CID DA Deficiência Auditiva: Classificação e Diagnóstico Efetivos
A deficiência auditiva é uma condição que impacta a capacidade de uma pessoa de ouvir sons, afetando significativamente sua comunicação, desenvolvimento social e qualidade de vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 5% da população mundial apresenta algum grau de perda auditiva, o que enfatiza a importância de um diagnóstico preciso e uma classificação adequada para orientar tratamentos e intervenções.
Para profissionais da saúde, a classificação adequada da deficiência auditiva é fundamental para determinar o melhor caminho terapêutico e para assegurar o reconhecimento oficial da condição, que muitas vezes é feita por meio do Código Internacional de Doenças (CID). Este artigo abordará de forma detalhada a classificação da deficiência auditiva segundo o CID, além de discutir os critérios de diagnóstico efetivos, facilitando a compreensão e o reconhecimento dessa condição.

“A identificação correta e precoce da deficiência auditiva é vital para promover intervenções eficazes e garantir uma melhor qualidade de vida para os indivíduos afetados.” – Organização Mundial da Saúde (OMS)
O que é o CID e sua importância na classificação da deficiência auditiva
O CID, ou Código Internacional de Doenças, é um sistema padronizado mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica todas as doenças, condições de saúde e fatores relacionados. A utilização do CID é obrigatória para fins de diagnóstico, registro e estatísticas de saúde, possibilitando uma compreensão uniforme das condições clínicas em diferentes contextos.
Na classificação da deficiência auditiva, o CID fornece códigos específicos que auxiliam os profissionais de saúde na identificação precisa do grau, tipo e causa da perda auditiva, além de facilitar o acesso a direitos, benefícios e tratamentos adequados.
Classificação da deficiência auditiva segundo o CID
Tipos de deficiência auditiva segundo o CID
A classificação da deficiência auditiva acompanha critérios específicos que consideram a localização da perda e o grau de deficiência. Os códigos do CID dividem-se principalmente em categorias que incluem perda condutiva, neurossensorial ou mista.
Tabela 1: Classificação da deficiência auditiva segundo o CID
| Código CID | Descrição | Tipo de Perda | Grau de Perda |
|---|---|---|---|
| H90.0 | Perda auditiva neurossensorial, bilateral | Neurossensorial | Leve a Severidade Variável |
| H90.1 | Perda auditiva neurossensorial, unilateral | Neurossensorial | Leve a Severidade Variável |
| H90.2 | Perda auditiva condutiva, bilateral | Condutiva | Leve a Severidade Variável |
| H90.3 | Perda auditiva condutiva, unilateral | Condutiva | Leve a Severidade Variável |
| H90.4 | Perda auditiva mista, bilateral | Mista | Leve a Severidade Variável |
| H90.5 | Perda auditiva mista, unilateral | Mista | Leve a Severidade Variável |
Fonte: Ministério da Saúde do Brasil / Organização Mundial da Saúde
Código CID para diferentes graus de perda auditiva
A classificação também considera o grau de perda auditiva, que pode variar de leve a profundo, impactando significativamente o diagnóstico e a intervenção:
| Grau de Perda | Descrição | Frequência de Perda |
|---|---|---|
| Leve | Dificuldade em ouvir sons suaves, especialmente em ambientes ruidosos | Leve |
| Moderada | Dificuldade em ouvir sons cotidianos, podendo precisar de ajuda auditiva | Moderada |
| Severa | Perda significativa na audição, compreensão de fala limitada | Severa |
| Profunda | Perda quase total da audição, necessidade de dispositivos adicionais | Profunda |
Como são classificados os tipos de perda auditiva?
- Perda Condutiva: ocorre quando há obstruções ou problemas na orelha externa ou média que dificultam a transmissão do som.
- Perda Neurossensorial: resulta de danos ao ouvido interno ou ao nervo auditivo.
- Perda Mista: combina componentes de ambos os tipos, condutivo e neurossensorial.
Diagnóstico efetivo da deficiência auditiva
Avaliações clínicas e exames complementares
O diagnóstico preciso da deficiência auditiva é realizado por meio de diversas avaliações, que incluem:
- Audiometria: avalia a capacidade de ouvir diferentes frequências e volumes;
- Emissões otoacústicas: verifica a função da cóclea;
- Potenciais evocados auditivos**: avalia a resposta do sistema nervoso ao estímulo sonoro;
- Otoscopia: inspeção do ouvido externo e médio para identificar possíveis obstruções ou infecções.
Importância do diagnóstico precoce
Segundo a OMS, o diagnóstico precoce e intervenção adequada podem prevenir ou minimizar os impactos da deficiência auditiva no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da pessoa, especialmente em crianças.
Para uma avaliação adequada, é fundamental procurar profissionais especializados em audiologia e otorrinolaringologia. Além disso, o uso de tecnologias modernas, como o Sistema de Diagnóstico Auditivo Neonatal (BANR) e programas de triagem auditiva, tem aumentado o sucesso na detecção precoce.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da deficiência auditiva varia de acordo com o grau e o tipo de perda. Pode incluir uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares, terapia de linguagem ou, em alguns casos, cirurgias.
Para quem deseja informações detalhadas sobre as opções de tratamento, recomenda-se a leitura de fontes confiáveiscomo o site do Ministério da Saúde.
Como o CID auxilia na inclusão e na garantia de direitos
A correta classificação pelo CID permite que indivíduos com deficiência auditiva tenham acesso a benefícios sociais, programas de reabilitação e garantias legais, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Além disso, o reconhecimento oficial ajuda na inclusão escolar, profissional e social.
Perguntas Frequentes
1. Qual o código CID mais comum para deficiência auditiva?
O código mais utilizado é o H90, que abrange os diferentes tipos e graus de perda auditiva neurossensorial, condutiva e mista.
2. Como é feito o diagnóstico de deficiência auditiva?
O diagnóstico é realizado por audiometrias, exames clínicos e avaliações complementares por profissionais especializados em audiologia.
3. Quais são os principais tratamentos para deficiência auditiva?
O uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares, terapia de fala e cirurgias são as principais opções, dependendo do grau e do tipo de perda.
4. A deficiência auditiva pode ser evitada?
Algumas causas podem ser evitadas com a prevenção de infecções, uso adequado de proteção auditiva em ambientes ruidosos e cuidados na gestação.
Conclusão
A classificação da deficiência auditiva segundo o CID é uma ferramenta essencial para profissionais de saúde, gestores públicos e indivíduos afetados. Ela possibilita uma compreensão clara, eficiente e padronizada da condição, facilitando diagnóstico, tratamento e inclusão social.
Desde a identificação precoce até o tratamento adequado, o reconhecimento e o uso correto do código CID contribuem para uma melhor qualidade de vida dos indivíduos com deficiência auditiva, promovendo sua inclusão plena na sociedade.
Para garantir uma abordagem eficaz, é fundamental investir em campanhas de conscientização, acesso a serviços de saúde especializados e no fortalecimento de políticas de inclusão.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). "Prevalência de Perda Auditiva." Disponível em: https://www.who.int/health-topics/hearing-loss#tab=tab_1
Ministério da Saúde do Brasil. "Protocolos de avaliação auditiva." Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/portal/bvs/publicacoes/protocolos_avaliacao_auditiva.pdf
Lei nº 13.146/2015 - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm
Observação: Este artigo foi elaborado para oferecer uma compreensão abrangente e atualizada sobre o CID da deficiência auditiva, promovendo informação acessível e útil para profissionais e público geral.
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