CID de Hipogonadismo Masculino: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
O hipogonadismo masculino é uma condição que afeta uma parcela significativa da população mundial, impactando a saúde física, emocional e reprodutiva dos homens. Caracterizado pela produção insuficiente de testosterona pelos testículos, essa condição pode manifestar-se de várias formas e possuir diversas causas. A compreensão do CID (Classificação Internacional de Doenças) relacionada ao hipogonadismo é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
Este artigo oferece um guia completo sobre o CID de hipogonadismo masculino, abordando conceitos essenciais, critérios diagnósticos, opções de tratamento, além de esclarecer dúvidas frequentes. Nosso objetivo é proporcionar informações acessíveis e atualizadas para profissionais de saúde, estudantes e pacientes interessados no tema.

O Que é o Hipogonadismo Masculino?
Definição
O hipogonadismo é uma condição clínica na qual há deficiência na produção de testosterona ou na ação dessa hormona nos tecidos. Nos homens, isso resulta em sintomas como diminuição da libido, disfunção erétil, fadiga, perda de massa muscular, entre outros.
Causas do Hipogonadismo Masculino
As causas podem ser:
- Primárias (origem nos testículos): Lesões, infecções, quimioterapia.
- Secundárias (origem no hipotálamo ou hipófise): Tumores, traumatismos, doenças sistêmicas.
- Fator idiopático: Casos sem causa aparente.
CID de Hipogonadismo Masculino
Classificação CID
De acordo com a CID-10, o hipogonadismo masculino é classificado principalmente sob o código E29.1 - "Hipogonadismo devido a deficiência de gonadotrofinas" e outros específicos.
| Código CID | Descrição | Categoria |
|---|---|---|
| E29.1 | Hipogonadismo devido a deficiência de gonadotrofinas | Hipogonadismo primário ou secundário |
| E29.2 | Hipogonadismo relacionado à deficiência de testosterona | Hipogonadismo secundário ou primário |
| E23.0 | Hipogonadismo congênito e outros hipogonadismos | Hipogonadismo de etiologia congênita |
Tipos de Hipogonadismo de acordo com o CID
- Hipogonadismo primário (E29.1): Problemas nos testículos.
- Hipogonadismo secundário (E22.0): Problemas na hipófise ou hipotálamo.
- Hipogonadismo congênito: Presente desde o nascimento.
Diagnóstico do Hipogonadismo Masculino
Sinais e Sintomas
- Redução da libido
- Disfunção erétil
- Perda de pelos corporais
- Osteoporose
- Fadiga
- Perda de massa muscular
- Alterações de humor
- Ginecomastia
Exames Laboratoriais
- Dosagem de testosterona total e livre
- GnRH, FSH e LH
- Exames de imagem, como ressonância magnética de hipófise
- Avaliação de outros hormônios e marcadores
Critérios Diagnósticos Segundo CID
O diagnóstico baseia-se na combinação de sinais, sintomas e dados laboratoriais que evidenciem deficiência hormonal. Segundo orientações internacionais, a testosterona total abaixo de 300 ng/dL (10,4 nmol/L) em homens com sintomas sugere hipogonadismo.
Para confirmação, realiza-se a dosagem em duas ocasiões distintas.
Tratamento do Hipogonadismo Masculino
Opções Terapêuticas
- Terapia de reposição de testosterona (TRT)
- Tratamentos para causas específicas (por exemplo, cirurgia, quimioterapia)
- Tratamentos não hormonais, como terapia de estímulo, em casos selecionados
Formas de Administração da TRT
- Gel tópicos
- Injeções intramusculares
- Sistemas transdérmicos
- Implantes subcutâneos
Cuidados e Efeitos Colaterais
- Monitoramento regular de níveis de testosterona e hematócrito
- Possível aumento do risco de apneia do sono
- Cuidados com a saúde cardiovascular
Tabela: Comparação entre Tipos de Hipogonadismo
| Aspecto | Hipogonadismo Primário | Hipogonadismo Secundário |
|---|---|---|
| Origem | Testículos | Hipotálamo ou hipófise |
| Níveis de FSH e LH | Elevados | Baixos ou normais |
| Níveis de testosterona | Baixos | Baixos |
| Exemplo de causa | Orquite, trauma testicular | Tumores hipofisários, lesões cerebrais |
Perguntas Frequentes
1. Qual o CID mais utilizado para o hipogonadismo masculino?
O principal código do CID-10 relacionado ao hipogonadismo masculino é E29.1 — "Hipogonadismo devido a deficiência de gonadotrofinas".
2. Como saber se tenho hipogonadismo?
A confirmação ocorre por avaliação clínica dos sintomas e laboratoriais de testosterona baixa, além de exames que avaliem o funcionamento hormonal da hipófise e testículos.
3. O tratamento com testosterona é seguro?
Quando acompanhado por um endocrinologista, a TRT é segura e eficaz, mas requer monitoramento contínuo para evitar efeitos colaterais.
4. Preciso tratar o hipogonadismo mesmo sem sintomas?
Sim, especialmente em casos de risco cardiovascular, osteoporose ou infertilidade, o tratamento pode prevenir complicações mais graves.
5. O hipogonadismo pode causar infertilidade?
Sim, a baixa produção de testosterona e a diminuição de FSH e LH podem afetar a produção de esperma, levando à infertilidade.
Conclusão
O CID de hipogonadismo masculino é uma classificação fundamental para o diagnóstico, registro e tratamento adequado da condição. Conhecer os códigos específicos ajuda profissionais de saúde na codificação correta e na elaboração de planos de tratamento personalizados. A classificação CID também facilita a pesquisa, registros epidemiológicos e acesso a tratamentos.
A abordagem clínica deve ser holística, levando em consideração sintomas, exames laboratoriais e a causa subjacente, com acompanhamento contínuo para garantir a eficácia da terapia.
Como afirmou o renomado endocrinologista Dr. John S. Kennedy:
"O reconhecimento e o tratamento adequado do hipogonadismo podem transformar a qualidade de vida do homem."
Para aprofundamento, consulte os sites especializados Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e PubMed.
Referências
- World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças - CID-10. 10ª ed. 2019.
- AACE - American Association of Clinical Endocrinologists. Clinical Practice Guidelines for the Evaluation and Treatment of Male Hypogonadism.
- Berek, J. S. et al. Obstetrícia. 5ª edição. Elsevier, 2017.
- Rager, I. et al. Treatment of male hypogonadism. Endocrinol Metab Clin North Am. 2020;49(1):135–153.
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