CID de Atestados: Guia Completo para Profissionais de Saúde
A emissão de atestados médicos é uma prática fundamental na rotina de profissionais de saúde, servindo como documento oficial que atesta a condição de saúde de um paciente. Um aspecto imprescindível dessa tarefa é a correta utilização do Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID), que garante padronização, precisão e validade jurídica aos atestados de ausência, por exemplo, ao trabalho ou à escola.
Este guia completo tem como objetivo esclarecer tudo o que você, profissional de saúde, precisa saber sobre o CID de atestados, abordando desde conceitos básicos até procedimentos práticos, além de destacar a importância do uso correto do código para evitar problemas legais ou de fiscalização.

O que é o CID e sua importância nos atestados
O Código Internacional de Doenças (CID) é uma classificação mantida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizada mundialmente para identificar doenças, condições clínicas e fatores que influenciam a saúde do paciente. No Brasil, a versão atualizada é o CID-10, que serve de base para a emissão de atestados médicos e documentos oficiais.
Importância do CID nos atestados
- Padronização: garante que a condição de saúde seja comunicada de forma clara e uniforme;
- Legalidade: contribui para que o atestado tenha validade perante órgãos públicos e privados;
- Financiamento e fiscalização: ajuda na fiscalização das informações repassadas pelas instituições de saúde;
- Dados epidemiológicos: permite o monitoramento de doenças e condições de saúde na população.
Como funciona o uso do CID nos atestados médicos
O uso do CID em atestados é uma exigência normativa que visa especificar a doença ou condição de saúde que justifica a ausência do paciente.
Procedimentos para a inclusão do CID
- Diagnóstico preciso: o profissional deve realizar uma avaliação clínica detalhada;
- Seleção do código adequado: consultar a lista de códigos do CID-10 relacionada ao diagnóstico;
- Anotação no atestado: inserir o código na documentação, geralmente ao lado do diagnóstico.
“A correta anotação do CID no atestado é essencial para assegurar sua validade e compreensão por parte de órgãos fiscalizadores.” (Fonte: Ministério da Saúde)
Códigos de CID mais utilizados em atestados
A seguir, uma tabela com alguns códigos de CID frequentemente utilizados em atestados médicos e suas descrições:
| Código CID | Descrição | Uso Comum |
|---|---|---|
| J00 | Infecção aguda do trato respiratório superior | Resfriado comum, gripe |
| F41.1 | Transtorno de ansiedade generalizada | Ansiedade, estresse relacionado ao trabalho |
| M54.5 | Dor lombar | Hérnia de disco, lombalgia |
| I10 | Hipertensão essencial (primária) | Controle de pressão arterial |
| B34.9 | Infecção viral, não especificada | Viroses diversas |
| K21.9 | Doença do refluxo gastroesofágico | Refluxo, azia |
Procedimentos e cuidados na emissão de atestados com CID
Passo a passo para emissão correta do atestado
- Identificação do paciente: nome completo, data de nascimento, número do documento;
- Descrição da condição de saúde: breve, objetiva e clara;
- Código CID: inserir o código que corresponde ao diagnóstico;
- Período de afastamento: informar a data de início e término;
- Assinatura do profissional: incluindo número do conselho de classe (ex.: CRM);
- Data e local de emissão: obrigatório.
Recomendações importantes
- Apenas profissionais habilitados podem emitir atestados médicos;
- O diagnóstico deve estar embasado em avaliação clínica válida;
- O código CID deve sempre refletir a condição clínica atual do paciente.
Dica: Sempre consultar as tabelas atualizadas do CID para garantir a precisão dos códigos. A World Health Organization fornece acesso às versões mais recentes do sistema.
Diferenças entre atestados com e sem CID
| Aspecto | Atestado com CID | Atestado sem CID |
|---|---|---|
| Validade oficial | Mais aceita em órgãos públicos e privados | Pode ser considerado inválido em algumas situações |
| Clareza na condição de saúde | Especifica o diagnóstico | Geralmente mais genérico |
| Utilização para fins fiscais | Pode facilitar fiscalização | Menos preciso |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. É obrigatório inserir o CID no atestado médico?
Sim, em geral, a legislação brasileira exige a inclusão do CID para validade do atestado, especialmente em ambientes de trabalho e órgãos públicos.
2. O que fazer se não tiver o código exato do diagnóstico?
Procure consultar a tabela do CID-10, disponível no portal da OMS, ou solicitar orientação de um profissional de saúde mais especializado.
3. Pode o paciente solicitar o código CID ao médico?
Sim, desde que a solicitação esteja relacionada à finalidade do atestado e seja de conhecimento do profissional de saúde.
4. Quais cuidados tomar ao emitir um atestado com CID?
- Garantir o diagnóstico correto;
- Inserir o código adequado ao diagnóstico;
- Não emitir atestados falsos ou com informações incorretas;
- Manter a confidencialidade do paciente.
5. O uso do CID nos atestados pode ser alterado?
O CID deve refletir a condição atual e verdadeira do paciente. Alterações só podem ser feitas com avaliação clínica adequada.
Conclusão
O correto uso do Código Internacional de Doenças (CID) em atestados médicos é essencial para garantir validade jurídica, padronização das informações e segurança tanto para o profissional de saúde quanto para o paciente. Conhecer os códigos mais utilizados, seguir os procedimentos corretos de emissão e estar atento às legislações vigentes contribuem para uma prática ética e eficiente.
Lembre-se sempre de consultar as fontes oficiais do CID, como a OMS, e de manter-se atualizado com as normativas do Ministério da Saúde e dos conselhos profissionais. Afinal, um atestado bem elaborado é uma ferramenta de proteção e garantia de direitos.
Referências
- Ministério da Saúde. Guia de Procedimentos: Afastamentos por Motivos de Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Conselho Regional de Medicina (CRM). Normas para emissão de atestados médicos.
Esperamos que este guia tenha sido útil para aprimorar sua prática profissional, garantindo que os atestados emitidos estejam corretos, legalmente validados e seguros para todos.
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