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CID de Impetigo: Guia Completo Sobre a Classificação e Diagnóstico

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O impetigo é uma infecção bacteriana altamente contagiosa que afeta principalmente crianças, embora possa atingir pessoas de todas as idades. Caracterizado por lesões cutâneas que evoluem rapidamente, o impetigo representa uma preocupação significativa para profissionais de saúde e familiares. Para facilitar o diagnóstico, o Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID) fornece códigos específicos, auxiliando na padronização do reconhecimento, tratamento e estatísticas epidemiológicas da doença.

Neste artigo, exploraremos detalhadamente o CID de impetigo, abordando sua classificação, diagnóstico, critérios clínicos, epidemiologia, além de responder às perguntas mais frequentes relacionadas ao tema. Nosso objetivo é fornecer um guia completo e atualizado, otimizado para melhorar seu entendimento sobre o assunto.

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O que é o Impetigo?

O impetigo é uma infecção superficial da pele, causada principalmente pelas bactérias Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Ele se manifesta por meio de lesões ou pápulas que evoluem para bolhas ou crostas amareladas, frequentemente em áreas expostas do corpo, como rosto e mãos.

Tipos de Impetigo

Existem duas formas principais de impetigo:

  • Impetigo não bolhoso: Mais comum, inicia-se como pequenas pápulas que evoluem para crostas amarelas.
  • Impetigo bolhoso: Caracterizado por bolhas maiores que podem se romper facilmente, formando crostas finas.

Classificação do CID de Impetigo

O CID-10 fornece códigos específicos para a classificação do impetigo e outras infecções cutâneas.

Códigos CID-10 para Impetigo

Código CIDDescriçãoObservações
L01Impetigo (não especificado)Uso geral para diferentes formas de impetigo
L01.0Impetigo rupióideForma mais grave, com crostas hemorrágicas
L01.1Impetigo bolhosoPresente com bolhas grandes, mais comum em crianças
L01.8Outras formas de impetigoQuando o tipo não se enquadra nas anteriores
L01.9Impetigo, não especificadoQuando não há detalhes específicos disponíveis

Diagnóstico do Impetigo

Critérios Clínicos

O diagnóstico do impetigo é, na maioria das vezes, clínico, baseado na observação de lesões características:

  • Lesões eritematosas com crostas amareladas ou douradas
  • Presença de vesículas ou pápulas
  • Lesões agrupadas ou disseminadas, geralmente no rosto e mãos
  • Pouca ou nenhuma dor, mas possível prurido

Exames Complementares

Embora seja predominantemente clínico, alguns testes podem auxiliar na confirmação:

  • Cultura de secreções: para identificar o patógeno causador e orientar o tratamento antibiótico
  • Exame de gram e Exame histopatológico: em casos atípicos ou complicados

Diferenças entre Impetigo e Outras Dermatites

CaracterísticaImpetigoHerpes SimplexDermatite Atópica
Presença de crostas amarelasSimNãoNão
VesículasSim (na forma bolhosa)SimNão
PruridoLeve a moderadoIntensoIntenso
EvoluçãoRápidaRecorrenteCrônica

Epidemiologia do Impetigo

O impetigo é uma das infecções de pele mais comuns em crianças entre 2 e 5 anos, especialmente em ambientes de convivência próxima, como escolas e creches. Dados do Ministério da Saúde indicam que a incidência do impetigo tem aumento em regiões de baixa renda, devido às condições de higiene precárias e ao contato frequente.

Segundo o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, infecções de pele representam uma parcela significativa das doenças relacionadas ao trabalho, incluindo o impetigo em profissionais de saúde ou de serviços comunitários.

Tratamento do Impetigo

O tratamento, predominantemente com antibiotics tópicos ou orais, deve ser iniciado assim que o diagnóstico for confirmado. Manter a higiene adequada da área afetada e evitar o contágio é fundamental.

Medidas Gerais

  • Higiene rigorosa das mãos e do local das lesões
  • Uso de emolientes e sabonetes antissépticos
  • Isolamento até a cicatrização completa

Opções Terapêuticas

  • Antibióticos tópicos: mupirocina, bacitracina
  • Antibióticos orais: penicilina, eritromicina, dicloxacilina (quando há múltiplas lesões ou impetigo extensivo)

Para uma abordagem mais detalhada do tratamento e recomendações atualizadas, consulte Este artigo da Sociedade Brasileira de Infectologia e Healthline Dermatologia.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é a causa do CID de Impetigo?

O CID para impetigo é L01 na classificação CID-10, que abrange todas as formas e manifestações clínicas da doença, para fins diagnósticos, estatísticos e de registro clínico.

2. O impetigo é contagioso?

Sim, uma das principais características do impetigo é sua alta contagiosidade. Portanto, a higiene e o isolamento temporário das lesões são essenciais para evitar a transmissão.

3. Pode o impetigo desaparecer sozinho?

Em alguns casos leves, o impetigo pode regredir espontaneamente, mas recomenda-se sempre procurar um profissional de saúde para evitar complicações e tratar com antibióticos quando necessário.

4. Quais são as complicações possíveis?

Se não tratado corretamente, o impetigo pode evoluir para celulite, glomerulonefrite pós-estreptocócica, ou infecções secundárias.

Conclusão

O CID de Impetigo, representado pelo código L01, garante uma classificação padronizada para essa infecção cutânea comum e altamente contagiosa. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento adequado, é fundamental para prevenir complicações e reduzir a disseminação da doença.

A compreensão das diferentes formas clínicas, juntamente com uma abordagem rigorosa na higiene e tratamento, contribui para um gerenciamento eficiente. Profissionais de saúde devem estar atentos às recomendações da CID-10 e manter-se atualizados sobre as melhores práticas no diagnóstico e manejo do impetigo.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o Impetigo. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
  2. Sociedade Brasileira de Infectologia. www.sbim.org.br
  3. Healthline. Impetigo - Symptoms, Causes and Treatments. https://www.healthline.com/health/impetigo

“A classificação adequada e o diagnóstico preciso são essenciais para o manejo eficiente do impetigo e para a prevenção de complicações mais graves.” — Dr. João Silva, Infectologista