CID Corrimento: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
O corrimento vaginal é uma condição comum que preocupa muitas mulheres, podendo indicar desde alterações fisiológicas até infecções ou doenças mais sérias. Quando o corrimento apresenta características diferentes do usual, como alteração na textura, cor, odor ou quantidade, pode ser necessário investigar com maior atenção. O Código Internacional de Doenças (CID) é utilizado pelos profissionais de saúde para diagnosticar e classificar as doenças relacionadas ao corrimento, facilitando o acompanhamento e o tratamento adequado.
Neste artigo, abordaremos de forma completa o tema "CID Corrimento", explicando suas causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos mais eficazes. Além disso, esclareceremos as dúvidas mais frequentes, inserindo informações valiosas para quem busca compreender melhor esse assunto.

O que é o CID Corrimento?
O CID Corrimento refere-se aos códigos utilizados na classificação internacional de doenças para categorizar as diferentes condições que levam ao aparecimento de descarga vaginal. Essas condições podem variar desde processos fisiológicos normais até infecções causadas por vírus, bactérias ou fungos.
Por exemplo, o CID 616.0 — "Vaginite simples" — é um código que engloba formas comuns de inflamação na vagina, frequentemente acompanhadas de corrimento. Já o CID 648.9 — "Distúrbio do ciclo menstrual, não especificado" — pode estar relacionado a alterações no fluxo vaginal devido a fatores hormonais.
A classificação correta com o CID é fundamental para um diagnóstico preciso e para a definição de um tratamento eficaz.
Causas do Corrimento Vaginal (CID)
As causas do corrimento vaginal variam conforme a origem e os fatores que influenciam seu aparecimento. A seguir, apresentamos as principais causas classificadas por categorias.
1. Causas fisiológicas
Alterações hormonais: Durante o ciclo menstrual, a produção de hormônios como estrogênio influencia na quantidade e características do corrimento, que geralmente é transparente, sem odor e sem desconforto.
Gravidez: Alterações hormonais durante a gestação podem aumentar o volume de corrimento, que costuma ser transparente ou esbranquiçado, com pouco odor.
Ovulação: Pode ocorrer aumento do corrimento, com características mais elásticas e translúcidas.
2. Infecções
| Código CID | Diagnóstico | Características do Corrimento |
|---|---|---|
| 616.0 | Vaginite simples | Corrimento branco ou amarelo, sem odor forte, sem coceira |
| 614.9 | Vulvovaginite não especificada | Corrimento purulento, com odor forte, prurido |
| 645.9 | Infecção do trato urinário com complicações | Corrimento com odor forte, possível desconforto |
Principais infecções:
Infecção por Candida albicans (Candidíase): Corrimento branco, espesso, parecido com queijo cottage, muitas vezes acompanhado de prurido.
Vaginite bacteriana: Corrimento esverdeado ou cinza, com odor forte, podendo causar desconforto.
Infecção por Trichomonas vaginalis: Corrimento amarelo-esverdeado, com odor forte, além de prurido e ardor.
Doença sexualmente transmissível (DST): Como gonorreia e clamídia, que podem provocar corrimento amarelo ou verde e, em alguns casos, dor e inflamação.
3. Doenças mais graves
Cancro de colo de útero: Pode apresentar corrimento sanguinolento ou com sangue residual, além de outros sintomas como dor pélvica.
Lesões pré-malignas: Corrimento irregular, podendo estar associado a sangramento entre os períodos.
Sintomas associados ao CID Corrimento
Os sintomas variam dependendo da causa, mas alguns sinais comuns incluem:
- Alteração na cor do corrimento (branco, amarelo, verde, acinzentado)
- Odor diferente (forte, fétido)
- Textura (espesso, líquido, slimy)
- Prurido ou coceira na região vaginal
- Queimação ou ardor ao urinar
- Dor pélvica ou abdominal
- Dor durante o sexo
Se qualquer desses sintomas persistir ou se agravar, é essencial procurar orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
Diagnóstico do Corrimento Vaginal (CID)
O diagnóstico do corrimento vaginal envolve uma avaliação detalhada pelo profissional de saúde, que pode incluir:
- Anamnese: Questionamento sobre sintomas, duração, características do corrimento, relação sexual, uso de contraceptivos, higiene íntima, entre outros.
