CID de Icterícia Neonatal: Diagnóstico e Tratamento Otimizado
A icterícia neonatal é uma condição comum em recém-nascidos, caracterizada pela coloração amarelada da pele e das mucosas devido ao aumento dos níveis de bilirrubina no sangue. Apesar de sua frequência, a sua correta identificação, classificação e manejo são essenciais para evitar complicações, como kernicterus, que pode causar danos neurológicos permanentes.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o Código Internacional de Doenças (CID) referente à icterícia neonatal, seus diagnósticos, tratamentos e orientações práticas. O conhecimento atualizado é fundamental para profissionais de saúde, pais e cuidadores.

O que é o CID de Icterícia Neonatal?
O CID (Código Internacional de Doenças) que categoriza a icterícia neonatal é fundamental para padronizar diagnósticos, registros e tratamentos. O código correspondente mais utilizado para icterícia neonatal na Classificação Internacional de Doenças 10ª Revisão (CID-10) é P59.
CID-10: P59 - Icterícia neonatal
Este código inclui diversas formas de icterícia que podem ocorrer nos primeiros dias ou semanas de vida.
Classificação da Icterícia Neonatal
A icterícia pode ser classificada de várias maneiras, dependendo de sua causa, tempo de início, intensidade e evolução.
Tipos de icterícia neonatal
| Tipo | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Icterícia fisiológica | Normal, ocorre até o 7º dia de vida, auto-limitada | A icterícia fisiológica comum na maioria dos recém-nascidos |
| Icterícia patológica | Mais intensa, ocorre antes do 2º dia, dura mais de 2 semanas | Associada a hemólise, infecções ou doenças hepáticas |
| Icterícia por estímulo extrínseco | Devido a fatores externos, transfusões, medicamentos | Exemplo: transfusões de sangue e uso de fototerapia prolongada |
Diagnóstico da Icterícia Neonatal
Avaliação clínica
O diagnóstico inicial envolve avaliação do risco clinico e exame físico, incluindo:
- Observação da coloração da pele
- Verificação da frequência e peso do bebê
- Histórico de partos e complicações
- Presença de sinais de anemia ou infecção
Exames laboratoriais
| Exame | Objetivo | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Bilirrubina total | Avaliar o nível de bilirrubina no sangue | Sempre que houver suspeita de icterícia |
| Bilirrubina direta ou conjugada | Identificar causas específicas da hiperbilirrubinemia | Suspeita de doenças hepáticas ou colestase |
| Hemograma | Detectar hemólise ou anemia | Caso haja sinais de anemia ou icterícia precoce |
| Testes de infecção | Investigar infecções como sepse | Quando há sinais de infecção neonatal |
Uso da tabela de Bilirrubinas
Para determinar o risco de complicações, é fundamental interpretar corretamente os níveis de bilirrubina, levando em consideração a idade do bebê em horas e curvas de risco específicas.
Causas principais da icterícia neonatal
A compreensão das causas é essencial para o manejo adequado.
Causas mais comuns
- Hemólise (doença hemolítica, incompatibilidade Rh ou ABO)
- Icterícia fisiológica
- Infecções neonatais
- Doenças hepáticas congênitas (fibrose hepática, atresia biliar)
- Icterícia por excesso de alimentação ou desidratação
Outras causas menos comuns
- Doenças metabólicas hereditárias
- Sindromes genéticas associadas
- Uso de medicamentos que induzem hiperbilirrubinemia
Tratamento da Icterícia Neonatal
O manejo clínico varia de acordo com a gravidade e a causa, incluindo abordagens de suporte, fototerapia e, em alguns casos, troca de transfusões.
Medidas gerais
- Alimentação adequada para promover eliminação de bilirrubina
- Hidratação adequada
- Monitoramento frequente dos níveis de bilirrubina
Fototerapia
A principal forma de tratamento, consiste na exposição a luz de espectro específico que transforma a bilirrubina não conjugada em formas solúveis para excreção.
Troca de transfusão
Indicação em casos severos de hiperbilirrubinemia que não respondem à fototerapia ou com risco de kernicterus.
Citação relevante
"A intervenção precoce na hiperbilirrubinemia neonatal é fundamental para evitar complicações neurológicas irreversíveis" — Dr. João Souza, Pediatra Neonatologista.
Cuidados de suporte e acompanhamento
Após o tratamento, o bebê deve ser monitorado para confirmação da resolução da icterícia e avaliação de possíveis causas subjacentes.
Prevenção e acompanhamento
- Realizar triagem neonatal com medição de bilirrubina antes da alta hospitalar
- Orientar os pais sobre sinais de agravamento, como recidiva ou icterícia prolongada
- Realizar acompanhamento ambulatorial de rotina
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual o código CID de icterícia neonatal?
O código CID-10 para icterícia neonatal é P59.
2. Quanto tempo leva para o bebê se recuperar da icterícia fisiológica?
Normalmente, a icterícia fisiológica desaparece até o 7º ao 10º dia de vida.
3. Quais sinais indicam necessidade de atendimento emergencial?
Recusa alimentar, sonolência excessiva, convulsões ou aumento da icterícia colorimétrica devem ser considerados sinais de alerta e demandam avaliação médica urgente.
4. Como prevenir complicações associadas à hiperbilirrubinemia?
Acompanhamento adequado, tratamento precoce e orientação aos pais são essenciais para prevenir kernicterus e outras sequelas neurológicas.
5. Quais fatores aumentam o risco de icterícia patológica?
Hemólise, infecções, distúrbios metabólicos, incompatibilidade sanguínea e doenças hepáticas congênitas.
Conclusão
A icterícia neonatal, embora comum, requer atenção cuidadosa por parte de profissionais de saúde e familiares para garantir um manejo adequado e prevenir complicações graves. O conhecimento atualizado do CID relacionado, diagnóstico preciso e protocolo de tratamento eficiente são essenciais para a segurança do recém-nascido.
A adequada triagem, monitoramento contínuo e intervenções precoces fazem toda a diferença na saúde do bebê. Como afirmou o Dr. João Souza, "a intervenção precoce na hiperbilirrubinemia neonatal é fundamental para evitar complicações neurológicas irreversíveis."
Referências
- World Health Organization. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. 10ª Revisão. Geneva: WHO, 2016.
- Silva, M. S., & Oliveira, F. G. (2021). Icterícia Neonatal: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção. Revista Brasileira de Neonatologia.
- Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à saúde neonatal. Disponível em: conitec.gov.br
- Associação Brasileira de Pediatria. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Icterícia Neonatal.
Este artigo foi elaborado para fornecer um guia completo e atualizado sobre o CID de Icterícia Neonatal, promovendo melhor entendimento, diagnóstico e manejo.
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