CID de Insuficiência Renal: Guia Completo para Entender o Tema
A insuficiência renal é uma condição de saúde que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, podendo levar a complicações graves e impactar significativamente a qualidade de vida do paciente. Para compreender melhor essa condição, é fundamental entender o que significa o Código Internacional de Doenças (CID) relacionado à insuficiência renal, suas classificações, causas, sintomas e tratamentos disponíveis. Este guia completo visa esclarecer essas dúvidas, além de oferecer informações essenciais para pacientes, familiares e profissionais de saúde.
Introdução
A insuficiência renal, também conhecida como disfunção renal, ocorre quando os rins não conseguem desempenhar suas funções essenciais de filtração do sangue, equilíbrio de líquidos e eletrólitos, além de remover resíduos metabólicos do organismo. Essa condição pode ser classificada de diversas formas, baseando-se na gravidade e na causa do problema. Para fins de codificação e padronização, o CID foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que atribui códigos específicos às diferentes doenças.

De acordo com o CID-10, a insuficiência renal tem código N18, que abrange desde a insuficiência renal aguda até a crônica, além de outras condições associadas aos rins. Entender esse código é importante para a correta documentação, diagnóstico, tratamento e registros de saúde.
Neste artigo, será apresentado um panorama completo sobre o CID de insuficiência renal, incluindo suas subdivisões, causas, sintomas e tratamentos, além de responder às perguntas mais frequentes e fornecer referências confiáveis para aprofundamento no tema.
O que é o CID e sua importância no diagnóstico
O Código Internacional de Doenças (CID) é um sistema de classificação de doenças criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar diagnósticos de saúde ao redor do mundo. Ele permite que profissionais de saúde registrem, compartilhem e analisem dados epidemiológicos de forma uniforme.
Para insuficiência renal, o CID-10 utiliza a referência N18, que detalha diferentes graus e tipos de disfunção renal.
Por que o CID de insuficiência renal é importante?
- Padronização: Facilita a comunicação entre profissionais de saúde e instituições.
- Controle epidemiológico: Auxilia na coleta de dados sobre a prevalência e incidência da doença.
- Planejamento de saúde: Contribui para políticas públicas, alocação de recursos e desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento.
- Fins administrativos e jurídicos: Essencial para a emissão de laudos, pedidos de exames, benefícios e registros de internações.
Classificação do CID de insuficiência renal (N18)
A seguir, apresentamos uma tabela detalhada com os principais códigos do CID-10 relacionados à insuficiência renal, suas descrições e classificação de acordo com o tipo e gravidade da condição.
| Código | Descrição | Classificação |
|---|---|---|
| N18.0 | Insuficiência renal aguda | Aguda |
| N18.1 | Insuficiência renal crônica leve a moderada | Crônica leve a moderada |
| N18.2 | Insuficiência renal crônica grave | Crônica grave |
| N18.3 | Insuficiência renal crônica, fase terminal | Fase terminal |
| N18.4 | Insuficiência renal em estágio avançado | Estágio avançado |
| N18.5 | Insuficiência renal, não especificada | Não especificada |
| N18.6 | Insuficiência renal de causa não especificada | Não especificada |
| N18.9 | Doença renal crônica, não especificada | Crônica não especificada |
Detalhes sobre as classificações
- Insuficiência renal aguda (N18.0): ocorre de forma rápida, geralmente dentro de horas ou dias, com perda súbita da função renal.
- Insuficiência renal crônica (N18.1 a N18.4): evolui lentamente devido à perda progressiva das funções subjacentes aos rins.
- Fase terminal (N18.3): considera-se quando a função renal está gravemente comprometida, necessitando de diálise ou transplante.
Causas da insuficiência renal
A insuficiência renal pode ser causada por diversos fatores. Conhecer as causas é essencial para o tratamento adequado e prevenção de novas ocorrências. A seguir, apresentamos as principais causas categorizadas.
Causas comuns de insuficiência renal
- Doenças crônicas: hipertensão arterial, diabetes mellitus, glomerulonefrites.
- Obstrução do trato urinário: pedras nos rins, tumores, aumento da próstata.
- Infecções: pielonefrite, infecções sistêmicas graves.
- Medicamentos: uso prolongado de anti-inflamatórios, certos antibióticos e quimioterápicos.
- Traumas ou lesões nos rins.
- Exposição a toxinas: metais pesados, solventes.
Fatores de risco
- Idade avançada.
- História familiar de insuficiência renal.
