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CID DE Espondilite Anquilosante: Guia Completo Sobre Diagnóstico e Tratamento

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A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença reumática que afeta principalmente a coluna vertebral, levando à inflamação, dor e progressiva fusão das vértebras. Conhecer o CID (Código Internacional de Doenças) dessa condição, seus critérios de diagnóstico, tratamentos disponíveis e estratégias de manejo é fundamental para pacientes, profissionais de saúde e familiares. Este artigo oferece um guia completo sobre o CID da Espondilite Anquilosante, abordando desde sua classificação até questões relacionadas ao tratamento e prognóstico.

Introdução

A Espondilite Anquilosante é uma doença crônica que acomete predominantemente indivíduos jovens do sexo masculino, embora também possa afetar mulheres. Sua evolução pode resultar em limitações de movimentação, deformidades na coluna e, em casos avançados, redução significativa da qualidade de vida. Compreender o código do CID, que é essencial para fins de diagnóstico, registros médicos e tratamento, auxilia na correta identificação da doença e no acesso a recursos de saúde.

cid-de-espondilite-anquilosante

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o CID é uma ferramenta padronizada utilizada internacionalmente para classificar as doenças e condições de saúde, facilitando a coleta de dados epidemiológicos e a elaboração de políticas públicas em saúde.

O Que é o CID de Espondilite Anquilosante?

O CID é um código alfanumérico atribuído a cada condição de saúde. Para a Espondilite Anquilosante, o código utilizado no sistema CID-10 é M45.

Código CID para Espondilite Anquilosante (CID-10)

CódigoSiglaDescrição
M45CID-10Espondiloartrite axial, incluindo Espondilite Anquilosante

A classificação CID-10 é amplamente utilizada em países de língua portuguesa, incluindo o Brasil, e fornece uma estrutura uniforme para identificar, registrar e tratar doenças. No sistema internacional, a classificação foi atualizada para CID-11 em 2018, com melhorias específicas para esta condição, mas o código M45 permanece como referência principal na maioria dos registros clínicos atuais.

Classificação e Código CIM-10 de Espondilite Anquilosante

A classificação CID-10 distingue a Espondilite Anquilosante de outras condições reumáticas devido às suas características específicas de localização, evolução e fatores de risco.

Outras Classificações Relacionadas

CódigoDescriçãoObservações
M46.1Espondiloartrite axial não especificadaQuando há suspeita, mas sem confirmação definitiva
M45.0Espondilite anquilosante, tipo clássicoForma clássica da doença
M45.1Espondilite doentes com presença de sinais radiológicosDiagnóstico radiológico confirmado

Nota: É importante consultar um reumatologista para avaliação adequada e precisa classificação clínica, que influenciará as opções de tratamento.

Diagnóstico da Espondilite Anquilosante

O diagnóstico da EA é baseado em um conjunto de critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. Como uma doença que se desenvolve lentamente, sua identificação precoce pode ser desafiadora, mas é fundamental para evitar complicações futuras.

Critérios Clínicos

  • Dor lombar crônica que melhora com exercício e não melhora com repouso.
  • Rigidez matinal que dura mais de 30 minutos.
  • Dor e rigidez em nádegas, região lombar ou dorsal baixa.
  • História familiar de espondiloartrite ou doenças relacionadas.

Critérios de Diagnóstico

Segundo os critérios da Sociedade Reumática Internacional, os principais critérios incluem:

  • Dor lombar crônica de início jovem.
  • Sacroiliite evidente na imagem radiográfica.
  • Presença de fatores genéticos como HLA-B27 positivo.
  • Resposta positiva ao tratamento com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).

Exames Complementares

ExamesFunçãoDescrição
Raios XDetectar alterações estrutural na sacroiliíte e coluna vertebralDetecta fusão das vértebras, sifilite e fusão do sacroiliaca.
Ressonância MagnéticaDetectar inflamação precoce na sacroiliaca e colunaMais sensível na fase inicial, antes das alterações estruturais visíveis na radiografia.
Teste de HLA-B27Identificar fator genético de susceptibilidadePresente em cerca de 90% dos pacientes com EA, embora sua presença não seja exclusiva da doença.
Análises laboratoriaisAvaliar marcadores inflamatórios e excluir outras causasVHS e PCR elevadas indicam inflamação ativa.

