CID Delirium Hipoativo: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
O delírio é uma condição clínica complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente idosos. Uma das suas formas menos reconhecidas e frequentemente subdiagnosticadas é o delírio hipoativo, que apresenta sintomas diferentes do delírio agitado e muitas vezes passa despercebido na avaliação inicial. Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão aprofundada sobre o CID do delirium hipoativo, abordando seus sintomas, diagnóstico, tratamento eficaz e estratégias para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o delírio é uma síndrome neuropsiquiátrica que se manifesta por alterações agudas no estado mental, marcadas por atenção ausente ou flutuante, desorientação, e perturbações cognitivas.

O que é o CID do Delirium Hipoativo?
O CID (Código Internacional de Doenças) que corresponde ao delírio é o F05, classificado na Classificação Internacional de Doenças da OMS. Dentro dessa classificação, o delirium hipoativo refere-se a uma forma particular do quadro que se caracteriza por sintomas mais sutis e depressivos, muitas vezes subestimados.
Delirium hipoativo é um subtipo de delírio em que o paciente apresenta lentidão, apatia, diminuição da atenção e resposta emocional deprimida, diferentemente do delírio hiperativo, que caracteriza agitação e comportamento inquieto.
Sintomas do Delirium Hipoativo
H2: Sintomas principais do Delirium Hipoativo
O delírio hipoativo apresenta um conjunto de sinais que, muitas vezes, são confundidos com outras condições, como depressão ou fadiga. Conhecê-los ajuda na identificação precoce e intervenção adequada.
H3: Sintomas cognitivos
- Lentidão de raciocínio
- Diminuição da atenção
- Desorientação em tempo e espaço
- Problemas de memória
H3: Sintomas comportamentais
- Letargia
- Sonolência excessiva
- Apatia e isolamento social
- Redução da expressão emocional
- Resposta emocional reduzida
H3: Sintomas fisiológicos
- Perda de apetite
- Diminuição da vigilância
- Relaxamento dos reflexos ou movimentos lentos
Tabela 1: Sintomas do Delirium Hipoativo
| Categoria | Sintomas |
|---|---|
| Cognitivos | Lentidão, desatenção, confusão |
| Comportamentais | Letargia, isolamento, apatia |
| Fisiológicos | Sonolência, perda de apetite, fadiga |
| Emoções | Resposta emocional reduzida, desmotivação |
Diagnóstico do CID do Delirium Hipoativo
H2: Como identificar o delirium hipoativo?
O diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde qualificado, preferencialmente um médico neurologista ou psiquiatra, com base em critérios clínicos e exames complementares.
H3: Critérios diagnósticos segundo o DSM-5 e CID-10
De acordo com o CID-10, o delírio caracteriza-se por uma alteração aguda na atenção e na consciência, acompanhada por alterações cognitivas. Especificamente, o delirium hipoativo pode ser identificado quando há predominância de sintomas depressivos e de lentidão.
H3: Exames complementares
- Avaliação neurológica
- Exames laboratoriais (hemograma, eletrólitos, função hepática e renal)
- Neuroimagem (TC ou MRI) para excluir outras causas
- Avaliação farmacológica (uso de medicamentos que possam contribuir)
H2: Diferença entre delírio hiperativo e hipoativo
| Característica | Delírio Hiperativo | Delírio Hipoativo |
|---|---|---|
| Sintomas predominantes | Agitação, inquietação | Lentidão, letargia |
| Resposta ao estímulo | Agressividade, confusão verbal | Apática, quieta |
| Risco de diagnóstico errado | Comumente reconhecido inicialmente | Subestimado, muitas vezes não detectado |
Tratamento do CID do Delirium Hipoativo
H2: Abordagem terapêutica eficaz
O tratamento do delírio hipoativo deve ser multidisciplinar, focado na causa subjacente, na melhora dos sintomas e na prevenção de complicações.
H3: Identificação e tratamento da causa
A causa do delírio é frequentemente multifatorial. As principais incluem:
- Infecções (como pneumonia, infecção urinária)
- Desequilíbrios eletrolíticos
- Uso de medicamentos sedativos ou hipnóticos
- Condições metabólicas ou neurológicas
Citação:
"Prevenir o delírio é uma prioridade na assistência ao idoso, pois ele está associado a maior mortalidade e dificuldades funcionais." — Organização Mundial de Saúde (OMS)
H3: Intervenções farmacológicas
- Suspensão ou ajuste de medicamentos sedativos ou antipsicóticos, quando possível
- Uso de medicamentos com cautela e sob supervisão médica
- Medicamentos para tratar as condições subjacentes (antibióticos, correção de eletrólitos)
H3: Cuidados não farmacológicos
- Ambiente calmo, bem iluminado e seguro
- Reforço na orientação e estímulo cognitivo baseado nas capacidades do paciente
- Manutenção do ritmo de sono
- Incentivo à mobilização e à hidratação adequada
- Apoio de familiares e cuidadores
H3: Prevenção do Delirium Hipoativo
Estratégias incluem a avaliação periódica do estado cognitivo, modificação de medicamentos que possam contribuir, e cuidados com as condições de saúde do paciente.
H2: Quando procurar ajuda especializada?
Se o paciente apresentar sinais de delírio, especialmente o hipoativo, é fundamental procurar assistência médica de forma rápida. A intervenção precoce reduz complicações e melhora o prognóstico.
Estratégias de Contato e Recursos úteis
Para mais informações sobre o tratamento e cuidados com o delírio, acesse:
Perguntas Frequentes
H2: O que diferencia o delírio hipoativo de outros transtornos?
Resposta: O delírio hipoativo se caracteriza por lentidão, apatia e redução do nível de consciência, enquanto outros transtornos como depressão podem apresentar sintomas semelhantes, mas com diferenças na evolução e resposta aos estímulos.
H2: É possível prevenir o delírio hipoativo?
Resposta: Sim, com monitoramento frequente, manejo adequado de medicamentos, bom estado nutricional, estímulos cognitivos e cuidados médicos contínuos, é possível reduzir o risco.
H2: Qual a probabilidade de recuperação do paciente com delírio hipoativo?
Resposta: Com diagnóstico precoce e tratamento adequado da causa subjacente, grande parte dos pacientes apresenta melhora significativa, embora a recuperação completa dependa de fatores individuais e do estado geral de saúde.
Conclusão
O delírio hipoativo é uma condição clínica que requer atenção diferenciada devido à sua apresentação discreta e potencial de subdiagnóstico. Sua identificação precoce, entendimento dos sintomas e abordagem terapêutica adequada podem fazer a diferença na recuperação do paciente e na qualidade de vida, especialmente na população idosa.
Analisar o quadro clínico cuidadosamente, buscar causas tratáveis e implementar estratégias de cuidado multidisciplinar são essenciais para o sucesso do tratamento. A conscientização e capacitação dos profissionais de saúde e familiares são fatores-chave para lidar com essa condição de forma eficaz.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª edição. 2016.
- American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5). 2013.
- Ministerio da Saúde. Guia de Saúde do Idoso. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Manual de Práticas Clínicas. 2021.
- Inouye, S. K. et al. Delirium in elderly people. The Lancet, 2014.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de promover conhecimento e aprimorar a abordagem clínica do CID do delirium hipoativo, contribuindo para melhores práticas em saúde.
MDBF