MDBF Logo MDBF

CID de Mastite: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

Artigos

A mastite é uma condição inflamatória que afeta as glândulas mamárias, sendo uma das principais causas de absenteísmo em programas de saúde animal, especialmente na produção leiteira, além de também atingir humanos. O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para garantir a saúde do paciente e a qualidade do leite ou do leite materno. Neste artigo, abordaremos de forma abrangente o Código Internacional de Doenças (CID) relacionado à mastite, seus sinais, diagnóstico, tratamento, além de esclarecer dúvidas frequentes.

Introdução

A mastite representa uma preocupação significativa tanto na medicina veterinária quanto na medicina humana, especialmente entre lactantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mastite é uma das principais causas de desmame precoce e problemas de saúde materna. O CID oferece uma classificação padronizada para essa condição, facilitando o reconhecimento, registro e tratamento adequado.

cid-de-mastite

Este guia tem como objetivo fornecer informações detalhadas sobre o CID de mastite, incluindo suas categorias, sinais clínicos, métodos de diagnóstico e opções de tratamento, promovendo a compreensão e o manejo correto dessa doença.

O que é o CID de Mastite?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padronizado de códigos utilizados internacionalmente para classificar doenças e problemas relacionados à saúde. Para a mastite, específico para diferentes contextos (humano ou veterinário), o CID fornece códigos que auxiliam na documentação, pesquisa, estatísticas e planejamento de estratégias de intervenção.

CID de Mastite em humanos

Para seres humanos, a mastite é geralmente classificada sob o código CID-10 como N68 – Mastite, e suas subcategorias que explicam os diferentes tipos de mastite, como mastite congênita, adquirida, aguda ou crônica.

CID de Mastite em animais (principalmente em bovinos)

Na medicina veterinária, a mastite bovina é classificada de forma específica para facilitar o controle e o manejo sanitário da propriedade leiteira. Um exemplo de código utilizado é E58.0 (Mastite bovina), quando relacionada à classificação internacional de doenças veterinárias.

Classificações de Mastite e Seus Códigos CID

A seguir, apresentamos uma tabela resumida com os principais códigos CID associados à mastite tanto na medicina humana quanto na veterinária:

CategoriaCódigo CIDDescriçãoTipo de Mastite
Mastite na mulherN68Mastite (inclui diferentes tipos e causas)Aguda, crônica, puerperal
Mastite congênita ou adquiridaN68.0Mastite congênita ou adquirida não especificadaAguda ou crônica
Mastite bovinaE58.0Mastite em bovinosAguda ou crônica
Outros tipos de mastite(subclassificações específicas)Variam conforme a causa ou origemExemplo: mastite por estreptococos

Observação: Para uma classificação detalhada e atualizada, consulte a Tabela CID-10 oficial.

Sinais e Sintomas da Mastite

Reconhecer os sinais clínicos é fundamental para um diagnóstico precoce. Os sintomas variam de acordo com o tipo de mastite, sua gravidade e o estágio da doença.

Sintomas em humanos

  • Vermelhidão e calor na região mamária
  • Inchaço e sensibilidade ao toque
  • Dor intensa na mama afetada
  • Febre e sensação de mal-estar
  • Corrimento mamilar, às vezes com pus
  • Pode haver sensação de duridão ou nódulos na mama

Sintomas em bovinos

  • Vermelhidão e calor na glândula mamária
  • Inchaço e endurecimento da área afetada
  • Dor à palpação
  • Presence de secreção purulenta ou sanguinolenta
  • Febre e queda na produção de leite
  • Mal-estar geral e apatia

Diagnóstico da Mastite

O diagnóstico adequado envolve uma combinação de história clínica, exame físico, análises laboratoriais e, em alguns casos, exames de imagem.

