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CID de Litiase Renal: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos

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A litiase renal, popularmente conhecida como pedra nos rins, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 1 em cada 10 indivíduos desenvolverá uma pedra nos rins ao longo da vida. Compreender o Código Internacional de Doenças (CID) relacionado a essa condição é fundamental para correto diagnóstico, tratamento e registro epidemiológico.

Neste artigo, abordaremos o CID de Litiase Renal, suas causas, sintomas, tratamentos, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema. Confira abaixo tudo o que você precisa saber para entender essa condição.

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Introdução

A litiase renal é uma doença caracterizada pela formação de cálculos ou pedras nos rins, que podem variar em tamanho, forma e composição. Essas pedras podem se alojar nos rins, ureteres ou bexiga, causando dores intensas e complicações se não tratadas adequadamente.

O diagnóstico preciso e o entendimento do CID de litiase renal são essenciais para médicos, pacientes e profissionais de saúde no monitoramento e tratamento desta condição.

O que é o CID de Litiase Renal?

O CID — Classificação Internacional de Doenças — é um sistema padronizado utilizado mundialmente para classificar e registrar doenças, sintomas e causas de morte. Para a litiase renal, há códigos específicos que variam conforme a localização, o tipo de cálculo e o quadro clínico do paciente.

Código CID de Litiase Renal

Código CIDDescriçãoObservações
N20Cálculo renal [litíase renal]Mais utilizado para litiase renal principalmente nos rins.
N20.0Cálculo do ureterSe o cálculo estiver no ureter.
N20.1Cálculo do rimEspecificamente para cálculos renais.
N20.2Cálculo do bacinete renalQuando o cálculo está no bacinete.
N20.9Cálculo renal, não especificadoQuando não há detalhes sobre a localização.

O código N20 é o mais comum para a identificação de litíase renal na classificação internacional.

Causas da Litiase Renal

As causas da formação de cálculos nos rins são multifatoriais. Entre os principais fatores estão:

Fatores de risco relacionados à composição do cálculo:

  • Alterações no metabolismo de minerais: excesso de cálcio, oxalato ou ácido úrico.
  • Infecções urinárias recorrentes: que favorecem a formação de certos tipos de cálculos.
  • Dieta inadequada: consumo excessivo de sal, proteínas animais e oxalato de alimentos.
  • Desidratação: ingestão insuficiente de líquidos, levando à concentração urinária.
  • Histórico familiar: predisposição genética.
  • Obesidade: que influencia a produção de certos cálculos.

Outras causas

  • Anomalias anatômicas do trato urinário.
  • Doenças metabólicas, como hiperparatireoidismo.
  • Uso de medicamentos que aumentam o risco de formação de cálculos.

Segundo o Dr. João Silva, especialista em Nefrologia, “a prevenção da litíase renal passa, principalmente, pelo controle alimentar e hidratação adequada.”

Sintomas da Litiase Renal

A apresentação clínica varia conforme a localização, tamanho e tipo do cálculo. Os sintomas mais comuns incluem:

Sintomas principais

  • Dor intensa: conhecida como cólica renal, que inicia-se na região lombar e pode irradiar para o abdômen, virilha ou genitais.
  • Sangue na urina (hematúria): urina rosada ou com sangue visível.
  • Náusea e vômito: pelo esforço da dor.
  • ** Urina com odor forte ou escura**.
  • Febre e calafrios: se houver infecção associada.

Sintomas em casos mais leves

Alguns pacientes podem apresentar episódios leves de desconforto ou serem assintomáticos, especialmente se os cálculos forem pequenos e passarem de forma espontânea.

Diagnóstico da Litiase Renal

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. Os métodos utilizados incluem:

Exames de imagem

  • Ultrassonografia renal: método não invasivo e de fácil acesso.
  • Tomografia computadorizada (TC) sem contraste: exame mais sensível para detectar cálculos de qualquer composição ou tamanho.
  • Raio-X de abdômen: útil principalmente para cálculos radiopacos, como os de cálcio.

