CID de Deficiência de Vit D: Entenda os Sintomas e Tratamentos
A vitamina D é fundamental para o funcionamento adequado do organismo, desempenhando um papel crucial na saúde óssea, no sistema imunológico, na regulação do crescimento celular e na prevenção de diversas doenças. Apesar disso, sua deficiência é uma condição comum em todo o mundo, incluindo o Brasil, devido a fatores como a exposição inadequada ao sol, dieta pobre em vitamina D e problemas de absorção. Para classificar e registrar as condições de saúde relacionadas à deficiência de vitamina D, os profissionais de saúde utilizam os códigos do CID (Código Internacional de Doenças). Neste artigo, abordaremos o CID de deficiência de vitamina D, seus sintomas, tratamentos e informações essenciais presentes na legislação médica internacional.
O que é o CID e por que ele importa?
O Código Internacional de Doenças (CID), promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma linguagem padronizada para classificar doenças e problemas relacionados à saúde. Ele é utilizado por médicos, hospitais, seguradoras e pesquisadores para garantir uma comunicação efetiva e padronizada sobre condições médicas ao redor do mundo.

A importância do CID de deficiência de vitamina D
Ter um código específico para a deficiência de vitamina D facilita o diagnóstico, a documentação e o tratamento, além de ajudar na coleta de dados epidemiológicos e na elaboração de políticas de saúde pública.
CID de deficiência de vitamina D
O código oficial que representa a deficiência de vitamina D no CID-10, a classificação mais utilizada atualmente, é:
| Classificação | Código | Descrição |
|---|---|---|
| Essenciais | E55.9 | Deficiência de vitamina D, não especificada |
Compreendendo o código E55.9
- E55 – Deficiências de vitaminas e minerais de causas nutricionais
- E55.9 – Deficiência de vitamina D, não especificada
Este código é utilizado quando há confirmação clínica ou laboratorial de deficiência de vitamina D, mas sem uma causa específica detalhada.
Sintomas e sinais de deficiência de vitamina D
A deficiência de vitamina D pode se manifestar de diferentes maneiras, muitas vezes de forma insidiosa, o que torna a conscientização essencial.
Sintomas comuns
- Fadiga e fraqueza generalizada
- Dor nos ossos e nas articulações
- Osteoporose e risco aumentado de fraturas
- Dores musculares
- Problemas imunológicos recorrentes
- Dificuldade de concentração
Sintomas em crianças
- Baixo ganho de peso
- Atraso no desenvolvimento ósseo
- Raquitismo: deformidades ósseas, dentes malformados, fraqueza muscular
Sintomas em adultos
- Osteomalacia: enfraquecimento dos ossos, dores musculares difusas
- Osteopenia e osteoporose, resultando em maior risco de fraturas
Diagnóstico: Como identificar a deficiência de Vitamina D
O diagnóstico envolve uma anamnese detalhada, exame físico e principalmente exames laboratoriais, sendo o principal deles a dosagem da 25-hidroxi vitamina D (25(OH)D).
Valores laboratoriais de referência
| Valor de 25(OH)D | Classificação |
|---|---|
| <20 ng/mL | Deficiência de vitamina D |
| 20-29 ng/mL | Insuficiência de vitamina D |
| ≥30 ng/mL | Suficiente |
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Tratamento da deficiência de vitamina D
O tratamento visa restaurar os níveis ideais de vitamina D, fortalecer os ossos e melhorar a imunidade.
Como é realizado o tratamento?
- Suplementação oral: uso de suplementos de vitamina D em doses ajustadas pelo médico
- Exposição solar: incentivo a exposição moderada ao sol, respeitando os horários de maior intensidade
- Alimentação adequada: consumo de alimentos ricos em vitamina D, como peixes gordurosos, gema de ovo, fígado, laticínios fortificados
- Tratamento de causas subjacentes: investigação de problemas de absorção ou doenças que possam interferir na metabolismo da vitamina D
Protocolo de suplementação
| Faixa etária / Situação | Dose recomendada (UI/dia) | Observação |
|---|---|---|
| Adultos (>18 anos) | 600 a 800 UI | Manutenção |
| Idosos (> 60 anos) | 800 a 2000 UI | Aumento devido à menor síntese cutânea |
| Deficiência confirmada | 50.000 UI semanal por 8 semanas | Para reposição rápida inicial |
Citações relevantes
Segundo a endocrinologista Dra. Ana Paula Dias, "A suplementação de vitamina D é segura quando orientada por um profissional, podendo prevenir doenças ósseas e fortalecer o sistema imunológico."
Prevenção da deficiência de vitamina D
Prevenir a deficiência é tão importante quanto tratar. Algumas ações recomendadas incluem:
- Expor-se ao sol regularmente, de forma moderada, por cerca de 15 a 30 minutos, preferencialmente entre 10h e 15h
- Manter uma alimentação balanceada com fontes de vitamina D
- Realizar exames periódicos, especialmente em grupos de risco
- Manter um estilo de vida ativo e saudável
Grupos de risco para deficiência de vitamina D
| Grupo de risco | Justificativa |
|---|---|
| Idosos | Menor síntese cutânea e maior risco de osteoporose |
| Pessoas com pele escura | Menor produção de vitamina D em resposta ao sol |
| Pessoas com pouca exposição solar | Estilo de vida indoor, clima, ou uso de protetor solar |
| Pessoas com doenças intestinais ou de absorção | Má absorção de nutrientes, incluindo vitamina D |
| Gestantes e lactantes | Demanda aumentada de nutrientes |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual é a diferença entre insuficiência e deficiência de vitamina D?
Resposta: A deficiência de vitamina D ocorre quando seus níveis estão abaixo do recomendado, geralmente <20 ng/mL, podendo levar a problemas ósseos. A insuficiência refere-se a níveis intermediários, entre 20-29 ng/mL, que ainda podem causar sintomas e prejuízos à saúde, mas geralmente menos graves.
2. A deficiência de vitamina D pode causar outras doenças?
Resposta: Sim. Além de problemas ósseos, há estudos que relacionam a deficiência de vitamina D com doenças autoimunes, diabetes, doenças cardiovasculares, e certos tipos de câncer. Contudo, pesquisas continuam para esclarecer esses vínculos.
3. Como posso saber se tenho deficiência de vitamina D?
Resposta: O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, principalmente a dosagem de 25(OH)D. Consulte um médico para avaliação adequada.
4. É possível suprir a vitamina D apenas com a alimentação?
Resposta: Em geral, a alimentação sozinha pode não suprir todas as necessidades, principalmente em casos de deficiência. A suplementação e exposição solar controlada são estratégias complementares.
Conclusão
A deficiência de vitamina D, representada pelo CID E55.9, é uma condição comum que pode impactar significativamente a qualidade de vida, causando dores ósseas, fragilidade e problemas imunológicos. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são essenciais para manter uma saúde plena. Conhecer os sintomas e buscar orientação médica contribuem para um manejo eficaz e evitando complicações futuras. Lembre-se de que a saúde óssea e imunológica dependem de uma rotina equilibrada, que inclua exposição solar, alimentação adequada e acompanhamento médico regular.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Guia de Vitamina D. Disponível em: https://www.sbem.org.br/
- Holick, M.F. (2007). Vitamin D deficiency. The New England Journal of Medicine, 357(3), 266-281.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
MDBF