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CID de Herniorrafia Inguinal: Guia Completo de Diagnóstico e Tratamento

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A hérnia inguinal é uma das condições mais comuns enfrentadas pelos profissionais de saúde, influenciando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A cirurgia de hérnia inguinal, ou herniorrafia inguinal, é frequentemente indicada para o tratamento efetivo e duradouro. Este artigo apresenta um guia completo sobre o CID de herniorrafia inguinal, abordando aspectos de diagnóstico, classificação, tratamento e cuidados pós-operatórios, além de responder às dúvidas mais frequentes dos pacientes.

Introdução

A hérnia inguinal representa aproximadamente 75% de todas as hérnias da parede abdominal, sendo mais comum em homens do que em mulheres. Sua incidência aumenta com a idade, mas pode afetar também recém-nascidos e adolescentes. O diagnóstico correto, aliado ao uso do Código Internacional de Doenças (CID) apropriado, é fundamental para padronizar registros, orientações clínicas e procedimentos de saúde pública.

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Segundo o Organização Mundial da Saúde, a precisão na classificação e tratamento de hérnias contribui para reduzir complicações e melhorar os índices de recuperação dos pacientes. Assim, compreender o CID relacionado à herniorrafia inguinal é essencial para profissionais e pacientes que buscam informações confiáveis e atualizadas.

O que é o CID de Herniorrafia Inguinal?

O CID, sigla para Código Internacional de Doenças, é um sistema de classificação utilizado mundialmente para codificar diagnósticos, procedimentos e condições clínicas. No contexto da herniorrafia inguinal, o código se refere principalmente à hérnia inguinal diagnóstica ou cirúrgica.

Código CID para Hérnia Inguinal

  • CID-10: K40 (Hérnia inguinal)
  • Procedimento cirúrgico: Geralmente, não possui um código específico no CID-10, mas é descrito nas classificações complementares de procedimentos, como na CID-10-PCS (Procedimentos Cirúrgicos).

Importância do Código CID na prática médica

  • Facilita a documentação clínica
  • Auxilia na análise epidemiológica
  • Orienta a gestão de recursos em saúde
  • É utilizado em processos de reembolso em planos de saúde

Classificação de Hérnias Inguinais

Hérnias Inguinais Diretas x Indiretas

A hernia inguinal pode ser classificada em duas principais categorias:

ClassificaçãoDescriçãoCódigo CID-10Comentário
Hérnia inguinal diretaO protrusão ocorre medial ao vaso epigástrico inferior, através do triângulo de Hesselbach.K40.1Mais comum em idosos
Hérnia inguinal indiretaOcorre lateral ao vaso epigástrico inferior, através do canal inguinal.K40.0Frequente em crianças e adultos jovens
Hérnia inguinal bilateralManifestação de hérnias em ambos os lados.K40.2Requer atenção para abordagem cirúrgica

Hérnia inguinal múltipla ou recorrente

Além das classificações principais, há outros tipos como hérnias recorrentes após procedimento cirúrgico e hérnias complexas, que requerem avaliação especializada.

Diagnóstico da Hérnia Inguinal

Exame clínico

O diagnóstico inicial geralmente é feito através do exame físico, onde o médico verifica sinais como:- Visualização de aba ou protuberância na região inguinal- Dor ou desconforto ao esforço, tosse ou ficar em pé- Redução espontânea ou à manipulação manual (redução manual)

Exames complementares

Para confirmação e planejamento cirúrgico, podem ser solicitados:- Ultrassonografia inguinal: avalia a hérnia e descarta outras patologias- Tomografia computadorizada (TC): útil em casos complexos- Raio-X com contraste: em hérnias com conteúdo ausente de viceralidade visível

Tratamento da Herniorrafia Inguinal

Cirurgia de hérnia inguinal

A herniorrafia inguinal é o tratamento definitivo para hérnias. Pode ser realizada por técnicas tradicionais ou laparoscópicas.