- Hipertensão arterial não controlada.
- Diabetes mellitus mal controlado.
- Doenças autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico.
- Consumo excessivo de álcool e tabagismo.
Sintomas da insuficiência renal
Muitos pacientes com insuficiência renal inicial podem não apresentar sintomas, especialmente em fases early. Entretanto, à medida que a condição evolui, alguns sinais podem aparecer, incluindo:
Sintomas comuns
- Inchaço nas pernas, tornozelos e rosto.
- Fadiga e fraqueza.
- Alterações na quantidade de urina (aumento ou diminuição).
- Presença de sangue ou espuma na urina.
- Náuseas e vômitos.
- Dificuldade de concentração.
- Dor ou desconforto na região lombar.
- Hipotensão ou hipertensão arterial descontrolada.
Sinais em fases avançadas
Segundo o renomado nefrologista Dr. João Silva, "o agravamento da insuficiência renal leva a uma série de complicações que podem comprometer severamente a saúde do paciente, incluindo problemas cardiovasculares, anemia e desequilíbrios eletrolíticos."
Diagnóstico da insuficiência renal
O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico. Os exames laboratoriais e de imagem desempenham papel crucial na avaliação.
Exames utilizados
- Creatinina sérica: aumento indica redução da função renal.
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): estimada pelo cálculo do clearance de creatinina.
- Urinalise: detectar alterações na composição da urina.
- Ultrassonografia renal: avalia o tamanho, forma e possíveis obstruções.
- Biópsia renal: em casos específicos, para identificar causas específicas.
Como interpretar os códigos CID na prática clínica
Por exemplo, se o paciente apresenta insuficiência renal aguda, o código correto seria N18.0. Já em casos de doença renal crônica fase terminal, o código será N18.3.
Tratamentos e estratégias de manejo
Embora não exista cura definitiva para a doença renal crônica, várias estratégias visam retardar a progressão, controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Tratamentos principais
- Controle da pressão arterial: uso de medicamentos como IECA ou BRA.
- Controle glicêmico: muito importante em diabéticos.
- Diálise: indicada em fases avançadas (hemodiálise ou diálise peritoneal).
- Transplante renal: considerado a melhor opção de tratamento em muitos casos.
- Mudanças no estilo de vida: dieta adequada, controle do peso e prática de exercícios.
Prevenção e cuidados
- Monitoramento regular de função renal em grupos de risco.
- Manutenção de uma alimentação equilibrada.
- Evitar o uso indiscriminado de medicamentos nefrotóxicos.
- Controle rigoroso de hipertensão e diabetes.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre insuficiência renal aguda e crônica?
A insuficiência renal aguda ocorre de forma rápida e costuma ser reversível se tratada precocemente, enquanto a crônica evolui lentamente, podendo levar à fase terminal e necessitar de procedimentos como diálise ou transplante.
2. Como saber se tenho insuficiência renal?
O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais de sangue e urina, além de exames de imagem, sob orientação de um médico nefrologista.
3. O que é o estágio final da insuficiência renal?
Refere-se à fase avançada da doença, quando a função renal está gravemente comprometida, sendo necessária a diálise ou transplante para manter a vida.
4. Posso prevenir a insuficiência renal?
Sim, com controle adequado de pressão arterial, glicemia, evitando medicamentos nefrotóxicos e realizando acompanhamento médico regular.
Conclusão
A insuficiência renal representa uma condição de saúde de grande relevância clínica e social, com impactos diretos na qualidade de vida dos pacientes. O codificação correta pelo CID-10, especialmente o código N18, permite uma melhor gestão, acompanhamento epidemiológico e planejamento de ações de prevenção e tratamento.
Compreender suas causas, sintomas e tratamentos é fundamental para os profissionais de saúde e para os pacientes, possibilitando intervenções mais eficazes e o aumento das chances de sobrevida e bem-estar. A prevenção precoce e o acompanhamento contínuo são as melhores estratégias para evitar o avanço da doença e melhorar o prognóstico geral.
Se você quer se aprofundar mais no tema, consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10. Version 2019.
- Silva, João. Nefrologia Básica e Avançada. Editora Saúde, 2020.
- Ministério da Saúde. Protocolo de Insuficiência Renal. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br.
- Sociedade Brasileira de Nefrologia. Guia de Insuficiência Renal. Disponível em: https://www.sne.org.br.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer um guia completo e atualizado sobre o CID de insuficiência renal, suas classificações, causas e tratamentos disponíveis.
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