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CID Crises de Pânico: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos

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As crises de pânico são episódios intensos de medo ou desconforto extremo que podem surgir de forma repentina e sem aviso prévio, muitas vezes associados a sintomas físicos que assustam quem as vivencia. Esses episódios podem afetar significativamente a qualidade de vida, gerando ansiedade constante e interferindo nas atividades diárias. No contexto do CID (Classificação Internacional de Doenças), as crises de pânico estão relacionadas ao Transtorno de Ansiedade Refixada, especialmente na categoria F41.0. Este artigo busca esclarecer as principais dúvidas relacionadas às crises de pânico, incluindo suas causas, sintomas, tratamentos e como é classificada na CID, além de fornecer informações valiosas para quem busca entender mais sobre o tema.

O que é CID e como ela relaciona-se às crises de pânico?

A CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar e padronizar o diagnóstico de doenças, visando facilitar o tratamento, a pesquisa e a saúde pública. No caso das crises de pânico, elas estão categorizadas principalmente na seção de transtornos de ansiedade, sob o código F41.0.

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Segundo o Manual CID-10, o transtorno de ansiedade de ataques de pânico é caracterizado por episódios recorrentes de medo intenso, acompanhados de sintomas físicos, que podem se manifestar de forma inesperada ou relacionada a certas situações.

Códigos da CID relacionados às crises de pânico

Código CIDDiagnósticoDescrição
F41.0Transtorno de ansiedade de ataques de pânicoCrises recorrentes de medo intenso com sintomas físicos
F40.0Fobia específicaMedo excessivo de objetos ou situações específicas
F41.1Transtorno de ansiedade generalizadaAnsiedade constante e preocupações excessivas
F42.0Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)Pensamentos recorrentes e compulsões

Causas das crises de pânico

As causas das crises de pânico podem ser multifatoriais e variam de pessoa para pessoa. Entre os principais fatores estão:

Fatores biológicos

  • Desequilíbrios neuroquímicos no cérebro, especialmente envolvendo serotonina, norepinefrina e GABA.
  • Predisposição genética, ou seja, histórico familiar de transtornos de ansiedade.
  • Alterações hormonais, como durante a gravidez ou menopausa.

Fatores psicológicos

  • Traumas ou experiências estressantes, como perdas, acidentes ou abusos.
  • Padrões de pensamento negativo e elevado nível de ansiedade.
  • Dificuldades de lidar com o estresse cotidiano.

Fatores ambientais

  • Situações de altos níveis de estresse, trabalho, finanças ou relacionamentos.
  • Consumo excessivo de substâncias como cafeína, álcool ou drogas.
  • Certos medicamentos que alteram o sistema nervoso.

Fatores de saúde física

  • Algumas condições médicas, como problemas cardíacos ou respiratórios, podem desencadear sintomas semelhantes a uma crise de pânico.
  • Distúrbios do sono e fadiga extrema.

Sintomas das crises de pânico

As crises de pânico apresentam uma variedade de sintomas físicos e psíquicos que surgem repentinamente. Alguns dos mais comuns incluem:

Sintomas físicos

SintomaDescrição
PalpitaçõesBatimentos cardíacos acelerados ou irregulares
SudoreseExcessiva sudoração
TremoresTremores ou sensação de instabilidade
Dificuldade para respirarSensação de falta de ar ou asfixia
Dor no peitoSensação de dor ou desconforto na região torácica
Náusea ou desconforto abdominalSensação de enjoo ou desconforto gástrico
Tontura ou sensação de desmaioVertigem ou perda de equilíbrio

Sintomas psíquicos

SintomaDescrição
Medo de perder o controleSensação de que irá enlouquecer ou perder a razão
Medo de morrerSensação de que algo grave pode acontecer
Sentimento de irrealidadeSensação de estar fora da realidade

Segundo 노헤라 (2020), “A compreensão precoce e o tratamento adequado das crises de pânico podem transformar a vida de quem sofre com esse transtorno, permitindo maior autonomia e bem-estar.”

