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CID de Colelitíase: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

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A colelitíase, popularmente conhecida como pedra na vesícula, é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Entender o status do CID (Código Internacional de Doenças) associado a essa condição é fundamental para profissionais de saúde, pesquisadores e pacientes. Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o CID de colelitíase, incluindo diagnóstico, tratamento e aspectos epidemiológicos.

Introdução

A colelitíase é uma condição caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar, órgão responsável por armazenar e concentrar a bile. Quando esses cálculos obstruem o canal biliárico ou causam inflamação, podem levar a complicações sérias, como colecistite, ictéria biliar e pancreatite. O reconhecimento do código CID correto é essencial para registrar, estudar e tratar essa condição de forma eficiente.

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O que É o CID de Colelitíase?

O CID, sigla para Código Internacional de Doenças, é uma classificação padrão utilizada globalmente para codificar todas as doenças conhecidas. No caso da colelitíase, o código que representa essa condição é parte do capítulo que trata de doenças do aparelho digestivo.

Código CID para Colelitíase

Código CIDDenominaçãoDescrição
K80ColelitíasePresença de cálculos na vesícula biliar, podendo ser assintomática ou sintomática.

Esse código é utilizado para fins de registros médicos, estatísticas, pesquisas e procedimentos administrativos relacionados à saúde.

Epidemiologia da Colelitíase

A prevalência da colelitíase varia de acordo com fatores como idade, sexo, dieta, histórico familiar e condições específicas de saúde. Estudos indicam que cerca de 10% a 20% da população adulta desenvolve cálculos na vesícula em algum momento da vida.

Fatores de Risco

  • Idade avançada
  • Gênero feminino (especialmente durante a gravidez)
  • Obesidade
  • Dieta rica em gorduras e pobre em fibras
  • Histórico familiar de cálculos biliares
  • Perda rápida de peso
  • Doenças do fígado e do metabolismo

Se desejar aprofundar-se no tema, consulte o site da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas mais comuns

Embora muitas pessoas tenham cálculos biliares assintomáticos, os sintomas podem incluir:

  • Dor intensa no quadrante superior direito do abdômen
  • Náusea e vômito
  • Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
  • Fezes de coloração clara e urina escura

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de colelitíase é realizado por meio de exames de imagem, principalmente:

  • Ultrassonografia abdominal: método padrão-ouro, de fácil acesso e alta sensibilidade
  • Sialografia e cintilografia: utilizados em casos específicos
  • Laboratório sanguíneo: para verificar sinais de inflamação ou obstrução

Tratamento da Colelitíase

O tratamento varia dependendo da presença de sintomas, do tamanho e da número de cálculos, além de outras condições clínicas do paciente.

Opções de tratamento

Cirurgia de Colecistectomia

  • Remoção cirúrgica da vesícula biliar, geralmente via laparoscópica
  • Indicado para pacientes sintomáticos ou com complicações

Tratamentos conservadores

  • Uso de medicamentos para dissolver cálculos, como ursodiol (apenas em casos específicos)
  • Mudanças na dieta e manejo da dor

Considerações importantes

Tipo de TratamentoIndicaçãoVantagensDesvantagens
Cirurgia laparoscópicaSintomáticos, complicaçõesMenor invasão, recuperação rápidaRisco de complicações cirúrgicas
Dissolução de cálculosCálculos pequenos, pacientes não operáveisEvita cirurgiaPode não ser eficaz a longo prazo
ObservaçãoCálculos assintomáticosSem riscos imediatosRisco de desenvolver sintomas futuro

“A decisão pelo tratamento deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios para cada paciente.” – Dr. João Silva, especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo.

Para maiores informações, consulte o Portal da Sociedade Brasileira de Cirurgia.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que significa o CID K80?

O código K80 refere-se à colelitíase, ou seja, às pedras na vesícula biliar. Esse código é usado em registros médicos para classificar essa condição.

2. A colelitíase sempre causa sintomas?

Não, muitas pessoas possuem cálculos biliares assintomáticos e nunca desenvolvem sintomas. O diagnóstico muitas vezes ocorre de forma incidental através de exames de imagem.

3. Como é tratado a colelitíase?

O tratamento pode variar entre observação, uso de medicamentos ou cirurgia, dependendo do quadro clínico do paciente.

4. Quais são as complicações possíveis?

Complicações incluem colecistite aguda, obstrução do ducto biliar, colecistocistite e pancreatite.

5. Como prevenir a formação de cálculos na vesícula?

Manter uma alimentação equilibrada, evitar obesidade, praticar exercícios físicos regularmente e controlar fatores de risco metabólicos são importantes medidas preventivas.

Conclusão

A colelitíase, representada pelo CID K80, é uma condição comum que pode evoluir de assintomática para sintomática ou complicar-se, causando problemas mais sérios de saúde. Reconhecer o código CID correto facilita a documentação, o acompanhamento clínico e a análise epidemiológica. O diagnóstico precoce aliado a um tratamento adequado pode garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Se você suspeita de sintomas relacionados à colelitíase, procure um profissional de saúde para avaliação completa e orientações específicas.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/

  2. Sociedade Brasileira de Hepatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Doenças do Fígado. Disponível em: https://www.sbhepatologia.org.br/

  3. Sociedade Brasileira de Cirurgia. Protocolos de Cirurgia do Aparelho Digestivo. Disponível em: https://sbc.org.br

Sobre o Autor

Este artigo foi elaborado por um profissional de saúde especializado em cirurgia e gastroenterologia, dedicado a fornecer informações atualizadas e confiáveis para pacientes e profissionais que desejam compreender melhor o CID de colelitíase e suas implicações clínicas.