Para uma avaliação detalhada, recomenda-se consultar um reumatologista, que pode solicitar exames específicos e realizar exame físico detalhado.

Tratamento da Espondilite Anquilosante

Embora não exista cura definitiva para a EA, os tratamentos atuais visam controlar a inflamação, aliviar a dor, preservar a mobilidade e prevenir deformidades.

Tratamentos Clínicos e Farmacológicos

AINEs (Anti-inflamatórios não esteroides)

  • Utilizados como primeira linha de tratamento.
  • Exemplos: ibuprofeno, naproxeno, piroxican.
  • "O uso adequado de AINEs pode proporcionar alívio significativo e melhorar a qualidade de vida do paciente", destaca o reumatologista Dr. João Silva.

Fármacos biológicos

  • Como inibidores do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa): infliximabe, adalimumabe.
  • Indicação: caso não haja resposta adequada aos AINEs.
  • Estes medicamentos têm revolucionado o tratamento, promovendo maior controle da doença.

Fisioterapia e Exercícios

  • Prescritos para manter a flexibilidade, força e postura correta.
  • Programas de alongamento e fortalecimento muscular.

Mudanças no estilo de vida

  • Manutenção de postura adequada.
  • Evitar tabagismo e excesso de peso, fatores que agravam os sintomas.

Tratamentos Cirúrgicos

  • Em casos avançados com deformidades severas, pode-se considerar procedimentos cirúrgicos, como correção de deformidades ou substituição de articulações.

Tabela de Tratamento da Espondilite Anquilosante

TratamentoObjetivoExemplos
AINEsControle da inflamação e dorIbuprofeno, Naproxeno
Fármacos BiológicosReduzir a inflamação e prevenir danos estruturaisInfliximabe, Adalimumabe
Fisioterapia e ExercíciosManutenção da mobilidade e posturaAlongamentos, fortalecimento muscular
Mudanças no Estilo de VidaMelhor controle dos sintomasEvitar tabagismo, manter peso adequado

Links externos relevantes

Prognóstico e Perspectivas de Vida

Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, muitos pacientes conseguem manter uma vida ativa e produtiva. Entretanto, caso a doença não seja gerenciada adequadamente, pode evoluir para fusão das vértebras, deformidades e perda de mobilidade. A adesão ao tratamento, acompanhamento médico contínuo e mudanças no estilo de vida são essenciais para melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

1. Qual é o CID de Espondilite Anquilosante?

O CID-10 para Espondilite Anquilosante é M45.

2. Como saber se tenho Espondilite Anquilosante?

O diagnóstico é clínico, baseado em histórico, sintomas, exame físico e exames complementares como radiografias e ressonância magnética.

3. Existe cura para a Espondilite Anquilosante?

Atualmente, não há cura, mas os tratamentos disponíveis são eficazes no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.

4. Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento é contínuo e deve ser mantido ao longo da vida, com ajustes conforme a evolução da doença e resposta ao tratamento.

5. É possível prevenir a Espondilite Anquilosante?

Ainda não existem métodos de prevenção conhecidos, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações futuras.

Conclusão

A Espondilite Anquilosante, representada pelo código CID M45, é uma doença crônica que exige atenção especializada para manejo adequado. Com o avanço na compreensão da doença e o desenvolvimento de terapias eficazes, a qualidade de vida dos pacientes pode ser significativamente aprimorada. A importância do diagnóstico precoce aliado ao tratamento adequado não pode ser subestimada — um acompanhamento médico contínuo e um estilo de vida saudável são fundamentais para o sucesso na gestão dessa condição.

Lembre-se sempre: em caso de sintomas relacionados à coluna, dores persistentes ou rigidez matinal, consulte um reumatologista para avaliação especializada.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. CID-10. Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. 2019.
  2. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Diretrizes para diagnóstico e tratamento da Espondilite Anquilosante. 2021.
  3. Braun J., Sieper J. (2020). "Axial Spondyloarthritis." The Lancet, 396(10260), 137-148.
  4. Souza, M. et al. (2022). "Tratamento farmacológico da espondilite anquilosante." Revista Brasileira de Reumatologia, 62(3), 373-384.

Lembre-se: Este conteúdo é complementar ao acompanhamento médico especializado. Em caso de dúvidas ou suspeitas, procure um profissional de saúde adequado.