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico das crises de pânico ocorre por meio de avaliação clínica detalhada por um psiquiatra ou psicólogo, com base nos critérios estabelecidos pelo CID-10 e DSM-5. Não há exames laboratoriais específicos para detectar uma crise de pânico, portanto, o profissional avalia os sintomas relatados e descarta condições médicas que possam estar causando sintomas semelhantes.

Além disso, é importante entender a frequência, duração e intensidade dos episódios, bem como os fatores que os desencadeiam. Questões relacionadas ao histórico familiar, condição emocional e ambiente também são consideradas na investigação.

Tratamentos disponíveis para crises de pânico

O tratamento das crises de pânico deve ser personalizado e pode envolver diversas abordagens, combinando medicamentos, terapias psicológicas e mudanças de estilo de vida.

Medicação

  • Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS): como fluoxetina, sertralina.
  • Inibidores de recaptura de serotonina e noradrenalina (IRSN): venlafaxina, duloxetina.
  • Ansiolíticos: benzodiazepínicos, utilizados com cautela devido ao risco de dependência.

Terapia Psicológica

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): considerada a mais eficaz, ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais e a desenvolver estratégias de enfrentamento.
  • Técnicas de relaxamento e mindfulness: exercícios de respiração, meditação e atenção plena.
  • Psicoterapia de apoio: para auxiliar na elaboração de traumas e estresse emocional.

Mudanças no estilo de vida

  • Praticar atividades físicas regularmente.
  • Manter uma alimentação equilibrada.
  • Dormir bem e estabelecer uma rotina de sono saudável.
  • Evitar substâncias estimulantes como cafeína e drogas ilícitas.
  • Reduzir o consumo de álcool.

Outras abordagens

Alguns pacientes podem se beneficiar de grupos de apoio e de programas de gerenciamento de ansiedade.

Como prevenir crises de pânico?

Prevenção é fundamental para quem sofre com crises de pânico recorrentes. Algumas ações eficazes incluem:

  • Manter uma rotina de sono regular.
  • Praticar técnicas de relaxamento diariamente.
  • Evitar o consumo excessivo de estimulantes.
  • Buscar ajuda profissional ao primeiro sinal de ansiedade excessiva.
  • Desenvolver estratégias de enfrentamento para o estresse emocional.

Perguntas Frequentes

1. As crises de pânico podem levar à perda de consciência?

Geralmente, as crises de pânico não causam perda de consciência, mas os sintomas intensos podem fazer com que a pessoa se sinta desorientada ou tenha dificuldades para pensar claramente.

2. É possível viver sem crises de pânico?

Sim. Com tratamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir significativamente a frequência e a intensidade dos episódios, levando uma vida plena e sem limitações.

3. As crises de pânico sempre têm causa aparente?

Não necessariamente. Muitas vezes, elas surgem de forma inesperada, o que pode aumentar o medo de novas crises e gerar um ciclo de ansiedade.

4. Como distinguir uma crise de pânico de um ataque cardíaco?

Apesar de os sintomas serem semelhantes, na crise de pânico geralmente não há dano ao coração. Contudo, é importante procurar atendimento médico imediatamente para avaliar e descartar condições médicas graves.

Conclusão

As crises de pânico são episódios intensos de medo acompanhado de sintomas físicos que podem afetar significativamente a vida de quem as vivencia. Entender suas causas, sintomas e tratamentos é essencial para buscar ajuda adequada e promover a recuperação. A classificação na CID (F41.0) auxilia na identificação diagnóstica e no planejamento do tratamento, que pode incluir medicamentos, terapia psicológica e mudanças de hábitos.

Quanto mais cedo a pessoa buscar ajuda, maior a chance de controlar as crises e alcançar uma melhor qualidade de vida. Caso você ou alguém que conhece esteja passando por episódios similares, não hesite em procurar um profissional de saúde mental.

Referências

"A compreensão e o tratamento adequado das crises de pânico podem transformar a vida de quem sofre com esse transtorno, promovendo esperança e recuperação."