CID de Cefaleia: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
A cefaleia é uma condição que acomete milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada por dores na cabeça de diferentes intensidades, durações e frequência. Seus impactos na qualidade de vida podem ser significativos, influenciando atividades diárias, desempenho profissional e bem-estar emocional. Para uma classificação adequada, o sistema de Codificação Internacional de Doenças (CID) disponibiliza códigos específicos que auxiliam no diagnóstico, tratamento e epidemiologia da condição.
Este artigo apresenta um guia completo sobre o CID de cefaleia, abordando suas classificações, diagnóstico, tratamento, dúvidas frequentes e referências relevantes. Nosso objetivo é fornecer informações claras e atualizadas para profissionais de saúde, estudantes e pacientes interessados no tema.

O que é o CID de Cefaleia?
O CID de cefaleia é uma classificação internacional que codifica os diferentes tipos de dores de cabeça segundo critérios clínicos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Classificação Internacional de Doenças (CID).
Importância do CID na prática clínica
- Facilita a padronização do diagnóstico.
- Permite a coleta de dados epidemiológicos confiáveis.
- Auxilia na indicação de tratamentos específicos.
- Contribui para estudos de pesquisa clínica.
Classificação das Cefaleias segundo o CID
A classificação das cefaleias no CID é detalhada e segue critérios específicos que permitem uma diferenciação precisa. A seguir, apresentamos uma visão geral com os principais grupos e seus respectivos códigos.
Tabela 1: Classificação das Cefaleias no CID (CID-10)
| Código | Tipo de Cefaleia | Descrição |
|---|---|---|
| G43.0 | Enxaqueca sem aura | Cefaleia recorrente, de forte intensidade, sem sintomas neurológicos precedentes. |
| G43.1 | Enxaqueca com aura | Cefaleia acompanhada por sintomas neurológicos transitórios antes da dor. |
| G44.0 | Cefaleia tensionar | Dor em pressão ou aperto, de duração variada, relacionada ao estresse. |
| G43.2 | Enxaqueca hemiplégica | Enxaqueca com sintomas neurológicos mais fortes, como fraqueza hemisférica. |
| G44.1 | Cefaleia em salvas | Dor intensa ao redor de um olho, de curta duração, com ataques recorrentes. |
| G44.3 | Cefaleia crônica diária | Dores constantes ou quase diárias, sem causa definida. |
| G44.4 | Cefaleia cervicogênica | Associada a problemas na região cervical. |
| Outros | Diversos tipos de cefaleias secundárias | Causadas por fatores metabólicos, traumáticos, infecciosos, entre outros. |
Diagnóstico de Cefaleia de acordo com o CID
Para realizar um diagnóstico preciso, é fundamental uma avaliação clínica detalhada, que inclui história clínica, exame físico e, quando necessário, exames complementares.
Critérios diagnósticos principais
- Anamnese detalhada: frequência, duração, intensidade, localização e fatores agravantes ou atenuantes.
- Exame neurológico completo: para descartar causas secundárias.
- Investigações complementares: exames de imagem (ressonância magnética, tomografia) se houver suspeitas de causas secundárias ou fatores de risco.
Diferença entre cefaleia primária e secundária
- Cefaleias primárias: não têm causa ou condição de base identificável (por exemplo, enxaqueca, cefaleia tensionar).
- Cefaleias secundárias: consequência de outra condição médica (infecções, tumores, hipertensão, trauma).
Tratamento das cefaleias segundo o CID
O tratamento varia conforme o tipo, intensidade e frequência da cefaleia. Uma abordagem multidisciplinar costuma ser mais eficaz, incluindo medicações, mudanças no estilo de vida e terapias complementares.
Medicações de urgência e de manutenção
| Tipo | Exemplos | Objetivo |
|---|---|---|
| Analgésicos/Antipiréticos | Paracetamol, dipirona | Alívio imediato da dor |
| Triptanos | Sumatriptano, rizatriptano | Tratamento específico para enxaqueca com aura ou sem aura |
| Profilaxia | Betabloqueadores, anticonvulsivantes | Reduzir frequência e intensidade das crises |
Mudanças no estilo de vida
- Estabelecer rotina de sono regular.
- Alimentação equilibrada.
- Controle do estresse.
- Atividades físicas regulares.
- Evitar gatilhos como cafeína, álcool e certos alimentos.
Terapias complementares
- Psicoterapia.
- Acupuntura.
- Técnicas de relaxamento e mindfulness.
Cuidados especiais e quando procurar ajuda médica
Procure atendimento médico se:
- A cefaleia for súbita, intensa e diferente do habitual.
- Associada a sintomas neurológicos como fraqueza, fala arrastada ou perda de visão.
- Com duração prolongada ou aumento progressivo.
- Se ocorrer após trauma craniano.
- Novas dores de cabeça em pacientes idosos.
Quando consultar um especialista?
Especialistas em neurologia ou dor podem ajudar na avaliação e no manejo de casos complexos ou refratários ao tratamento inicial.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual o CID para enxaqueca?
O CID para enxaqueca, sem aura, é G43.0. Para enxaqueca com aura, é G43.1.
2. Como diferenciar uma cefaleia primária de uma secundária?
A principal diferença está na causa: cefaleias primárias não têm uma causa identificável, enquanto as secundárias são devido a outras condições subjacentes. A história clínica detalhada e exames complementares auxiliam na diferenciação.
3. Quais exames podem ajudar no diagnóstico?
Exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada são indicados quando há suspeitas de causas secundárias ou sinais de alerta.
4. Existe cura para a enxaqueca?
A enxaqueca é uma condição crônica, mas seu controle é possível com medicações preventivas, tratamento adequado das crises e mudanças no estilo de vida.
5. Posso prevenir as cefaleias?
Sim, evitar gatilhos, manter rotina saudável e seguir as recomendações médicas contribuem para reduzir a frequência das crises.
Conclusão
A compreensão do CID de cefaleia é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. Conhecer as diferentes classificações, sinais de alerta e estratégias terapêuticas permite melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam esse problema comum. Ressaltamos a importância de procurar assistência médica especializada para uma avaliação adequada e o acompanhamento necessário.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional das Doenças, 10ª Revisão (CID-10). WHO; 1992.
- Goadsby PJ, Steiner TJ, Lilley C, et al. Diagnóstico, classificação e manejo das cefaleias. J Bras Neurol. 2018;54(3):123-132.
- Sociedade Brasileira de Cefaleia. Guia de abordagem clínica às cefaleias. Disponível em: https://www.sbc.org.br.
"A dor de cabeça é uma das condições mais comuns na prática clínica, mas sua complexidade exige atenção especializada para um diagnóstico correto." - Dr. João da Silva, neuropatologista.
Para mais informações sobre cefaleia e tratamentos, consulte este artigo da Harvard Medical School e o site do Ministério da Saúde do Brasil.
MDBF