CID de Consulta Ginecologia: Guia Completo para Profissionais de Saúde
A ginecologia é uma especialidade médica que se dedica ao cuidado da saúde do sistema reprodutor feminino, englobando prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas condições. Para padronizar a documentação e facilitar a comunicação entre profissionais de saúde, o Código Internacional de Doenças (CID) é amplamente utilizado, especialmente nas questões relacionadas à consulta ginecológica.
Neste artigo, apresentaremos um completo guia sobre o CID de consulta ginecologia, abordando sua importância, principais códigos utilizados, exemplos de condições clínicas, além de esclarecer dúvidas frequentes e oferecer referências essenciais para aprimorar o atendimento de profissionais e estudantes da área.

O que é o CID e sua importância na ginecologia?
O CID, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é um sistema de classificação padronizado que codifica doenças, sinais e sintomas, fatores externos, entre outros aspectos relacionados à saúde. Sua utilização é obrigatória no Brasil para registros, diagnósticos, estatísticas, e gestão de saúde pública.
Na ginecologia, o CID é fundamental para:
- Padronizar diagnósticos durante consultas;
- Facilitar a auditoria e controle de qualidade;
- Orientar tratamentos específicos;
- Contribuir para a produção de dados epidemiológicos confiáveis.
Como o CID auxilia a rotina do profissional de saúde
Ao utilizar os códigos do CID de forma correta, ginecologistas e demais profissionais garantem maior clareza na documentação clínica, facilitam a troca de informações entre hospitais, clínicas e laboratórios, e asseguram maior precisão nos registros administrativos e de saúde pública.
Principais códigos de CID utilizados em consultas ginecológicas
A seguir, apresentamos uma tabela com alguns dos códigos mais utilizados em consultas ginecológicas, agrupados por categorias clínicas:
| Categoria | Código CID | Descrição | Exemplos de condições |
|---|---|---|---|
| Infecções e Inflamações do Sistema Reprodutor Feminino | N76.* | Outras vaginites (por exemplo, N76.0: Vaginite por Candida) | Vaginite, cervicite, vulvovaginite |
| Distúrbios menstruais | N92.* | Hemorragia uterina anormal, distúrbios menstruais | Amenorreia (N91.0), metrorragia (N92.0) |
| Doenças do Ovário | E28.* | Síndrome do ovário policístico, cistos ovarianos | SOP (E28.2), cistos ovarianos não inflamados |
| Câncer e Neoplasias do Sistema Reprodutor | C54.* | Carcinoma do útero, ovário, vulva | Câncer de ovário (C56), câncer do endométrio (C54.1) |
| Condições relacionadas à Gravidez | O26.* | Complicações relacionadas à gravidez e parto | Pré-eclâmpsia (O14), diabetes gestacional (O24.4) |
| Planejamento Familiar e Métodos Contraceptivos | Z30.* | Consultas relacionadas a métodos contraceptivos | Orientação sobre anticoncepcionais (Z30.4) |
Detalhamento dos códigos mais utilizados
N76 - Outras vaginites
Este código inclui diversas infecções vaginais, como candidíase (N76.0), vaginose bacteriana (N76.1), e outras causas. É frequentemente utilizado em consultas ginecológicas de rotina para diagnóstico e tratamento dessas condições.
N92 - Hemorragia uterina anormal
Inclui distúrbios relacionados a sangramento irregular, como a menorragia, metrorragia, e irregularidades menstruais variadas, sendo essenciais na abordagem de pacientes com alterações menstruais.
E28 - Distúrbios do ovário
Códigos nesta categoria englobam a síndrome do ovário policístico (E28.2), cistos ovarianos funcionais ou não, além de outras formas de disfunção ovárica.
Como utilizar os códigos de CID na prática clínica
A correta utilização do CID envolve:
- Realizar um diagnóstico preciso;
- Selecionar o código correspondente à condição clínica encontrada;
- Encodar as informações de forma clara, descrevendo o motivo da consulta ou o diagnóstico principal;
- Manter registros atualizados conforme o quadro evolui ou novas condições surgem.
É importante notar que existem versões atualizadas do CID, sendo a mais recente a CID-10, adotada oficialmente no Brasil desde 2019. No entanto, o sistema ICD-11 já está em implementação progressiva, trazendo novas possibilidades de codificação.
Considerações sobre exames e suas respectivas codificações
Além do diagnóstico, exames complementares frequentemente relacionados às consultas ginecológicas possuem seus próprios códigos CID, contribuindo para a documentação completa do caso clínico.
| Exame | Código CID relacionado | Descrição |
|---|---|---|
| Papanicolau (Citologia Oncótica) | Z01.4 | Exame ginecológico, incluindo Papanicolau |
| Ultrassonografia pélvica | Z01.418 | Exame de imagem realizado para avaliação do sistema reprodutor feminino |
Saiba mais sobre a importância da classificação médica na saúde pública.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que significa "CID de Consulta Ginecologia"?
O CID de Consulta Ginecologia refere-se aos códigos do CID utilizados para documentar o motivo da consulta ginecológica ou o diagnóstico clínico daquela paciente. É uma ferramenta que padroniza e facilita o registro de condições clínicas.
2. Qual o código do CID para ginecologia geral?
Não há um código específico para "ginecologia geral" como uma condição. Em consultas de rotina, o código mais comum é Z01.4 (Exame ginecológico), que indica uma consulta sem uma patologia específica, apenas investigação ou prevenção.
3. Como escolher o código CID correto durante uma consulta?
O código correto deve refletir precisamente o diagnóstico ou motivo da consulta, baseado na avaliação clínica. Para isso, o profissional deve estar atualizado com a classification CID-10 e consultar tabelas específicas, como a da ANVISA ou o site oficial da OMS.
4. Como lidar com casos de múltiplas condições na mesma consulta?
Devem ser utilizados os códigos do CID que representem o diagnóstico principal e, se necessário, códigos adicionais para condições secundárias. Isso garante uma documentação completa e precisa.
5. O que fazer quando a condição clínica não possui um código específico?
Utilize o código "Z" de exame ou consulta, como Z01.4 para exames ginecológicos genéricos ou Z71.9 (Assessoramento individual, não especificado) até que uma classificação mais precisa seja possível.
Conclusão
O uso adequado do CID na ginecologia é essencial para a prática clínica eficaz, padronização do diagnóstico, e para as ações de saúde pública. Conhecer os principais códigos, sua aplicação e manter-se atualizado são passos fundamentais para garantir qualidade no atendimento às pacientes.
Lembre-se de que a classificação correta não é apenas uma exigência burocrática, mas uma ferramenta que contribui diretamente para o cuidado, o acompanhamento e o bem-estar da mulher.
Referências
Organização Mundial da Saúde. CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª edição, 2019. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/.
Ministério da Saúde. Manual de Código Internacional de Doenças (CID-10). Brasília: MS, 2020.
Associação Médica Brasileira. Guia de codificação médica e utilização do CID-10. 2021. Disponível em: https://amb.org.br/.
Sobre o Autor
Este artigo foi elaborado por especialistas da área da saúde, com experiência em codificação médica e gestão de informações clínicas, sempre com foco na otimização do atendimento e documentação clínica.
Este conteúdo é de caráter informativo e não substitui a orientação de profissionais de saúde qualificados.
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