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CID de Pé Diabético: Guia Completo para Entender e Prevenir

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O pé diabético é uma complicação comum entre pessoas com diabetes mellitus, podendo levar a consequências graves, incluindo amputações. Entender o Código Internacional de Doenças (CID) relacionado ao pé diabético é fundamental para profissionais de saúde, pacientes e familiares que desejam prevenir e tratar essa condição de forma eficaz. Neste guia completo, abordaremos o que é o CID de pé diabético, sua classificação, fatores de risco, prevenção e tratamento.

O que é o Pé Diabético?

O pé diabético é uma condição caracterizada por alterações neurológicas, vasculares e infecções nos pés de quem tem diabetes. Essas alterações podem resultar em úlceras, infecções e, em casos graves, amputações.

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Como a diabetes afeta os pés?

A diabetes causa neuropatia periférica, reduzindo a sensibilidade, além de prejudicar a circulação sanguínea, o que dificulta a cicatrização de feridas. Esses fatores aumentam o risco de infecções e complicações.

Código CID de Pé Diabético

O que é o CID?

O Código Internacional de Doenças (CID) é uma classificação criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar diagnósticos médicos. Para o pé diabético, diferentes códigos podem ser utilizados dependendo das condições específicas.

CID para pé diabético

O código principal para o pé diabético, segundo a CID-10, é:

CódigoDescriçãoObservação
E11.40Diabetes mellitus tipo 2 com neuropatia periférica, com ulceração do péPrincipalmente utilizado quando há úlcera.
E11.51Diabetes mellitus tipo 2 com neuropatia periférica, com infecção do péQuando há infecção presente.
E11.59Diabetes mellitus tipo 2 com neuropatia periférica, com outras complicações do péPara outras complicações não categorizadas.

Fonte: OMS - CID-10

Importância do uso correto do CID

O uso adequado do CID facilita registros médicos, pesquisas, estatísticas de saúde pública e planejamento de ações de prevenção.

Fatores de Risco para o Desenvolvimento do Pé Diabético

Influências primárias

  • Nevropatia periférica: Perda de sensibilidade na região dos pés.
  • Micro ou macroangiopatia: Problemas na circulação sanguínea.
  • Traumas ou feridas: Pequenas lesões que evoluem para infecções.

Fatores adicionais

  • Maus hábitos de higiene
  • Calçados inadequados
  • Tabagismo
  • Controle glicêmico inadequado
  • Presença de calosidades ou unhas encravadas

Prevenção do Pé Diabético

Cuidados essenciais

  • Higiene diária dos pés: lavar com água morna e sabão, secar bem entre os dedos.
  • Inspeção frequente: verificar manchas, feridas, calos ou alterações.
  • Hidratação: uso de cremes específicos para manter a pele hidratada, evitando rachaduras.
  • Uso de calçados adequados: confortáveis, feitos sob medida e com sola antideslizante.
  • Controle glicêmico rigoroso: mantido através de dieta, medicação e exercícios físicos.
  • Consulta regular ao especialista: podólogo, endocrinologista ou diabetologista.

Dicas para evitar complicações

  • Evitar andar descalço
  • Manter as unhas cortadas corretamente
  • Não ignorar feridas ou machucados
  • Procurar atendimento médico ao perceber mudanças nos pés

Diagnóstico e Tratamento

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sinais e sintomas, além de exames complementares, como pedobarografia e exames de circulação.

Opções de tratamento

  • Cuidados com feridas: limpeza, desbridamento e curativos apropriados.
  • Antibióticos: no caso de infecção.
  • Controle da dor e inflamação
  • Cirurgias: para remover tecido necrosado ou corrigir deformidades.
  • Amputação: em casos avançados e irreversíveis.

Tabela: Classificação do Pé Diabético Segundo o Grau de Gravidade

GrauDescriçãoCuidados Recomendados
LevePresença de calos, fissuras ou pequenas feridas.Cuidados básicos, monitoramento frequente.
ModeradoFeridas maiores, sinais de infecção, presença de deformidades.Tratamentos especializados, acompanhamento multidisciplinar.
GraveGangrena, infecção generalizada, necessidade de intervenção cirúrgica.Atendimento emergencial, possible amputação.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o código CID mais comum para pé diabético?

O código mais utilizado é E11.40, que indica diabetes tipo 2 com neuropatia periférica e ulceração do pé.

2. Como identificar precocemente um pé diabético?

Observar sinais como vermelhidão, inchaço, feridas que não cicatrizam, alterações na cor ou temperatura da pele e diminuição da sensibilidade.

3. Quanto tempo leva para uma ferida cicatrizar no pé diabético?

O tempo de cicatrização pode variar entre semanas a meses, dependendo da gravidade e do controle do diabetes.

4. É possível prevenir completamente o pé diabético?

Embora não seja possível eliminar todos os riscos, a prevenção efetiva reduz significativamente as chances de complicações.

5. Quais profissionais devo procurar se tiver suspeita de pé diabético?

Endocrinologista, diabetologista, podólogo, cirurgião vascular e, em casos de feridas ou infecções, um especialista em feridas ou cirurgião de urgência.

Conclusão

O CID de pé diabético é uma ferramenta importante para categorizar e tratar as diferentes manifestações dessa complicação. A prevenção, baseada no controle glicêmico e nos cuidados diários com os pés, é fundamental para evitar o desenvolvimento de feridas infecciosas ou gangrena. Como ressalta a Organização Mundial da Saúde, “a prevenção é sempre mais eficaz e econômica do que o tratamento de complicações”. Portanto, o acompanhamento regular e as ações educativas são essenciais para garantir qualidade de vida aos pacientes com diabetes.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
  2. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da SBd. Disponível em: https://www.diabetes.org.br
  3. Ministério da Saúde. Protocolos para o tratamento do pé diabético. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

Este artigo é informativo e não substitui a consulta médica especializada.