MDBF Logo MDBF

CID Densitometria Óssea: Entenda Como Avaliar a Saúde Óssea

Artigos

A saúde óssea é fundamental para garantir qualidade de vida, mobilidade e autonomia ao longo dos anos. Com o envelhecimento, a densidade mineral óssea tende a diminuir, aumentando o risco de fraturas e outras complicações. Para identificar precocemente essas alterações, a densitometria óssea, também conhecida como exame de avaliação da densidade mineral óssea, tornou-se uma ferramenta essencial na medicina preventiva e no tratamento de doenças ósseas, especialmente a osteoporose.

Este artigo explora o conceito de CID Densitometria Óssea, suas indicações, procedimentos, interpretações e a importância do diagnóstico precoce para a saúde óssea.

cid-densitometria-ossea

O que é a Densitometria Óssea?

A densitometria óssea é um exame de rastreamento que mede a densidade mineral dos ossos, principalmente na coluna lombar, quadril e com os braços, possibilitando a avaliação do risco de fraturas. O método mais utilizado é a absorciometria por emissão de raios X de dupla energia (DXA ou DEXA).

Como funciona o exame?

O aparelho de densitometria emite uma quantidade controlada de raios X que atravessa o osso a ser avaliado. A quantidade de radiação que chega ao detector é inversamente proporcional à densidade mineral óssea do local avaliado. Quanto maior a densidade, maior a resistência do osso, indicando maior saúde óssea.

Importância do CID na Densitometria Óssea

CID refere-se ao Código Internacional de Doenças (CID-10), utilizado para codificar condições médicas. Para o exame de densitometria óssea, o CID relevante pode variar conforme a indicação clínica, como osteoporose, osteopenia, ou risco de fraturas.

Como o CID auxilia no diagnóstico?

A codificação correta do CID permite que o exame seja interpretado dentro do contexto clínico, facilitando o planejamento do tratamento e o uso de sistemas de saúde públicos e privados.

Indicações para Realização da Densitometria Óssea

Segundo o Ministério da Saúde, a densitometria óssea é indicada para pessoas:

  • Com idade igual ou superior a 65 anos, independentemente de fatores de risco;
  • Com idade entre 50 e 64 anos, se apresentarem fatores de risco para osteoporose;
  • Com história de fratura relacionada à fragilidade óssea;
  • Com doenças que possam afetar a densidade mineral óssea, como hipotireoidismo, patologias renais, ou uso de corticosteroides;
  • Pós-menopausa, com fatores de risco adicionais.

É importante destacar que a realização regular do exame ajuda na detecção precoce de alterações que podem evoluir para osteoporose, muitas vezes sem sintomas prévios.

Como é realizado o exame de densitometria óssea?

Procedimento

O exame é rápido, indolor e não invasivo. Geralmente dura cerca de 10 a 20 minutos e consiste nos seguintes passos:

  • O paciente deita sobre a mesa do aparelho;
  • O scanner realiza a leitura, direcionando o feixe de raios-X ao local avaliado;
  • O resultado é gerado em forma de densitometria, que indicará a densidade mineral óssea.

Cuidados pré-exame

  • Não há necessidade de jejum;
  • Informar se há gravidez ou suspeita de gravidez;
  • Comunicar uso de medicamentos que possam afetar a densidade óssea.

Interpretação dos Resultados

Os resultados do exame de densitometria óssea são apresentados em T-score e Z-score, que indicam a comparação da densidade óssea do paciente com os valores médios de adultos jovens (T-score) ou de pessoas da mesma faixa etária (Z-score).

TermoSignificadoValor de Referência
T-scoreComparação com adultos jovens de mesma raça e sexo-1,0 ou superior: normal
Entre -1,0 e -2,5: osteopenia
-2,5 ou inferior: osteoporose
Z-scoreComparação com pessoas da mesma idadeDentro do intervalo normal

Classificação segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

  • Normal: T-score ≥ -1,0
  • Osteopenia: T-score entre -1,0 e -2,5
  • Osteoporose: T-score ≤ -2,5
  • Hipertensão osteoporótica: T-score entre -2,5 e -1,0 com fraturas prévias ou fatores de risco

Tratamento e Prevenção

A detecção precoce por meio da densitometria óssea permite a implementação de estratégias para fortalecer os ossos, como mudanças no estilo de vida, alimentação adequada e medicamentos específicos, quando necessários.

Estilo de vida saudável

  • Alimentação rica em cálcio e vitamina D;
  • Prática regular de exercícios físicos, especialmente de resistência e impacto moderado;
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Tratamentos medicamentosos

Medicamentos como bisfosfonados podem ser prescritos para pacientes com osteoporose confirma

da ou alto risco de fratura, sempre sob orientação médica.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quem deve fazer uma densitometria óssea?
Indivíduos acima de 65 anos, mulheres na pós-menopausa, pessoas com histórico familiar de osteoporose, ou que apresentem fatores de risco como uso prolongado de corticosteroides, doenças crônicas, entre outros.

2. A densitometria óssea é segura?
Sim, o exame utiliza uma dose mínima de radiação, considerada segura para a maioria dos pacientes.

3. Com que frequência devo fazer o exame?
Geralmente, recomenda-se uma reavaliação a cada 2 anos, mas a periodicidade deve ser orientada pelo médico, considerando o quadro clínico do paciente.

4. A densitometria detecta apenas osteoporose?
Principalmente, ela avalia a densidade mineral óssea, sendo fundamental para diagnóstico de osteoporose e osteopenia; outros exames podem ser necessários para detectar causas específicas de alterações ósseas.

Benefícios da Avaliação Precose com CID Densitometria Óssea

A realização do exame de densitometria com a codificação correta (CID) possibilita um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, contribuindo para a redução do risco de fraturas e complicações futuras. Como afirma a especialista em ortopedia, Dra. Helena Monteiro, “prevenir é sempre melhor do que remediar, e o exame de densitometria ajuda na prevenção de fraturas que podem comprometer a independência do paciente”.

Considerações Finais

A densitometria óssea é uma ferramenta clínica indispensável na avaliação da saúde mineral dos ossos. Sua correta indicação, realização e interpretação são essenciais para prevenir complicações graves, especialmente em populações de risco, como idosos e mulheres na pós-menopausa.

Se você se enquadra nesse perfil, procure seu médico para uma avaliação adequada e considere a densitometria como uma estratégia de cuidado com sua saúde óssea.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo de Osteoporose. Brasília: MS, 2020.
    2.World Health Organization. Assessment of fracture risk and its application to screening for postmenopausal osteoporosis. WHO Technical Report Series, No. 843, 1994.
  2. Silva, A. et al. Densitometria óssea: indicações, procedimentos e interpretações. Revista Brasileira de Reumatologia, 2019.
  3. Associação Brasileira de Osteoporose e Osteometabolismo (ABOOM)
  4. Ministério da Saúde - Protocolo de Osteoporose

Conclusão

A avaliação da densidade mineral óssea por meio da densitometria é um procedimento seguro, eficaz e fundamental na detecção precoce de osteopenia e osteoporose. Com o diagnóstico oportuno, é possível implementar medidas preventivas e tratamentos que garantam a saúde e a qualidade de vida, fortalecendo os ossos e prevenindo fraturas. Não deixe sua saúde óssea de lado; cuide-se e consulte seu médico regularmente para manutenção de uma vida ativa e saudável.