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CID de Choque Séptico: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento

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O choque séptico é uma condição médica grave que representa uma das principais causas de mortalidade nos hospitais ao redor do mundo. Caracterizado por uma resposta extrema do organismo à infecção, o choque séptico pode evoluir rapidamente e requer intervenção imediata. Neste artigo, exploraremos o CID de choque séptico, suas classificações, critérios diagnósticos, condutas de tratamento e a importância do reconhecimento precoce para melhorias nos desfechos clínicos.

O conhecimento aprofundado sobre o CID de choque séptico é essencial para profissionais de saúde, estudantes e pesquisadores que desejam aprimorar suas estratégias diagnósticas e terapêuticas.

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O que é o CID de Choque Séptico?

O CID (Classificação Internacional de Doenças), atualmente na sua 10ª edição (CID-10), fornece codificações específicas para diversas condições médicas, incluindo o choque séptico. A codificação correta é fundamental para registros oficiais, dados epidemiológicos e planejamento de políticas de saúde.

Na CID-10, o choque séptico está codificado como:

CódigoDescrição
R65.21Choque séptico

Este código reflete a gravidade do quadro clínico e é utilizado tanto para fins de diagnóstico quanto de estatísticas de saúde.

Classificações do Choque Séptico na CID

Embora a CID-10 utilize uma codificação específica para o choque séptico, é importante compreender suas subdivisões clínicas e patologias associadas.

Choque Séptico (R65.21)

Caracterizado pela imunopatologia grave e circulação comprometida, levando à falência de múltiplos órgãos.

Outras classificações relacionadas

  • Choque distributivo: inclui o choque séptico e o anafilático, devido a vasodilatação generalizada.
  • Choque séptico grave: associado a disfunções ou falência de órgãos.

Critérios Diagnósticos do Choque Séptico

O diagnóstico de choque séptico baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e hemodinâmicos. Segundo o Sepsis-3, a definição moderna de sepse e choque séptico é:

Sepse

Presença de infecção confirmada ou suspeita, mais disfunção orgânica aguda (de acordo com o aumento da score de SOFA).

Choque séptico

Forma mais grave de sepse, caracterizada por:

  • Uso de vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg,
  • Lactato sérico > 2 mmol/L, mesmo após reposição volêmica adequada.

Critérios essenciais

CritérioDescrição
Infecção confirmada ou suspeitaPode ser obtida por cultura ou evidências clínicas.
Disfunção orgânicaAvaliada pelo incremento do escore SOFA.
Hipotensão refratáriaNecessidade de vasopressores mesmo após reposição volêmica.
Lactato > 2 mmol/LIndicador de má perfusão tecidual.

Diagnóstico Laboratorial e Hemodinâmico

Exames laboratoriais importantes

  • Hemoculturas
  • Hemograma completo
  • Microbiologia de secreções
  • Lactato sérico
  • Função renal (ureia e creatinina)
  • Marcadores de inflamação (PCR, procalcitonina)

Avaliação hemodinâmica

  • Monitorização invasiva da pressão arterial
  • Cateter de artéria pulmonar, para medir débito cardíaco e resistência vascular sistêmica

Tabela Comparativa do Critérios de Choque Séptico

AspectoCritérios
Pressão arterial média (PAM)< 65 mmHg mesmo após reposição volêmica
Lactato> 2 mmol/L
Uso de vasopressoresNecessário para manter PAM ≥ 65 mmHg
Disfunção de órgãosAvaliada por escore SOFA

Tratamento do Choque Séptico

O manejo do choque séptico deve ser imediato, intensivo e multidisciplinar. As estratégias incluem suporte hemodinâmico, controle da infecção e suporte de órgãos.

Medidas iniciais

Reposição volêmica

  • administração rápida de cristaloides (como solução fisiológica ou Ringer lactato)
  • volume inicial recomendado: 30 mL/kg de peso corporal em até 3 horas

Uso de vasopressores

  • Noradrenalina é a primeira escolha para manter a PAM ≥ 65 mmHg
  • Considerar alternativas como vasopressina ou dopamina em casos específicos

Controle da infecção

  • antibioticoterapia empírica de amplo espectro
  • ajuste de antibióticos com base em cultura e sensibilidade

Monitorização contínua

  • lactato sérico, pressão arterial, débito cardíaco
  • suporte ventilatório se necessário

Suporte adicional

  • Diálise em casos de insuficiência renal
  • Ventilação mecânica para falência respiratória
  • Suporte nutricional precoce

Prevenção e Cuidados Especiais

A prevenção de sepse e choque séptico envolve controle de infecções hospitalares, higiene adequada, vacinação e vigilância em ambientes de risco, como unidades de terapia intensiva.

Importância do Diagnóstico Precoce

"Tempo é vida" — esta frase resume a importância do reconhecimento e tratamento rápido do choque séptico. Estudos demonstram que cada hora de atraso na administração de antibióticos adequados aumenta significativamente a mortalidade.

Perguntas Frequentes

1. Como identificar o choque séptico precocemente?

A presença de sinais como febre, hipotensão, taquicardia, confusão mental, lactato elevado e falência de órgãos sugere início de choque séptico. A monitorização contínua em ambientes hospitalares é fundamental.

2. Qual a diferença entre sepse e choque séptico?

Sepse é uma infecção que causa disfunção orgânica; o choque séptico é a fase mais grave, caracterizada por insuficiência circulatória e necessidade de vasopressores.

3. Quais são os principais fatores de risco?

Idosos, imunossuprimidos, pacientes com doenças crônicas, cirurgias recentes e infecções hospitalares aumentam o risco de desenvolver choque séptico.

4. Como prevenir o choque séptico?

Controle rigoroso de infecções, higiene adequada, vacinação, uso racional de antibióticos e monitoramento de pacientes internados.

Conclusão

O CID de choque séptico, representado pelo código R65.21 na CID-10, é uma condição de alta mortalidade que exige diagnóstico precoce e manejo imediato. Compreender seus critérios, possibilidades terapêuticas e cuidados de suporte é essencial para melhorar os desfechos clínicos.

A rápida intervenção, aliada ao uso de protocolos baseados em evidências, como as recomendações do Surviving Sepsis Campaign, pode salvar vidas. Como afirma o especialista Dr. Anthony McDonnell: "No manejo do choque séptico, cada minuto conta. A prontidão faz toda a diferença na sobrevivência dos pacientes."

Referências

  1. Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810.
  2. Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (SBTI). Protocolo de Sepse. Disponível em: https://sbti.org.br
  3. Organização Mundial da Saúde. Guia de Práticas para Diagnóstico e Tratamento do Choque Séptico. 2020.

Este artigo é uma síntese atualizada sobre o CID de choque séptico, com foco na sua classificação, diagnóstico e tratamento presencial, otimizado para facilitar a compreensão e aplicação prática por profissionais de saúde e estudantes.