Exames clínicos

  • Inspeção visual da mama
  • Palpação para detectar áreas endurecidas ou sensíveis
  • Avaliação do comportamento da paciente ou do animal

Exames laboratoriais

Tipo de ExameDescriçãoObjetivo
Deteção de células somáticas (CCS)Contagem de células somáticas no leite ou sangueIndicador de inflamação e mastite
Cultura de secreçãoIdentificação do agente causador (bactérias)Seleção do tratamento antibiótico adequado
Exame histopatológicoAnálise de tecido para confirmação do diagnósticoConfirmar inflamação ou dano tecidual
UltrassonografiaAvaliação de alterações internas na glândula mamáriaDetectar abscessos ou alterações estruturais

Como realizar a análise de células somáticas

A contagem de células somáticas é um método rápido e eficaz para detectar mastite. Pode ser feita através de análises laboratoriais ou testes rápidos disponíveis em alguns laboratórios.

Tratamento da Mastite

O tratamento varia de acordo com o tipo, estágio e causa da mastite. Uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicamentos, cuidados gerais e, em alguns casos, intervenção cirúrgica, é essencial para a recuperação.

Tratamento em humanos

  • Uso de antibióticos específicos, baseado na cultura do pus ou secreção
  • Analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor
  • Compressas mornas para aliviar o desconforto
  • Manutenção da higiene mamária e continuação da amamentação, sempre que possível
  • Orientação médica constante para evitar complicações como abscesso ou sepse

Tratamento em bovinos

  • Administração de antibióticos por via intramamária ou sistêmica
  • Expressão manual ou por máquinas para retirar secreção
  • Uso de anti-inflamatórios e analgésicos
  • Melhora na higiene da ordenha e do ambiente
  • Sanitarização e controle de agentes infecciosos

Cuidados adicionais

  • Repouso da mama afetada
  • Mudança na dieta para fortalecer o sistema imunológico
  • Monitoramento contínuo para evitar recorrências

Para obter protocolos atualizados e específicos, consulte este artigo sobre manejo da mastite bovina.

Prevenção da Mastite

A prevenção é o melhor método de combate à mastite, especialmente na produção leiteira, onde a higiene e o manejo prejudicam a incidência da doença.

Dicas para prevenir a mastite

  • Praticar higiene adequada durante a ordenha
  • Utilizar desinfetantes nas tetinas antes e após a ordenha
  • Manter as instalações limpas e secas
  • Realizar testes regulares de células somáticas
  • Isolar animais infectados
  • Investir em programas de prevenção e controle sanitário

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que causa a mastite?

A mastite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou por trauma na glândula mamária. As bactérias mais comuns incluem Streptococcus spp. e Staphylococcus spp.

2. A mastite pode afetar a amamentação?

Sim, a mastite pode dificultar ou interromper a amamentação e, se não tratada, pode causar complicações sérias, como abscesso mamário.

3. Como diferenciar a mastite de uma mastite simples?

A mastite costuma apresentar sinais mais intensos, como febre alta, dor forte e secreção purulenta, enquanto processos mais leves ou mastite simples podem ser assintomáticos ou apresentarem sintomas leves.

4. Qual é o CID para mastite crônica?

Na CID-10, a mastite crônica é classificada sob N68, com subcategorias específicas que indicam a natureza crônica do processo inflamatório.

5. É possível prevenir completamente a mastite?

Embora ações preventivas reduzam significativamente o risco, a mastite pode ocorrer devido a fatores imprevisíveis, por isso a vigilância contínua é essencial.

Conclusão

A mastite é uma condição que exige atenção rápida e eficaz, seja na medicina humana ou veterinária. O uso correto do CID de mastite ajuda na padronização do diagnóstico, na realização de estatísticas de saúde pública e na elaboração de estratégias de tratamento e prevenção.

Como destacou a OMS, “a prevenção e o tratamento precoces são essenciais para evitar complicações e garantir a saúde materna e animal.” A identificação precoce dos sinais, a realização de exames laboratoriais de qualidade e o manejo adequado são pilares para o controle desta doença.

Investir em educação, higiene e monitoramento constante são estratégias decisivas para reduzir os impactos da mastite na saúde e na produção.

Referências

Lembre-se: Para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento eficiente, sempre consulte um profissional de saúde qualificado.