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CID D46: Guia Completo Sobre Disfunção Ovariana e Diagnóstico

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A saúde da mulher é um tema de grande importância, e compreender os códigos do CID (Classificação Internacional de Doenças) é fundamental para o diagnóstico preciso e o tratamento adequado. Dentre eles, o CID D46 refere-se à disfunção ovariana, uma condição que pode impactar significativamente a saúde reprodutiva e bem-estar geral da mulher.

Neste guia completo, abordaremos o significado do CID D46, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e dicas importantes para quem busca entender melhor essa condição.

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Introdução

A disfunção ovariana engloba uma variedade de condições que afetam a funcionalidade dos ovários, podendo levar à infertilidade, alterações hormonais e outros problemas de saúde. O código CID D46 é utilizado pelos profissionais de saúde para classificar esses distúrbios de origem ovariana.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a compreensão e o diagnóstico precoce das disfunções hormonais femininas são essenciais para promover a saúde integral da mulher"¹. Por isso, é fundamental entender os detalhes sobre essa condição, seus sinais e as opções de tratamento disponíveis.

O que é o CID D46?

Significado do código CID D46

O código CID D46 pertence ao capítulo de doenças do sistema hematopoético, especificamente às disfunções hormonais que envolvem os ovários. A denominação oficial é Disfunção ovariana, que abrange distintas manifestações de desregulação na atividade ovariana.

Diferença entre disfunção ovariana, insuficiência ovariana precoce e menopausa precoce

TermoDefiniçãoIdade comum de ocorrência
Disfunção ovariana (D46)Desregulação na função ovariana, podendo apresentar variaçõesAdultas férteis até a menopausa
Insuficiência ovariana precocePerda de função ovariana antes dos 40 anosAntes dos 40 anos
Menopausa precoceEncerramento precoce da menstruação, antes dos 40 anosAntes dos 40 anos

Causas da Disfunção Ovariana (CID D46)

As causas podem variar de acordo com o tipo de disfunção e histórico da paciente. Alguns fatores comuns incluem:

  • Anomalias genéticas ou cromossômicas (síndrome de Turner, por exemplo)
  • Autoimunidade (doenças autoimunes que atacam os ovários)
  • Desequilíbrios hormonais
  • Exposição a toxinas ou radiações
  • Cirurgias ou tratamentos médicos invasivos
  • Fatores ambientais e estilo de vida, como tabagismo e abuso de substâncias

Sintomas de Disfunção Ovariana (CID D46)

Os sinais e sintomas podem variar bastante, dependendo da causa e do grau de disfunção. Os mais comuns incluem:

  • Irregularidade menstrual (amenorreia, oligomenorreia)
  • Infertilidade
  • Ondas de calor e sudorese
  • Secura vaginal e disfunções sexuais
  • Alterações de humor, ansiedade ou depressão
  • Dores pélvicas ou sensação de peso

A presença de qualquer um desses sintomas deve levar à consulta médica adequada para investigação.

Diagnóstico de CID D46: Como os profissionais avaliam a disfunção ovariana?

Exames clínicos e avaliação médica

O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada do histórico clínico, sintomas e exames físicos.

Exames laboratoriais

  • Hormônios séricos: LH (hormônio luteinizante), FSH (hormônio folículo-estimulante), estradiol, progesterona e AMH (Hormônio Antimülleriano).
  • Teste de carga hormonal: Avaliação de resposta ovariana a estímulos hormonais.

Exames de imagem

  • Ultrassonografia transvaginal: para avaliar a foliculogênese e volume ovariano.
  • Resonância magnética: em casos específicos, para investigação detalhada de anomalias estruturais.

Tabela resumida do diagnóstico

ExameObjetivoFrequência recomendada
Análise hormonalAvaliar níveis de FSH, LH, estradiol e AMHInicial e periodicamente
Ultrassonografia transvaginalVisualizar os ovários, avaliar folículos e volume ovarianoInicial e conforme necessário
Teste de carga hormonalDiagnóstico diferencial de deficiência hormonalQuando necessário

"O diagnóstico preciso é a base para um tratamento efetivo e adequado às necessidades da paciente." — Dr. João Silva, especialista em ginecologia e obstetrícia.

Para informações mais detalhadas, visite o site do Ministério da Saúde ou a Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Tratamento e Cuidados Para Disfunção Ovariana (CID D46)

O tratamento varia conforme a causa da disfunção, os sintomas apresentados e os objetivos da paciente — seja controle dos sintomas, preservação da fertilidade ou reposição hormonal.

Opções de tratamento

Terapia hormonal

  • Reposição hormonal para regularizar a menstruação e aliviar sintomas de deficiência hormonal.
  • Terapia com contraceptivos orais em alguns casos.

Tratamento de causas específicas

  • Para condições autoimunes, pode ser necessário o uso de medicamentos imunossupressores.
  • Em casos de anomalias genéticas, aconselhamento genético pode ser indicado.

Estilo de vida e cuidados gerais

  • Dieta equilibrada
  • Exercícios físicos regulares
  • Evitar tabaco e álcool
  • Controle do estresse

Importância do acompanhamento médico

Devido à complexidade e às possíveis implicações na fertilidade e saúde geral, o acompanhamento com um ginecologista ou endocrinologista é fundamental.

Perguntas Frequentes sobre CID D46

1. A disfunção ovariana pode ser revertida?

Dependendo da causa, algumas disfunções podem melhorar ou ser controladas, especialmente com tratamento precoce. No entanto, algumas condições, como insuficiência ovariana precoce, podem ser permanentes.

2. É possível engravidar com disfunção ovariana?

Sim, mas depende da gravidade da disfunção. Técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), podem ser indicadas para auxiliar na concepção.

3. Quais sinais indicam necessidade de procurar um médico?

Irregularidades menstruais persistentes, sintomas hormonais severos, dificuldade para engravidar ou dores pélvicas são sinais que requerem avaliação especializada.

Conclusão

A disfunção ovariana (CID D46) é uma condição que exige atenção e um diagnóstico preciso. Com o avanço da medicina, as opções de tratamento têm se tornado cada vez mais eficazes, possibilitando às mulheres a manutenção da qualidade de vida e a realização do sonho da maternidade, quando desejado.

Lembre-se sempre da importância de consultas regulares ao ginecologista e da realização de exames de rotina para detectar precocemente qualquer anormalidade.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Diretrizes para saúde da mulher. Disponível em: OMS - Saúde Feminina

  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia de práticas clínicas. Disponível em: sbgo.org.br

  3. Ministério da Saúde. Políticas públicas de saúde. Disponível em: gov.br/saude

Este artigo é uma orientação geral e não substitui a avaliação médica. Consulte sempre um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.