CID Déficit Auditivo: Guia Completo e Atualizado para Saúde Auditiva
O déficit auditivo é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, impactando a comunicação, a qualidade de vida e o bem-estar emocional de quem vive com essa dificuldade. No Brasil, a classificação internacional de doenças (CID) contempla diversas categorias relacionadas à perda auditiva, facilitando o diagnóstico, o tratamento e a conscientização sobre o tema. Este guia completo foi elaborado para fornecer informações atualizadas, orientações práticas e esclarecer dúvidas frequentes sobre o CID déficit auditivo.
Ao longo deste artigo, exploraremos os aspectos clínicos, históricos, diagnósticos, tratamentos e políticas públicas relacionadas à deficiência auditiva, além de responder às suas principais perguntas. Se você busca entender melhor essa condição ou está buscando informações para melhorar sua saúde auditiva ou de alguém próximo, continue lendo!

O que é CID Déficit Auditivo?
O que significa CID?
CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar patologias, sintomas e fatores relacionados à saúde. Dentro do sistema CID, as doenças e condições relacionadas à audição possuem códigos específicos que auxiliam na documentação, estudos epidemiológicos e na elaboração de políticas de saúde pública.
Como a CID classifica o déficit auditivo?
O deficit auditivo aparece sob diferentes códigos na CID-10, refletindo a diversidade de causas, graus e manifestações da perda de audição. Os principais códigos relacionados ao déficit auditivo incluem:
| Código CID | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| H90 | Perda auditiva neurossensorial | Pode ser uni ou bilateral; surdez cochlear |
| H91 | Perda auditiva condutiva ou mista | Problemas na orelha externa ou média |
| H92 | Otites media e outros transtornos da orelha média | Causas infecciosas ou inflamatórias |
| H90.3 | Perda auditiva neurossensorial bilateral severa | Grau severo, bilateral |
(Fonte: OMS, CID-10)
Tipos de Déficit Auditivo de Acordo com a CID
Perda Auditiva Neurossensorial (H90)
A perda neurossensorial é a mais comum e decorre de danos às células ciliadas na cóclea ou ao nervo auditivo. Pode ser congênita ou adquirida, a partir de exposições a ruídos intensos, envelhecimento, doenças infecciosas ou traumatismos.
Perda Auditiva Condutiva (H90.0)
Ocorre quando há impedimento na condução do som através do ouvido externo ou médio, sendo frequentemente causada por infecções, bloqueios, ou deformidades anatômicas.
Perda Auditiva Mista (H90.2)
Combinação de perda condutiva e neurossensorial, exigindo uma avaliação detalhada para diagnóstico e tratamento adequados.
Causas do Déficit Auditivo
As causas do déficit auditivo podem variar dependendo do tipo, idade e fatores ambientais. Veja algumas causas comuns:
- Exposição a ruídos altos e contínuos
- Envelhecimento natural
- Infecções de ouvido (otites)
- Traumatismos na cabeça
- Malformações congênitas
- Uso excessivo de medicamentos ototóxicos
- Doenças genéticas
- Doenças infecciosas (rubéola, meningite, sarampo)
- Problemas neurológicos
Diagnóstico e Avaliação Clínica
Quais exames são realizados?
O diagnóstico do déficit auditivo envolve uma série de exames clínicos e audiológicos, incluindo:
- Audiometria tonal liminar
- Tympanometria
- Emissões otoacústicas
- Potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE)
Como o diagnóstico é feito?
O profissional de saúde, geralmente um otorrinolaringologista ou audiologista, realiza a avaliação clínica, análise de histórico e os exames acima, permitindo determinar o tipo, grau e causa da perda auditiva.
