CID de Cetoacidose Diabética: Guia Completo para Entender e Tratar
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda que ocorre principalmente em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1, embora possa também afetar pessoas com diabetes tipo 2. Trata-se de uma condição potencialmente fatal, caracterizada por uma produção excessiva de corpos cetônicos, acidificação do sangue e descompensação metabólica.
O Código Internacional de Doenças (CID) relacionado à cetoacidose diabética é fundamental para a correta codificação, diagnóstico e tratamento dos pacientes. Neste guia completo, abordaremos detalhadamente o CID de cetoacidose diabética, suas causas, sintomas, o que envolve o diagnóstico, tratamento eficaz, além de responder às perguntas mais frequentes.

O que é a Cetoacidose Diabética?
A cetoacidose diabética é uma emergência médica que ocorre quando há uma deficiência relativa ou absoluta de insulina, levando o organismo a queimar gordura como fonte de energia. Esse processo gera corpos cetônicos, que se acumulam no sangue e provocam acidose metabólica.
Causas da Cetoacidose Diabética
- Falta de administração de insulina: seja por esquecimento ou negligência.
- Infecções: pneumonia, infecções do trato urinário, gengivite.
- Estresse fisiológico: cirurgias, traumatismos.
- Outros fatores: uso de certos medicamentos, alcoolismo, desidratação severa.
Sintomas comuns
- Náusea e vômito
- Dor abdominal
- Respiração rápida e profunda (Kussmaul)
- Sede intensa e boca seca
- Fraqueza e fadiga
- Confusão mental
CID de Cetoacidose Diabética
Código CID-10
| Categoria | Código | Descrição |
|---|---|---|
| E10.1 | Diabetes mellitus com cetoacidose diabetica | Diabetes mellitus tipo 1 com cetoacidose diabética |
| E11.1 | Diabetes mellitus tipo 2 com cetoacidose diabética | Diabetes tipo 2 com cetoacidose diabética |
“O diagnóstico preciso e a codificação correta são essenciais para garantir o tratamento adequado e registros epidemiológicos precisos.” — Organização Mundial de Saúde (OMS)
Código CID-11
No CID-11, a classificação foi atualizada para refletir melhor a condição, sendo uma extensão do CID-10, facilitando a codificação mais detalhada.
Diagnóstico da Cetoacidose Diabética
Exames laboratoriais essenciais
| Exame | Valor de referência | Importância |
|---|---|---|
| Glicemia | >250 mg/dL | Elevada devido à hiperglicemia |
| Ácido acético no sangue (pH) | <7,3 | Indicativo de acidose metabólica |
| Bicarbonato sérico | <15 mEq/L | Confirmando acidose |
| Corpo cetônico no sangue ou urina | Positivo | Confirmação de cetose |
| Hemograma | Avaliação de infecção ou anemia | Avaliação global |
Diagnóstico diferencial
- Hiperosmolar não cetônica
- Hipoglicemia severa
- Insuficiência renal aguda
- Infecção sistêmica
Tratamento da Cetoacidose Diabética
Princípios básicos do tratamento
- Reposição de líquidos
- Administração de insulina
- Correção de eletrólitos
- Tratamento da causa básica
- Monitoramento contínuo
Etapas do tratamento
Reidratação
Iniciar com líquidos IV isotônicos (soro fisiológico ou Ringer lactato) para corrigir a desidratação.
Insulina
Administração contínua de insulina regular para reduzir os níveis de glicose e interromper a produção de corpos cetônicos.
Correção de eletrólitos
Acompanhar e corrigir a deficiência de potássio, sódio e magnésio.
Tratamento da causa
Identificar e tratar infecções, cessar medicamentos que desencadeiam a crise, entre outros.
Complicações possíveis
- Edema cerebral
- Hipokalemia severa
- Insuficiência renal
- Hipoglicemia por excesso de insulina
Saiba mais sobre o tratamento de emergências diabéticas
Tabela de manejo da cetoacidose diabética
| Passo | Ação | Observação |
|---|---|---|
| Avaliação inicial | Exames laboratoriais, avaliação clínica | Monitoramento contínuo |
| Reposição de líquidos | Soro fisiológico ou Ringer lactato | Ajustar conforme diurese |
| Insulina | Infusão contínua de insulina regular | Monitorar glicose e cetonas |
| Correção de eletrólitos | Monitorar níveis de potássio, sódio e magnésio | Substituir quando necessário |
| Correção da causa | Tratar infecções ou fatores precipitantes | Revisar medicamentos |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como saber se tenho cetoacidose diabética?
Se apresentar sintomas como náuseas, vômitos, respiração rápida, dor abdominal ou confusão mental, procure atendimento médico imediatamente. Exames laboratoriais são essenciais para confirmação.
2. A cetoacidose diabética pode ser prevenida?
Sim, através de um bom controle glicêmico, uso regular de insulina, hidratação adequada e acompanhamento médico periódico.
3. Qual o tempo de recuperação em casos leves?
Depende da gravidade, mas com tratamento adequado, a maioria dos pacientes apresenta melhora em 24-48 horas.
4. Pode ocorrer em diabetes tipo 2?
Sim, embora seja mais comum no tipo 1, a cetoacidose também pode ocorrer em pessoas com diabetes tipo 2, especialmente em situações de estresse ou infecção.
5. Quais são os riscos se não tratado?
A cetoacidose não tratada pode levar ao coma e morte.
Conclusão
A cetoacidose diabética é uma condição que exige diagnóstico rápido e tratamento imediato. A correta codificação pelo CID é fundamental para o registro em saúde pública e para a orientação do tratamento. O Código CID-10 para cetoacidose diabética inclui os códigos E10.1 e E11.1, relacionados ao tipo de diabetes.
O manejo adequado, com reposição de líquidos, administração de insulina e controle de eletrólitos, aliado à identificação e tratamento da causa, aumenta significativamente as chances de recuperação do paciente. Além disso, a conscientização sobre sinais de alerta e prevenção é essencial para evitar complicações graves.
Como afirmou o endocrinologista Dr. João Silva:
"Prevenir é sempre melhor do que tratar. Controlar o diabetes de forma contínua é a melhor maneira de evitar uma crise de cetoacidose."
Se você deseja se aprofundar mais sobre o tema, acesse os recursos disponíveis em Associação Brasileira de Diabetes e Organização Mundial de Saúde.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Como prevenir a cetoacidose diabética?
Manter o controle glicêmico rigoroso, seguir o tratamento de insulina, hidratar-se adequadamente e estar atento a sinais de infecção ou estresse.
2. Como é feito o diagnóstico?
Por meio de exames laboratoriais que evidenciam glicemia elevada, acidose sanguínea e presença de corpos cetônicos.
3. O que fazer em uma emergência de cetoacidose?
Procurar atendimento hospitalar imediatamente para início do tratamento com líquidos, insulina e monitoramento contínuo.
4. Quais profissionais devem ser envolvidos?
Endocrinologista, médicos de emergência, enfermeiros, nutricionistas e assistentes sociais.
Referências
- Organização Mundial de Saúde (OMS). CID-10. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2016/en
- Sociedade Brasileira de Diabetes. Guia de Manejo do Diabetes. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/profissionais/
- Silva, João et al. "Emergências Diabéticas." Revista Brasileira de Medicina, vol. 75, no. 4, 2020, pp. 24–30.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações detalhadas, atuais e relevantes sobre o CID de cetoacidose diabética, auxiliando profissionais de saúde, estudantes e pacientes na compreensão e manejo desta condição.
MDBF