Técnicas cirúrgicas

Hérnia inguinal aberta

  • Técnica de Bassini: reforço da parede inguinal com sutura
  • Técnica de Lichtenstein: uso de tela de poliéster para reforço da parede inguinal
  • Técnica de Shouldice: método específico de reconstrução

Hérnia inguinal laparoscópica

  • Técnica transabdominal (TAPP)
  • Técnica pré-peritoneal (TEP)

Vantagens da laparoscopia:- Menor dor pós-operatória- Retorno mais rápido às atividades- Melhor visualização da parede abdominal

Cuidados pré-operatórios

  • Avaliação clínica completa
  • Suspender medicamentos anticoagulantes, sob orientação médica
  • Jejum e preparo específico para anestesia

Cuidados pós-operatórios

  • Controle da dor
  • Evitar esforços físicos intensos por pelo menos 30 dias
  • Manutenção de hábitos de higiene
  • Uso de cinta abdominal, se indicado

Complicações e Cuidados Após a Cirurgia

ComplicaçãoSintomasMedidas
Dor persistenteDor contínua na região inguinalMedicação analgésica, acompanhamento
Hérnia RecorrenteProtuberância na cicatriz ou na regiãoAvaliação cirúrgica, fisioterapia
Infecção da feridaVermelhidão, secreção, febreAntibióticos, higiene adequada
Vazamento de conteúdoDor intensa, sinais de peritoniteAtuação médica imediata

Quando procurar um médico?

Alerta para sinais de complicações após cirurgia herniária:- Dor intensa e imotivada- Febre persistente- Alterações na cicatriz- Recorrência da hérnia

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual o período de recuperação após a cirurgia de hérnia inguinal?

Geralmente, o paciente pode retomar atividades leves após 7 a 14 dias, com repouso e cuidados específicos. Atividades físicas intensas são recomendadas somente após 30 dias, sob orientação médica.

2. A hérnia inguinal pode se recuperar sem cirurgia?

Na maioria dos casos, a hérnia inguinal não resolve espontaneamente e requer intervenção cirúrgica para evitar complicações graves, como encarceramento ou estrangulamento.

3. Quais são os riscos de não tratar a hérnia inguinal?

Complicações como encarceramento (quando o conteúdo herniado fica preso) e estrangulamento (comprometimento sanguíneo), podendo levar à necrose do tecido.

4. É possível fazer a cirurgia de hérnia inguinal por videolaparoscopia?

Sim. A técnica laparoscópica é um procedimento minimamente invasivo que oferece benefícios, mas a escolha depende do caso clínico e da experiência do cirurgião.

Conclusão

A herniorrafia inguinal, codificada pelo CID-10 como K40, é um procedimento comum e seguro para o tratamento de hérnias inguinais. Conhecer os aspectos do diagnóstico, classificação e tratamento é fundamental para garantir uma abordagem eficaz e segura. A busca por cuidados médicos especializados, somada a técnicas modernas como a videolaparoscopia, aumenta as chances de recuperação rápida e com menor risco de complicações.

Lembre-se de procurar um profissional qualificado ao perceber sinais de hérnia inguinal, e de seguir todas as orientações pós-operatórias para garantir uma recuperação adequada.

Referências

  1. WHO. Classificação Internacional de Doenças (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
  2. Ministério da Saúde. Manual de Hérnia Inguinal. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_hernia_ingual.pdf
  3. Bianchi, S., et al. Técnicas modernas em hérnia inguinal. Jornal Brasileiro de Cirurgia, 2020.

Faça suas perguntas!

Se ainda tiver dúvidas ou desejar mais informações sobre o CID de herniorrafia inguinal ou outros aspectos relacionados à saúde do aparelho locomotor, consulte um profissional de saúde especializado ou acesse fontes confiáveis mencionadas acima.

Este artigo foi elaborado para fornecer informações abrangentes e atualizadas. Para diagnóstico e tratamento personalizados, procure atendimento médico profissional.