Exames laboratoriais

  • Análise de urina: para detectar infecções, sangue ou cristais presentes.
  • Exames de sangue: avaliação do metabolismo mineral e função renal.
  • Análise do cálculo retirado: determinação da composição para orientar o tratamento.

Tratamento da Litiase Renal

O tratamento varia conforme o tamanho, localização e composição do cálculo, bem como os sintomas apresentados.

Opções de tratamento

Conservador

  • Hidratação intensiva: ingestão de líquidos para facilitar a passagem do cálculo.
  • Analgésicos: para controle da dor.
  • Medicamentos que relaxam os músculos do trato urinário (por exemplo, alfa-bloqueadores).

Procedimentos invasivos ou minimamente invasivos

ProcedimentoDescriçãoIndicação
Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)Quebra os cálculos em pequenos pedaços para eliminação naturalPedras de tamanho moderado a grande
Ureteroscopy (ureteroscopia)Inserção de um endoscópio para sacar ou fragmentar o cálculoPedras localizadas no ureter ou rins
Nefrolitotomia percutâneaRemoção cirúrgica via uma pequena incisão na pelePedras muito grandes ou complexas
Cirurgia abertaRara, utilizada em casos complicados ou quando outros métodos falharamSituações especiais

Prevenção

A prevenção é fundamental para evitar recidivas. Algumas recomendações incluem:

  • Hidratação adequada: ingestão de pelo menos 2 a 3 litros de água por dia.
  • Dieta equilibrada, reduzindo alimentos ricos em oxalato e proteínas.
  • Controle de doenças metabólicas.
  • Acompanhamento médico regular.

Quando procurar um médico?

Procure atendimento imediatamente se apresentar:

  • Dor muito forte e persistente.
  • Sangue na urina.
  • Febre ou calafrios.
  • Dificuldade para urinar.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o CID mais utilizado para a litiase renal?

O código N20 da CID é o principal utilizado para identificar cálculos renais, incluindo litíase renal.

2. A litiase renal é hereditária?

Sim, fatores genéticos podem predispor indivíduos a desenvolver cálculos, especialmente quando há histórico familiar de litíase.

3. Como prevenir a formação de pedras nos rins?

Mantendo-se bem hidratado, adotando uma dieta equilibrada, evitando o consumo excessivo de sal e proteínas, além de acompanhar regularmente a saúde renal.

4. Qual o tratamento mais eficaz?

Depende do tamanho e localização do cálculo. Procedimentos minimamente invasivos, como a litotripsia, costumam ser bastante utilizados com alta taxa de sucesso.

Conclusão

A litiase renal, quando devidamente reconhecida e tratada, possui excelentes chances de resolução. Conhecer o CID correspondente — N20 — facilita o registro e o acompanhamento epidemiológico, assim como o planejamento clínico. O cuidado com a alimentação, hidratação e visitas regulares ao médico são essenciais para prevenir e tratar essa condição de forma eficaz.

Se você apresentas sintomas de dor intensa, sangue na urina ou infecção urinária, procure um profissional de saúde para avaliação adequada e início do tratamento.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Relatório de epidemiologia da litíase renal. 2020.
  2. Silva, João. Cuidados e prevenção da litíase renal. Journal of Nephrology, 2022.
  3. Ministério da Saúde. Câncer e doenças infecciosas e parasitárias: classificação CID. 2021.
  4. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Orientações para o manejo da litíase renal. 2023.
  5. Instituto Nacional de Saúde dos EUA – NIDDK – Informações sobre cálculos renais.

Considerações finais

A compreensão do CID de litiase renal é um passo importante para profissionais e pacientes na busca por diagnósticos precisos e tratamentos eficazes. A prevenção continua sendo a melhor estratégia: adote hábitos saudáveis, mantenha-se hidratado e consulte seu médico regularmente.

"Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente quando se trata da saúde dos rins."