Tratamentos e Reabilitação Auditiva
Opções de tratamento disponíveis
As abordagens variam conforme a causa e o grau da deficiência, incluindo:
| Tratamento | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Aparelhos auditivos | Amplificadores de som | Perda neurossensorial leve a moderada |
| Cirurgias otológicas | Correção de problemas anatômicos ou otosclerose | Perda condutiva ou mista |
| Implantes cocleares | Dispositivo eletrônico que estimula diretamente o nervo auditivo | Perda neurossensorial severa a profunda |
| Terapias auditivas | Reabilitação audiológica e de comunicação | Complemento ao uso de aparelhos ou implantes |
| Tratamento de infecções | Uso de medicamentos ou procedimentos específicos | Otites e outras infecções |
A importância da reabilitação
A reabilitação auditiva é fundamental para melhorar a comunicação, inclusão social e a qualidade de vida das pessoas com déficit auditivo. Profissionais especializados podem orientar o uso de dispositivos, treinamentos auditivos e estratégias de comunicação.
Prevenção do Déficit Auditivo
Como prevenir a perda auditiva?
Algumas ações simples podem ajudar na prevenção:
- Evitar exposição prolongada a ruídos altos
- Uso adequado de protetores auriculares em ambientes ruidosos
- Manter a higiene adequada dos ouvidos
- Fazer exames audiológicos periódicos, principalmente com o envelhecimento
- Vacinar-se contra doenças infecciosas que podem afetar a audição
- Evitar o uso de medicamentos ototóxicos sem orientação médica
Políticas públicas e acessibilidade
O Brasil possui políticas públicas voltadas à saúde auditiva, incluindo programas de detecção precoce na infância e inclusão de pessoas com deficiência auditiva na sociedade. Conheça a Lei Brasileira de Inclusão, que promove acessibilidade e direitos às pessoas com deficiência.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre perda auditiva e surdez?
A perda auditiva refere-se à diminuição da capacidade de ouvir, que pode ser leve, moderada ou severa, enquanto a surdez é uma forma mais severa, frequentemente considerada a perda auditiva de grau profundo ou total.
2. É possível recuperar a audição perdida?
Depende da causa e do grau do déficit. Muitas vezes, os tratamentos podem restaurar ou melhorar a audição, especialmente na perda condutiva. Para perdas neurossensoriais severas, os dispositivos como implantes cocleares podem proporcionar melhorias significativas.
3. Qual profissional devo procurar se suspeitar de déficit auditivo?
Procure inicialmente um otorrinolaringologista, que pode encaminhar para um audiologista para avaliação detalhada e realização de exames específicos.
4. O déficit auditivo infantil pode ser detectado precocemente?
Sim. A rastreabilidade neonatal e triagem auditiva são essenciais para a detecção precoce, permitindo intervenções que favorecem o desenvolvimento da linguagem e a inclusão social.
5. Como a tecnologia ajuda na reabilitação auditiva?
A evolução tecnológica trouxe dispositivos cada vez mais eficientes, como aparelhos auditivos digitalizados, implantes cocleares e aplicativos de treinamento auditivo, que colaboram para uma melhor adaptação e qualidade de vida.
Conclusão
O CID déficit auditivo é uma classificação fundamental para a compreensão, diagnóstico e tratamento dessa condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Com avanços tecnológicos e políticas públicas de inclusão, é possível oferecer uma melhor qualidade de vida aos indivíduos com perda auditiva, promovendo acessibilidade e inclusão social.
Lembre-se de que a prevenção, o diagnóstico precoce e a reabilitação são essenciais para minimizar os impactos do déficit auditivo. Este guia buscou esclarecer conceitos, formas de tratamento e estratégias de cuidado, contribuindo para uma maior conscientização sobre a saúde auditiva.
Se você suspeita de alguma dificuldade auditiva em si ou em alguém próximo, procure acompanhamento profissional e que os avanços na área possam ajudar a melhorar sua qualidade de vida.
Referências
Organização Mundial da Saúde. CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
Ministério da Saúde. Protocolos de cuidados audiológicos. Disponível em: https://portalms.saude.gov.br
Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l13146.htm
"A audição é a janela para o mundo, e cuidar dela é essencial para uma vida plena e conectada."
MDBF