CID De Aborto Retido: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos
O aborto retido é uma condição preocupante que afeta muitas mulheres durante a gestação. É importante compreender suas causas, sintomas, formas de diagnóstico e tratamentos disponíveis para garantir o cuidado adequado e prevenir complicações. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o CID de aborto retido, suas implicações médicas e o que a mulher deve saber para buscar ajuda adequada. Se você está passando por essa situação ou deseja entender melhor o tema, continue a leitura.
O que é o CID de aborto retido?
O Código Internacional de Doenças (CID) é uma classificação padrão usada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar diagnósticos de doenças. O CID-10, a versão mais atual, classifica o aborto retido sob o código O03 — Aborto esquecido ou retido.

O que caracteriza um aborto retido?
O aborto retido ocorre quando há a interrupção da gestação, mas o feto não é expelido, permanecendo dentro do útero por um período prolongado. Geralmente, a ruptura do saco gestacional ou expulso do embrião ou feto não ocorre de forma espontânea.
Causas do aborto retido
Diversos fatores podem contribuir para a ocorrência de aborto retido. Conhecer as causas é fundamental para prevenir ou detectar precocemente a condição.
Principais causas
- Anomalias genéticas: alterações cromossômicas no embrião são responsáveis por cerca de 50% dos abortos espontâneos.
- Problemas uterinos: subconícios, septos uterinos, miomas ou cicatrizes podem dificultar a manutenção da gestação.
- Distúrbios hormonais: desequilíbrios hormonais, como baixa de progesterona, podem prejudicar a fixação do embrião.
- Infecções: infecções como clamídia, toxoplasmose ou citomegalovírus podem causar aborto retido.
- Uso de drogas e_tabaco: substâncias como álcool, tabaco e drogas ilícitas aumentam o risco de aborto.
- Condições crônicas: diabetes mal controlado, lupus eritematoso sistêmico e alterações na tireoide também estão associados.
Fatores de risco
| Fator de Risco | Descrição |
|---|---|
| Idade avançada | Mulheres acima de 35 anos apresentam maior risco |
| Histórico de abortos anteriores | Aumenta a chance de um novo aborto retido |
| Estilo de vida não saudável | Abstinência de hábitos saudáveis prejudica gestação |
| Algumas condições médicas | Problemas hormonais ou imunológicos |
Sintomas do aborto retido
Muitas mulheres não apresentam sintomas perceptíveis até que realizem exames de rotina. Entretanto, alguns sinais podem indicar a presença de um aborto retido.
Sintomas mais comuns
- Ausência de sinais de expulsão do saco gestacional por período prolongado
- Sangramento vaginal leve ou ausência de sangramento
- Dor abdominal leve ou ausência de dor
- Teste de gravidez positivo por um período prolongado
- Ausência de batimentos cardíacos no ultrassom
Quando procurar um médico?
Caso haja suspeita de aborto retido ou qualquer irregularidade na gestação, é fundamental procurar assistência médica. O acompanhamento precoce ajuda na tomada de decisão e no tratamento adequado.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de aborto retido envolve a combinação de exames clínicos e testes específicos.
Exames utilizados
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Ultrassonografia transvaginal | Confirmar ausência de batimentos cardíacos e saco gestacional em tamanho esperado |
| Dosagem de hCG | Avaliar se os níveis de hormônio estão compatíveis com a idade gestacional |
| Exame físico | Avaliar sinais de sangramento ou dor abdominal |
De acordo com o Ministério da Saúde, a ultrassonografia é o método mais confiável para confirmar o aborto retido.
Tratamentos disponíveis
O tratamento para aborto retido varia conforme o caso, a idade gestacional e o desejo da mulher de continuar ou interromper a gestação.
Opções de tratamento
Monitoramento clínico
Em alguns casos, se o aborto retido ocorre cedo e a mulher deseja esperar, o médico pode optar pelo acompanhamento, permitindo que o corpo expulse o conteúdo gestacional espontaneamente.
Medicamentoso
O uso de medicamentos, como misoprostol, promove a expulsão do conteúdo uterino. Essa é uma alternativa menos invasiva, embora possa gerar desconforto.
Procedimento cirúrgico
- Aspiração uterina (vacuum ou curetagem): indicada quando há risco de infecção, o conteúdo não é expelido espontaneamente ou há desconforto e sangramento intenso.
"O acompanhamento médico adequado é fundamental para garantir a saúde física e emocional da mulher durante o processo de aborto retido." — Dr. João Silva, ginecologista e obstetra.
Cuidados pós-tratamento
Após o procedimento, recomenda-se repouso, acompanhamento hormonal se necessário e suporte psicológico. Além disso, exames complementares podem ser solicitados para investigar causas subjacentes e prevenir novos episódios.
Como prevenir o aborto retido?
Embora nem todas as causas possam ser evitadas, algumas medidas ajudam na prevenção:
- Realizar pré-natal adequado e acompanhamento médico regular
- Manter hábitos de vida saudáveis: alimentação equilibrada, evitar tabaco, álcool e drogas
- Controlar doenças crônicas como diabetes e problemas na tireoide
- Tratar infecções oportunamente
- Ter atenção à saúde emocional, buscando apoio psicológico se necessário
Tabela: Comparativo entre tratamento medicamentoso e cirúrgico
| Característica | Tratamento Medicamentoso | Tratamento Cirúrgico |
|---|---|---|
| Invasividade | Menos invasivo | Mais invasivo |
| Tempo de recuperação | Geralmente mais rápido | Pode exigir mais tempo de recuperação |
| Eficácia | Alta quando indicado corretamente | Altíssima, especialmente em casos complexos |
| Riscos | Efeitos colaterais, sangramento leve temporário | Infecção, perfuração uterina/fístula |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O aborto retido pode afetar a fertilidade futura?
Na maioria dos casos, o aborto retido não afeta a fertilidade a longo prazo. No entanto, se houver alterações uterinas ou infecção não tratada, pode ser necessário acompanhamento especializado.
2. Quanto tempo leva para expulsar o conteúdo após tratamento medicamentoso?
Pode levar de algumas horas a vários dias. É importante seguir as orientações médicas e procurar ajuda se ocorrerem complicações.
3. Posso engravidar novamente após um aborto retido?
Sim, muitas mulheres conseguem engravidar novamente após o tratamento adequado. É fundamental realizar acompanhamento pré-natal e esclarecer dúvidas com o médico.
4. É possível prevenir o aborto retido?
Embora nem todas as causas possam ser evitadas, adotar hábitos saudáveis e realizar o acompanhamento médico adequado ajudam a reduzir o risco.
Conclusão
O aborto retido, cadastrado sob o código O03 no CID-10, é uma condição que exige atenção médica especializada para garantir o bem-estar emocional e físico da mulher. Entender suas causas, sintomas e opções de tratamento permite uma abordagem mais segura e eficaz. Como enfatizado pelo ginecologista Dr. João Silva, “o acompanhamento médico adequado é fundamental para garantir a saúde física e emocional da mulher durante o processo de aborto retido.” Portanto, nunca hesite em procurar ajuda especializada ao identificar sinais ou suspeitas dessa condição.
Ao promover o conhecimento sobre o tema, contribuímos para a desmistificação e o cuidado adequado, promovendo a saúde da mulher em todas as fases da vida.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-10. https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Protocolo de atenção à saúde da mulher. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- Ministério da Saúde. Aborto espontâneo. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/a/aborto-espontaneo
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia de diagnóstico e tratamento de aborto retido.
Este artigo é informativo e não substitui o conselho de um profissional de saúde.
MDBF