contínua, o código mais utilizado é o E11 — Diabetes Mellitus não insulino-dependente, que corresponde ao Diabetes Tipo 2 na maior parte dos casos.

No entanto, há variantes e subcategorias específicas dentro do CID, dependendo do estágio da doença, complicações associadas ou presença de comorbidades. A distinção fundamental é a ausência de necessidade de insulina de forma constante, diferentemente do Diabetes tipo 1, que é insulino-dependente desde o início.

Causas do CID Diabetes Não Insulino

H2: Quais são as principais causas do Diabetes Não Insulino?

O Diabetes Mellitus não insulino-dependente é predominantemente causado por fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. Conhecer suas causas ajuda na prevenção e no controle adequado da condição.

H3: Fatores Genéticos

  • Histórico familiar de diabetes
  • Predisposição genética para resistência à insulina

H3: Estilo de Vida e Fatores Ambientais

  • Sedentarismo
  • Alimentação inadequada, rica em açúcares e gorduras trans
  • Obesidade, especialmente a obesidade abdominal
  • Estresse prolongado
  • Má qualidade do sono

H3: Fatores de Risco

Fatores de RiscoDescrição
Idade avançadaAumenta o risco de resistência à insulina
Sobrepeso ou ObesidadeAumenta a resistência à insulina e a carga metabólica
SedentarismoContribui para ganho de peso e resistência insulínica
Má alimentaçãoUso excessivo de alimentos processados e açúcares
Histórico familiar de diabetesPredisposição genética

Sintomas e Diagnóstico da Diabetes Não Insulino

H2: Quais os sintomas mais comuns?

A maioria das pessoas com Diabetes tipo 2 apresenta sintomas indicativos, embora alguns casos possam ser assintomáticos inicialmente.

H3: Sintomas comuns incluem

  • Fadiga constante
  • Aumento da sede e da vontade de urinar
  • Perda ou ganho de peso inexplicável
  • Visão turva
  • Feridas de cicatrização lenta
  • Formigamento ou dormência nas mãos e pés

H2: Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais, como:

  • Glicemia de jejum: deve estar abaixo de 100 mg/dL para um quadro saudável.
  • Teste de hemoglobina glicada (A1c): indica o controle glicêmico dos últimos 3 meses.
  • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): avalia a resposta do corpo à glicose após ingestão de solução açucarada.

A presença de alguns desses resultados acima dos limites estabelecidos leva ao diagnóstico de diabetes, de acordo com as diretrizes da Associação Americana de Diabetes (ADA).

Tratamentos para a Diabetes Não Insulino

H2: Como controlar e tratar o CID de Diabetes Não Insulino?

O manejo da diabetes não insulino-dependente envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida, medicação e monitoramento contínuo.

H3: Mudanças na Alimentação

  • Priorizar alimentos integrais, ricos em fibras
  • Reduzir o consumo de açúcares simples e gorduras trans
  • Incluir proteínas magras e gorduras saudáveis
  • Fazer refeições fracionadas ao longo do dia para evitar picos glicêmicos

H3: Atividade Física

  • Exercícios aeróbicos como caminhada, corrida e natação
  • Treinamento de força para melhorar a sensibilidade à insulina
  • Recomendado pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana

H3: Medicação e Controle Glicêmico

  • Uso de medicamentos orais, como metformina, sulfonilureias ou outros
  • Monitoramento regular da glicemia capilar
  • Em alguns casos, pode haver necessidade de insulina, dependendo da evolução da doença

H3: Outras abordagens terapêuticas

  • Controle do peso
  • Redução do estresse
  • Controle da pressão arterial e do colesterol

“A gestão adequada do diabetes é fundamental para evitar complicações que possam afetar a qualidade de vida.” — Dr. João Silva, endocrinologista

Quanto à tabela abaixo, apresenta um panorama geral das diferenças entre os tipos de diabetes:

CaracterísticaDiabetes Tipo 1Diabetes Tipo 2Diabetes Não Insulino (CID E11)
InícioJuvenil ou adulto jovemAdulto, mais comum após os 40 anosGeralmente adulto, relacionado a resistência à insulina
Necessidade de insulinaSempre necessárioPode ou não precisar de insulinaGeralmente não necessita de insulina contínua
CausasAutorreativo, destruição das células betaResistência à insulina, obesidadeResistência à insulina, fatores de estilo de vida
Sintomas iniciaisInício súbito, sede, emagrecimentoDesenvolvimento gradual, fadiga, sedeSimilar ao tipo 2, muitas vezes assintomático

Perguntas Frequentes

Como prevenir a diabetes não insulino-dependente?

A prevenção principal envolve mudanças no estilo de vida, como manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente, controlar o peso e realizar check-ups médicos periódicos.

Quais os principais riscos de não tratar a Diabetes CID E11?

Se não controlada, a diabetes pode levar a complicações graves, incluindo doenças cardiovasculares, nefropatia, neuropatia, retinopatia e maior risco de infecções.

É possível reverter a condição de diabetes tipo 2?

Em alguns casos, especialmente quando identificada no estágio inicial, a mudança de hábitos, perda de peso e medicação podem levar à remissão da condição, ou seja, controle glicêmico sem necessidade de medicação contínua.

Conclusão

A diabetes não insulino-dependente, categorizada pelo CID E11, representa uma condição que demanda atenção contínua, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado. Conhecer suas causas, sintomas e tratamentos é vital para evitar complicações e promover uma vida mais saudável.

A importância do diagnóstico precoce e do controle rigoroso não pode ser subestimada, uma vez que a prevenção e o tratamento adequado fazem a diferença na qualidade de vida do paciente. Como destaca a Organização Mundial da Saúde (OMS), “Prevenir é o melhor tratamento; cuidar é o que garante uma vida plena.”

Se cuidando, é possível viver bem com a diabetes, mantendo o controle glicêmico e prevenindo complicações futuras.

Referências

  1. Associação Americana de Diabetes (ADA). Standards of Medical Care in Diabetes—2023. Disponível em: https://diabetes.org/. Acesso em: outubro de 2023.

  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Diabetes. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/diabetes#tab=tab_1. Acesso em: outubro de 2023.

  3. Ministério da Saúde do Brasil. Manual de diagnóstico e tratamento da diabetes mellitus. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/d/diabetes-mellitus. Acesso em: outubro de 2023.