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CID Dengue Clássico: Guia Completo Sobre o Vírus

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A dengue é uma doença bastante comum em regiões tropicais e subtropicais, representando um desafio constante para os sistemas de saúde mundiais. Conhecida por suas manifestações clínicas variadas, a dengue pode ir desde uma forma assintomática até quadros graves ameaçadores à vida, como a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue.

No Brasil, a classificação e codificação da dengue seguem normas estabelecidas pela Classificação Internacional de Doenças (CID), gerenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Este artigo tem como foco principal o CID Dengue Clássico, que corresponde à forma mais comum e considerada não grave da doença.

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Este guia completo aborda desde a definição do CID, seus aspectos clínicos, epidemiologia, prevenção, além de responder às perguntas frequentes, para que você possa compreender melhor o que é a dengue clássica e como se proteger.

O que é o CID Dengue Clássico?

O que significa o termo "CID"?

O termo CID refere-se à Classificação Internacional de Doenças, um sistema padronizado utilizado por profissionais de saúde para classificar e codificar doenças e condições de saúde. Cada doença possui um código específico, facilitando registros, estatísticas e tratamentos.

Código CID para dengue clássica

O código CID que representa a dengue na sua forma clássica é:

Código CIDDescriçãoTipo de Dengue
A90Dengue clássicaForma não grave
A90.0Dengue com sinais iniciaisInício da infecção
A90.9Dengue, não especificadaForma geral da doença

“A classificação correta é fundamental para o manejo clínico e para a elaboração de dados epidemiológicos precisos.” — OMS

Características do CID Dengue Clássico

Definição e quadro clínico

A dengue clássica, codificada principalmente pelo código A90, manifesta-se por sintomas que geralmente incluem febre alta súbita, dores musculares intensas, dores nas articulações, erupções cutâneas e outros sinais associados às formas iniciais da infecção pelo vírus.

Sintomas comuns

  • Febre alta repentina (geralmente acima de 38,5°C)
  • Dores musculares e nas articulações (conhecidas como febre quebra-ossos)
  • Dor de cabeça severa
  • Dor atrás dos olhos
  • Erupções cutâneas
  • Náuseas e vômitos
  • Fadiga e indisposição

Diferenciação do quadro grave

A dengue clássica não apresenta sinais de complicações hemorrágicas ou choque. Os sintomas costumam durar entre 2 a 7 dias, com recuperação total na maioria dos casos.

Epidemiologia da Dengue Clássica

Distribuição geográfica

A dengue é endêmica em muitas regiões do Brasil, especialmente na Região Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Dados da Ministerio da Saúde indicam que as áreas com maior incidência são aquelas com maior fluxo de água parada, ambiente propício para o Aedes aegypti.

Grupos de risco

Todos podem contrair dengue, mas certos grupos, como crianças, idosos e pessoas com deficiência imunológica, podem apresentar formas mais leves ou mais graves. O agravo do CID dengue clássico se dá pela alta transmissão nas regiões urbanas e pelo desconhecimento das medidas preventivas.

Diagnóstico do CID Dengue Clássico

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico clínico é baseado na história do paciente e na avaliação dos sintomas. Exames laboratoriais, como hemograma, testes de antígeno NS1 e sorologia (anti-dengue IgM e IgG), podem confirmar a infecção.

Diagnóstico diferencial

Outras doenças febris agudas, como chikungunya, zika vírus e febre tifóide, devem ser diferenciadas para evitar complicações ou tratamentos inadequados.

Prevenção e Controle

Medidas individuais

  • Eliminar criadouros do Aedes aegypti (água parada, pneus, caixas d'água destampadas)
  • Uso de repelentes e roupas que cubram os braços e pernas
  • Instalação de telas em portas e janelas

Medidas coletivas

  • Fiscalização urbana e sanitária
  • Campanhas de conscientização
  • Programas de controle do vetor

Recursos tecnológicos

O Ministério da Saúde oferece informações atualizadas em sua Plataforma de Vigilância em Saúde, ajudando na gestão de campanhas de combate ao mosquito.

Tabela Resumo do CID Dengue Clássico

AspectoDetalhes
Código CIDA90, A90.0, A90.9
Forma da doençaNão grave, febre, sintomas inespecíficos
Sintomas principaisFebre, dores musculares, dor de cabeça, erupções cutâneas
Duração2 a 7 dias
ComplicaçõesGeralmente ausentes na forma clássica

Período de incubação e evolução

O período de incubação da dengue clássica é de aproximadamente 4 a 10 dias após a picada do mosquito infectado. A febre geralmente dura de 2 a 7 dias, seguida de melhora dos sintomas.

Perguntas Frequentes

1. Como diferenciar dengue clássica de formas graves?

A dengue clássica apresenta sintomas leves a moderados, sem sinais de hemorragia ou choque. Já a forma grave inclui sangramentos, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sinais de choque, exigindo atendimento imediato.

2. Quanto tempo leva para se recuperar da dengue clássica?

A recuperação completa costuma ocorrer entre 7 a 10 dias após o início dos sintomas, dependendo do estado de saúde do paciente.

3. O que fazer se suspeitar de dengue?

Procure uma unidade de saúde para avaliação clínica e, se necessário, realização de exames laboratoriais. Evite medicamentos à base de ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios sem orientação médica, pois podem aumentar o risco de sangramento.

4. Existe vacina contra a dengue?

Sim, a vacina Dengvaxia (CYD-TDV) é uma das opções, indicada para pessoas previamente infectadas. Consulte seu médico para orientações específicas.

5. Como prevenir a dengue na minha região?

Eliminando os criadouros do mosquito, usando repelentes, instalando telas e participando de campanhas de combate ao vetor.

Conclusão

A dengue clássica, representada pelo CID A90 e seus subcódigos, é a forma mais comum da doença e, na maioria dos casos, possui um curso benigno. Entretanto, sua prevenção requer cuidado contínuo, controle ambiental e conscientização. A busca por diagnóstico precoce e o manejo adequado evitam complicações e salvam vidas.

A importância do entendimento sobre o CID dengue clássico reside na facilidade de identificação, registro e tratamento adequado, contribuindo para o controle epidemiológico da doença.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Dengue: informações e ações de controle. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/d/dengue
  2. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  3. Santos, R. F. et al. Aspectos clínico-epidemiológicos da dengue na América Latina. Revista Brasileira de Medicina, 2021.

Considerações finais

A conscientização e a prevenção continuam sendo as melhores armas contra a dengue. Conhecer o CID associado, os sintomas, o ciclo de transmissão e as medidas preventivas é fundamental para evitar surto e facilitar o diagnóstico precoce. Mantenha-se atualizado e contribua para o combate contra essa doença que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

Nota: Este artigo é informativo e não substitui aconselhamento médico. Em caso de sintomas suspeitos, procure um profissional de saúde.