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CID de Oftalmologia: Guia Completo sobre Classificação e Diagnóstico

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A oftalmologia é uma especialidade médica dedicada ao estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças relacionadas aos olhos e à visão. Para organizar e padronizar o diagnóstico dessas condições, utiliza-se a Classificação Internacional de Doenças (CID), que fornece códigos específicos que facilitam o registro, análise estatística e comunicação entre profissionais de saúde de diferentes regiões.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a CID é uma ferramenta fundamental para a saúde pública global, permitindo acompanhar a epidemiologia, planejar ações e avaliar resultados.

Neste guia completo sobre CID de Oftalmologia, abordaremos os principais códigos, sua classificação, como eles auxiliam no diagnóstico e na gestão clínica, além de esclarecer dúvidas comuns sobre o tema.

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O que é o CID e sua importância na oftalmologia?

O CID é um sistema de codificação criado para categorizar doenças, sintomas, causas externas, condições sociais e outros fatores ligados à saúde.
Na oftalmologia, os códigos do CID facilitam:

  • O registro de diagnósticos em prontuários eletrônicos;
  • A elaboração de estatísticas de prevalência e incidência;
  • A gestão de recursos e políticas de saúde;
  • A orientação para tratamentos e ações preventivas.

Como é organizada a classificação CID na oftalmologia?

A classificação CID é composta por capítulos, cada um representando uma grande área de patologias.

Para a oftalmologia, os principais capítulos utilizados são:

  • Capítulo VII: Doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo
  • Capítulo VIII: Doenças do olho e anexos
  • Capítulo IX: Transtornos mentais e comportamentais (quando relacionados à visão, por exemplo, cegueira mental)

O capítulo mais utilizado na oftalmologia é o Capítulo VIII, que trata especificamente das doenças do olho e seus anexos.

Classificação das principais doenças oftalmológicas segundo o CID

Confira a seguir uma tabela resumida com alguns dos códigos CID mais relevantes na oftalmologia, suas descrições e exemplos:

Código CIDDescriçãoExemplos de condições
H00 - H05Inflamações do olho e anexosConjuntivite, blefarite, irite, ceratite
H10 - H13Doenças da conjuntiva e córneaConjuntivite, ceratocone, epiesclerite
H20 - H22Doenças da íris, corpo ciliar e córnea anteriorUveítes, iridociclite
H25 - H28CatarataCatarata senil, congênita, secundária
H30 - H36Doenças da retina e do nervo ópticoDegeneração macular, glaucoma, retinopatia diabética
H40 - H42GlaucomaGlaucoma de ângulo aberto, de fechamento
H43 - H45Doenças do corpo ciliar, coroide e órgão ópticoTumores oculares, doenças do corpo ciliar

Diagnóstico e classificação com base no CID

A correta utilização do CID no diagnóstico permite:

  • Identificar o padrão epidemiológico de uma doença ocular;
  • Planejar intervenções de saúde pública;
  • Realizar acompanhamento de tratamento e evolução do paciente.

Por exemplo, um paciente com catarata senil terá o código H25.9 (Catarata senil, não especificada), enquanto uma glaucoma de ângulo aberto é classificado em H40.1.

A seguir, detalhamos alguns códigos e suas aplicações:

Exemplos de diagnósticos e seus códigos

  • Conjuntivite viral não especificada: H10.9
  • Degeneração macular relacionada à idade (DMAE): H35.30
  • Retinopatia diabética não proliferativa: H36.0
  • Catarata congênita: H25.2
  • Glaucoma de ângulo fechado: H40.2

Esses códigos auxiliam tanto na assistência clínica quanto na elaboração de dados epidemiológicos.

A importância do uso correto do CID na prática clínica

Segundo o Dra. Ana Paula Silva, oftalmologista especializada, “a correta codificação do diagnóstico é fundamental para garantir a continuidade do cuidado, facilitar o fluxo de informações entre equipes multidisciplinares e melhorar os registros estatísticos de doenças oculares.”

Além disso, o uso adequado do CID contribui para:

  • Garantir a validade do prontuário;
  • Auxiliar na concessão de benefícios previdenciários;
  • Facilitando processos de pesquisa e estudos.

Ferramentas e recursos para assistência na codificação

Para facilitar a utilização do CID na prática clínica, algumas ferramentas estão disponíveis:

  • Tabela de CID online (OMS): acessível em https://icd.who.int/browse11/l-m/en
  • Software de prontuário eletrônico: que integra a classificação CID automaticamente;
  • Capacitações e cursos de codificação médica.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o código CID mais comum na oftalmologia?

O código mais utilizado varia de acordo com o cenário epidemiológico, mas frequentemente as condições comuns incluem catarata (H25.9), glaucoma (H40.x) e conjuntivite (H10.x).

2. Como escolher o código CID correto para o diagnóstico?

O melhor procedimento é basear-se na descrição clínica precisa do paciente e consultar a tabela CID vigente, atentando-se às especificidades de cada condição.

3. Existe atualização periódica do código CID na oftalmologia?

Sim. A Organização Mundial da Saúde realiza atualizações periódicas na classificação CID para refletir avanços científicos e epidemiológicos.

4. Qual a importância de estar atualizado sobre o CID?

Estar atualizado garante maior precisão na documentação clínica, facilita a comunicação entre profissionais e melhora a coleta de dados epidemiológicos.

Conclusão

O CID de Oftalmologia é uma ferramenta indispensável na prática clínica, na administração de saúde pública e na pesquisa em doenças oculares. A sua correta utilização contribui para uma melhor gestão do diagnóstico, tratamento e prevenção de patologias visuais, além de auxiliar na elaboração de políticas de saúde efetivas.

A classificação padronizada favorece a comunicação entre profissionais, assegurando que o paciente receba o cuidado adequado, e que os dados epidemiológicos reflitam a real situação de saúde ocular na população.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Disponível em: https://icd.who.int/browse11/l-m/en
  2. Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Guia de Classificação de Doenças Oculares. São Paulo: SBO, 2020.
  3. Lucinda S., et al. Epidemiologia das doenças oculares no Brasil. Revista Brasileira de Oftalmologia, 2019.
  4. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.600, de 3 de agosto de 2004.

Este artigo foi elaborado para oferecer um guia completo e atualizado sobre o uso do CID na oftalmologia, contribuindo para a prática clínica eficiente e precisa.