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CID de Incontinência Urinária: Causas, Tratamentos e Diagnóstico

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A incontinência urinária é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, influenciando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Caracteriza-se pela perda involuntária de urina, podendo ocorrer em diferentes situações e intensidades. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência da incontinência urinária em adultos varia entre 10% e 40%, dependendo da faixa etária e do sexo.

Para uma adequada classificação e tratamento, os profissionais de saúde utilizam códigos específicos do CID (Classificação Internacional de Doenças). Neste artigo, exploraremos o CID de incontinência urinária, suas causas, diagnósticos, tratamentos disponíveis, além de responder às dúvidas mais frequentes.

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O que é o CID de Incontinência Urinária?

O CID, sigla para Classificação Internacional de Doenças, é um sistema adotado mundialmente para codificar doenças, sinais, sintomas, causas externas de lesões e condições de saúde. Para a incontinência urinária, o código utilizado na última atualização da CID-10 é N39.3 — "Incontinência urinária não diferenciada".

Código CID de Incontinência Urinária

CIDDescriçãoCategoria
N39.3Incontinência urinária não diferenciadaNível de classificação padrão

Com a implementação da CID-11, houve uma atualização na nomenclatura e classificação, podendo variar a forma de codificação, mas o código N39.3 permanece como uma referência comum na prática clínica.

Causas da Incontinência Urinária

A incontinência urinária pode ser causada por diversos fatores, que variam conforme a idade, sexo ou condição clínica do paciente. A seguir, apresentamos as principais causas:

Causas em Mulheres

  • Alterações no tónus muscular do assoalho pélvico devido ao parto, envelhecimento ou cirurgias.
  • Gravidez e parto que enfraquecem os músculos pélvicos.
  • Menopausa, que provoca queda nos níveis de estrogênio, levando à atrofia da mucosa vesical.
  • Infecções do trato urinário recorrentes.
  • Procedimentos cirúrgicos, como histerectomia.

Causas em Homens

  • Procedimentos cirúrgicos na próstata, como a prostatectomia radical.
  • Hiperplasia prostática benigna que obstrui o fluxo urinário.
  • Doenças neurológicas, como esclerose múltipla ou acidente vascular cerebral.
  • Traumas na região pélvica.

Causas Gerais

CausaDescrição
NeurológicasDoenças que afetam a condução nervosa da bexiga e músculos do piso pélvico.
Infecções do trato urinárioPodem causar irritação e aumento da frequência urinária.
MedicamentosAlguns remédios, como diuréticos, podem aumentar a produção de urina.
ObstruçõesPedras na bexiga ou uretra, que dificultam o esvaziamento.

Diagnóstico da Incontinência Urinária

Avaliação clínica

O diagnóstico começa com uma história clínica detalhada, onde o paciente descreve a frequência, quantidade e circunstâncias da perda urinária.

Exames complementares

Exame físico: avalia o estado geral, musculatura pélvica e possíveis alterações anatômicas.

Exames laboratoriais: análise de urina para detectar infecção ou sangue.

Urodinamia: exames específicos que avaliam a função da bexiga e da uretra.

Cistoscopia: visualização da mucosa vesical por meio de um espectroscópio.

Diagnóstico diferencial

A importância de diferenciar entre tipos de incontinência:- Incontinência de esforço- Incontinência de urgência- Incontinência mista

Tabela 1: Tipos de Incontinência Urinária

TipoCaracterísticasCausas comuns
Incontinência de esforçoPerda de urina ao tossir, espirrar ou esforço físicoFraqueza do esfíncter uretral
Incontinência de urgênciaVontade urgente de urinar seguida de perda involuntáriaHiperatividade da bexiga
Incontinência mistaCombinação dos dois tipos anterioresDiversas causas coexistentes

Tratamentos disponíveis para a incontinência urinária

A abordagem terapêutica varia dependendo do tipo, causa e gravidade do quadro. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamentos conservadores

  • Treinamento vesical: exercícios de fortalecimento da bexiga.
  • Fisioterapia do assoalho pélvico: exercícios de Kegel.
  • Mudanças no estilo de vida: controle de líquidos, perda de peso, evitar cafeína.
  • Medicamentos: antimuscarínicos e beta-3 adrenérgicos para incontinência de urgência.

Tratamentos cirúrgicos

  • Tape uretral ou sling: para suporte do colo vesical.
  • Estimulação do nervo tibial: para controle neurológico.
  • Botox na bexiga: para casos de bexiga hiperativa resistente.

Terapias complementares

  • Uso de dispositivos intrauretrais.
  • Recurso à cistoscopia minimamente invasiva.

Citação relevante:

"O tratamento da incontinência urinária deve ser individualizado, levando em consideração as particularidades de cada paciente e o impacto na sua qualidade de vida." — Dr. Carlos Silva, urologista.

Para saber mais sobre os tratamentos de incontinência, consulte; Fundação Oswaldo Cruz.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A incontinência urinária é um problema apenas de idosos?
Não. Embora seja mais comum com o envelhecimento, ela pode ocorrer em adultos jovens, especialmente após gravidez ou cirurgias.

2. É possível prevenir a incontinência urinária?
Sim. Exercícios do assoalho pélvico, controle do peso corporal e evitar fatores de risco como tabagismo ajuda na prevenção.

3. Quais os principais fatores de risco?
Idade avançada, obesidade, gravidez e parto, cirurgias na região pélvica, doenças neurológicas.

4. A incontinência urinária pode ser curada?
Na maioria dos casos, sim. Com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, há possibilidade de controle ou cura.

5. Quando procurar um especialista?
Sempre que ocorrer perda involuntária de urina, principalmente se afetar atividades diárias ou causar desconforto emocional.

Conclusão

A incontinência urinária é uma condição comum, multifatorial, que demanda uma abordagem individualizada para ser corretamente diagnosticada e tratada. O uso do CID adequado, atualmente o código N39.3 na CID-10, possibilita uma classificação padronizada e facilita a comunicação entre os profissionais de saúde.

O tratamento pode variar entre medidas conservadoras, medicamentos e procedimentos cirúrgicos, dependendo do caso. A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Se você tem dúvidas ou suspeita de incontinência urinária, procure um urologista ou ginecologista para avaliação adequada e orientações específicas.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Disponível em: WHO - CID-10.

  2. Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Incontinence. Disponível em: NIH - Incontinence.

  3. Sociedade Brasileira de Urologia. Guia de Conduta em Urologia. Disponível em: SBU - Guia de Conduta.

Este artigo é informativo e não substitui uma avaliação médica especializada.