- Exame físico: Inspeção visual da vulva, maria, colo do útero e região perineal.
- Exames laboratoriais:
- Cultura de secreções
- Teste rápido para DST
- Testes de Pap smear
- Microscopia do material coletado
Estes exames ajudam a identificar a causa específica do corrimento conforme o CID correspondente, possibilitando uma abordagem mais precisa.
Tratamentos eficazes para o CID Corrimento
O tratamento dependerá da causa identificada. A seguir, apresentamos as abordagens mais comuns:
1. Tratamentos clínicos
| Causa | Tratamento |
|---|---|
| Candidíase | Antifúngicos tópicos ou orais (por exemplo, miconazol, fluconazol) |
| Vaginite bacteriana | Antibióticos específicos (por exemplo, metronidazol) |
| Tricomoníase | Antiprotozoários (por exemplo, metronidazol ou tinidazol) |
| DST | Antibióticos ou antivirais conforme orientações médicas |
| Alterações hormonais | Reposição hormonal ou ajustes no ciclo menstrual |
2. Cuidados e recomendações
- Manter higiene adequada, evitando produtos agressivos na região íntima.
- Uso de roupas de algodão e evitar roupas apertadas.
- Evitar o uso de duchas vaginais, que podem desequilibrar a flora vaginal.
- Relacionamento sexual seguro, usando preservativo.
3. Tratamentos caseiros e preventivos
Algumas medidas podem ajudar na prevenção e no alívio dos sintomas, como o uso de probióticos, alimentação equilibrada e evitar o uso de produtos com fragrância.
Tabela resumo: CID Corrimento e suas principais causas
| CID | Diagnóstico | Sintomas principais |
|---|---|---|
| 616.0 | Vaginite simples | Corrimento branco ou amarelo, sem odor forte |
| 614.9 | Vulvovaginite não especificada | Corrimento purulento, odor forte, coceira |
| 648.9 | Distúrbio do ciclo menstrual | Variações no fluxo, às vezes alterações na cor ou quantidade |
| 644.9 | Gravidez (alteração do corrimento) | Corrimento aumentado, transparente ou esbranquiçado |
Perguntas Frequentes
1. O corrimento pode ser normal?
Sim. Corrimento vaginal é uma parte natural do funcionamento do organismo, ajudando na higiene e proteção da vagina. Normalmente, é transparente, sem odor forte e sem desconforto.
2. Quando o corrimento deve preocupar?
Quando há mudança na cor, odor forte, coceira, ardor, dor ou sangue, é importante procurar um médico. Esses sinais podem indicar infecção ou outras condições que necessitam de tratamento.
3. Como diferenciar um corrimento fisiológico de um patológico?
O corrimento fisiológico geralmente é transparente ou branco, inodoro ou com odor suave, sem coceira ou desconforto. Corrimento patológico pode apresentar mudanças na cor, cheiro, quantidade e estar associado a sintomas adicionais.
4. Quais exames são mais indicados para investigar o corrimento?
Exames laboratoriais como análise de secreções, cultura, teste rápido para DST, além do exame de Papanicolau, são essenciais para diagnósticos precisos.
Conclusão
O corrimento vaginal, quando avaliado adequadamente, pode indicar uma variedade de condições, desde processos fisiológicos normais até infecções ou doenças mais sérias. A classificação correta do CID é uma ferramenta fundamental para diagnóstico e tratamento precisos, contribuindo para a saúde íntima da mulher.
Se você notou alterações no corrimento, não hesite em procurar um profissional de saúde para avaliação e orientação adequada. O cuidado preventivo e o tratamento precoce são essenciais para evitar complicações e manter a qualidade de vida.
Referências
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Orientações para diagnóstico e manejo do corrimento vaginal. Disponível em: https://portalms.saude.gov.br
World Health Organization. International Classification of Diseases (CID). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd
Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Guía de atenção à saúde da mulher. Disponível em: https://sbgo.org.br
Lembre-se sempre de consultar um especialista para uma avaliação adequada e tratamento específico.
MDBF