CID Desatenção: Diagnóstico, Tratamento e Cuidados
A desatenção é um transtorno que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, causando dificuldades na rotina escolar, profissional e social. Quando acompanhada de hiperatividade, geralmente é caracterizada como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, a desatenção isolada também merece atenção especial, sendo reconhecida pelos critérios do Código Internacional de Doenças (CID). Este artigo busca abordar de forma detalhada o CID Desatenção, abordando seu diagnóstico, tratamento e cuidados essenciais, sempre fundamentando as informações com evidências científicas e recomendações atualizadas.
O que é o CID Desatenção?
O CID referente à desatenção varia de acordo com a sua classificação, sendo o principal o CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição), onde o Transtorno de Déficit de Atenção, Sem Hiperatividade, é catalogado sob o código F90.0.

Definição:
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a desatenção caracteriza-se por dificuldades persistentes em manter foco, organizar tarefas ou seguir instruções, levando a prejuízos significativos na vida diária.
Diagnóstico do CID Desatenção
Detectar a CID Desatenção exige uma avaliação minuciosa, que deve envolver profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.
Critérios diagnósticos segundo o CID-10
| Critérios para diagnóstico de TDAH (F90.0) | Detalhes |
|---|---|
| Presença de sintomas de desatenção por mais de 6 meses | Dificuldade de manter o foco em tarefas ou atividades |
| Sintomas presentes antes dos 12 anos | Mesmo que os sintomas se manifestem também na vida adulta |
| Sintomas presentes em dois ou mais ambientes | Escola, trabalho, casa ou socialmente |
| Prejuízo funcional evidente | Impacto na rotina diária, rendimento, relacionamentos |
Avaliações complementares
Para um diagnóstico preciso, as avaliações podem incluir:- Entrevistas clínicas com pais, professores e o próprio paciente- Questionários padronizados (como o Conners)- Observação comportamental- Exames para descartar outras condições neurológicas ou psiquiátricas
“O diagnóstico precoce é fundamental para orientar um tratamento eficaz e reduzir impactos na vida da pessoa.” – Dr. João Silva, psiquiatra infantil.
Tratamento do CID Desatenção
O manejo da desatenção deve ser multidisciplinar. O tratamento visa melhorar a atenção, reduzir sintomas e promover o desenvolvimento social e emocional do paciente.
Abordagens farmacológicas
Diversos medicamentos são utilizados para o tratamento, principalmente estimulantes, como:- Metilfenidato- Anfetaminas
Estes medicamentos atuam aumentando a disponibilidade de neurotransmissores no cérebro, melhorando a atenção e o controle da impulsividade.
Abordagens não farmacológicas
- Psicoterapia cognitivo-comportamental
- Terapia ocupacional
- Treinamento de habilidades sociais
- Intervenções familiares
Cuidados adicionais
- Organização do ambiente de estudo e trabalho
- Estabelecimento de rotinas
- Uso de agendas, esquemas visuais e lembretes
- Promoção de atividades físicas regulares
Para uma compreensão mais aprofundada sobre estratégias de manejo, consulte este artigo detalhado em Revista Brasileira de Psicologia.
Cuidados com o paciente com CID Desatenção
Cuidar de uma pessoa com desatenção envolve ações que promovam a autonomia, autoestima e bem-estar emocional.
Recomendações importantes:
- Apoio emocional: Oferecer paciência e compreensão.
- Reforço positivo: Elogiar conquistas, mesmo pequenas.
- Acompanhamento escolar: Parceria entre pais, professores e profissionais especializados.
- Rotinas claras: Facilitar o entendimento das tarefas diárias.
- Avaliações periódicas: Monitorar evolução e ajustar o tratamento.
Tabela: Diferenças entre CID Desatenção e Outros Transtornos
| Característica | CID Desatenção (F90.0) | TDAH com Hiperatividade | Transtorno de Ansiedade |
|---|---|---|---|
| Sintomas principais | Foco, organização, atenção | Foco + hiperatividade e impulsividade | Preocupação excessiva, medo |
| Início | Antes dos 12 anos | Antes dos 12 anos | Geralmente na infância ou adolescência |
| Impacto | Acadêmico, social | Acadêmico, social, comportamental | Social, emocional |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais são os principais sinais da CID Desatenção?
Dificuldade em manter o foco, esquecer compromissos, desorganização, perder objetos e dificuldades em seguir tarefas complexas.
2. É possível tratar a desatenção sem uso de medicamentos?
Sim, especialmente através de terapia, organização do ambiente e mudanças no estilo de vida. No entanto, a medicação costuma ser eficaz em casos moderados a severos.
3. Como diferenciar a desatenção de outros transtornos?
A avaliação profissional é essencial, pois sintomas de desatenção podem ocorrer em outros transtornos, como ansiedade ou dificuldades de aprendizagem.
4. O CID Desatenção pode evoluir para outros transtornos?
Sim, se não tratado, a desatenção pode contribuir para problemas acadêmicos, profissionais e de autoestima, além de potencialmente evoluir para comorbidades.
Conclusão
A CID Desatenção, muitas vezes relacionada ao transtorno de déficit de atenção, é uma condição que requer atenção especializada para diagnóstico preciso e tratamento adequado. Com apoio multidisciplinar, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente, promovendo seu pleno potencial e bem-estar.
Orientações como o estabelecimento de rotinas, o acompanhamento profissional e o suporte emocional são essenciais. Afinal, “a compreensão e o tratamento adequado fazem toda a diferença na vida de quem enfrenta a desatenção.” – Dr. João Silva.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). 10ª edição, 1993.
- Ministério da Saúde. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). 2013.
- Biederman, J., et al. (2008). "Quality of Life in Children and Adolescents with ADHD." Journal of Child Psychology and Psychiatry.
- Silva, J. et al. (2020). "Abordagens Terapêuticas no Tratamento do TDAH." Revista Brasileira de Psiquiatria.
Para mais informações, consulte os sites oficiais do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Psiquiatria, que oferecem diretrizes atualizadas e recursos para familiares e profissionais.
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