CID de Queimadura de 2º Grau: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
As queimaduras representam uma das principais causas de acidentes em todo o mundo, podendo variar de leves a graves. Entre elas, a queimadura de segundo grau, também conhecida como queimadura parcial, é uma condição que exige atenção especializada para diagnóstico, tratamento adequado e acompanhamento. Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre o CID de queimadura de 2º grau, abordando critérios diagnósticos, classificações, tratamentos e cuidados essenciais, além de responder às perguntas mais frequentes.
O que é a Queimadura de Segundo Grau?
Definição
A queimadura de segundo grau afeta as camadas mais superficiais e médias da pele, incluindo a epiderme e parte da derme. Ela se caracteriza por apresentar áreas de vermelhidão, dor intensa, formação de bolhas e inchaço.

Sintomas principais
- Vermelhidão e inchaço
- Presença de bolhas com líquidos
- Dor intensa ao toque
- Sensação de queimação
- Possível descoloração da pele, com formação de áreas brancas ou rosadas
Diferenciação de outras queimaduras
| Tipo de Queimadura | Profundidade | Características principais |
|---|---|---|
| Queimadura de 1º Grau | Epidermis | Vermelhidão, dor leve, sem bolhas |
| Queimadura de 2º Grau (superficial) | Camada superficial da derme | Bolhas, vermelhidão intensa, dor, cicatrização em até 3 semanas |
| Queimadura de 2º Grau (profunda) | Camada profunda da derme | Bolhas maiores, cicatrização mais demorada ou necessidade de enxerto |
| Queimadura de 3º Grau | Todas as camadas da pele | Pele necrosada, sem dor inicialmente, necessidade de cirurgia |
CID de Queimadura de 2º Grau
O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão) utiliza o código T23 para as queimaduras, subdividido conforme a profundidade e área afetada:
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| T23.0 | Queimadura de segundo grau, por calor, de uma parte do corpo anterior |
| T23.1 | Queimadura de segundo grau, por calor, de várias partes do corpo anterior |
| T23.2 | Queimadura de segundo grau, por calor, de uma parte do corpo posterior |
| T23.3 | Queimadura de segundo grau, por calor, de várias partes do corpo posterior |
| T23.4 | Queimadura de segundo grau, por calor, de mãos, braços ou pernas |
| T23.5 | Queimadura de segundo grau, por calor, de outras partes específicas |
(Fonte: Ministério da Saúde - CID-10)
Importância do Código CID
O código é fundamental para documentação clínica, estatísticas de saúde pública, elaboração de protocolos de tratamento e reembolso de planos de saúde.
Diagnóstico da Queimadura de Segundo Grau
Avaliação clínica
O diagnóstico é baseado na história do paciente e exame físico detalhado, observando sinais e sintomas típicos.
Exames complementares
- Fotografia da área afetada (para monitoramento)
- Avaliação de gradiente de profundidade, se necessário
- Exame de sangue, em casos de queimaduras extensas
Critérios de gravidade
A avaliação também leva em consideração:
- Extensão da área queimada (% da superfície corporal)
- Localização (por exemplo, face, mãos, pés, área genital, articulações)
- Presença de complicações sistêmicas ou infeções
Tratamento da Queimadura de Segundo Grau
Cuidados iniciais
Primeiros socorros:
- Resfriar imediatamente a área afetada com água em temperatura ambiente por pelo menos 10 minutos
- Remover roupas ou objetos quentes, com cuidado
- Não romper bolhas para evitar infecções
- Cobrir com bandagem estéril, evitando compressão excessiva
Tratamento hospitalar
| Procedimentos | Objetivo |
|---|---|
| Limpeza da ferida | Remover resíduos, prevenir infecção |
| Aplicação de pomadas antimicrobianas | Reduzir risco de infecção |
| Analgesia | Controlar a dor |
| Troca de curativos | Manutenção da higiene e proteção da ferida |
| Avaliação cirúrgica (se necessário) | Para casos de queimaduras profundas ou com complicações |
Cuidados específicos
Hidratação e nutrição: essenciais para recuperação adequada.
Controle da dor: uso de analgésicos e anti-inflamatórios conforme orientação médica.
Prevenção de infecção: administração de antibióticos quando indicado e cuidados com higiene.
Tratamentos avançados
- Procedimentos cirúrgicos, como enxertos de pele, em queimaduras profundas
- Terapias físicas e reabilitação para evitar deformidades e limitar cicatrizes
Considerações sobre cicatrização
- Cicatrização em até 3 semanas na queimadura superficial
- Em queimaduras mais extensas ou profundas, pode ser necessária intervenção cirúrgica e fisioterapia
Cuidados e Prevenções
Medidas preventivas
- Manter objetos aquecidos fora do alcance de crianças e idosos
- Utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco
- Seguir normas de segurança ao manusear produtos quentes e substâncias inflamáveis
Cuidados após a cicatrização
- Uso de cremes hidratantes
- Evitar exposição solar na área cicatrizada
- Consultas de retorno para acompanhamento
Perguntas Frequentes
1. Qual é o tempo de recuperação de uma queimadura de segundo grau?
A recuperação pode variar de 2 a 3 semanas, dependendo da profundidade e extensão da lesão. Quem apresenta queimadura superficial geralmente cicatriza sem maiores complicações.
2. Quando procurar atendimento médico de emergência?
Procure atendimento imediato se:
- A queimadura cobrir uma grande área do corpo
- A região afetada incluir rosto, mãos, pés, genitais ou articulações
- Surgirem sinais de infecção, como aumento da vermelhidão, dor intensificada, pus ou febre
- Houver dúvida sobre a gravidade da queimadura
3. A queimadura de segundo grau deixa cicatriz?
Sim, pode deixar cicatriz, especialmente se for extensa ou profunda. Cuidados adequados durante a cicatrização ajudam a minimizar problemas estéticos.
4. É possível prevenir queimaduras de 2º grau?
Com medidas de segurança, uso de equipamentos de proteção e cuidados ao manusear objetos quentes, é possível reduzir bastante os riscos.
Conclusão
A queimadura de segundo grau é uma condição que, embora possa parecer menos grave que queimaduras de terceiro grau, exige atenção médica adequada para garantir uma cicatrização sem complicações. O código CID correspondente, o manejo clínico correto e a prevenção ainda são essenciais para minimizar sequelas e promover uma recuperação eficiente. Conhecer os sinais, os primeiros cuidados e a importância do acompanhamento médico faz toda a diferença para o sucesso do tratamento.
Referências
- Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://portaldeclassificacao.icd.org.br/
- Sociedade Brasileira de Queimaduras. Guia de manejo de queimaduras. Disponível em: https://sbq.org.br/
"Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente quando se trata de queimaduras." — Dr. João Silva, especialista em cirurgia plástica e queimaduras
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